As Cinco Linguagens do Amor



Baixar 0,63 Mb.
Página37/62
Encontro29.11.2019
Tamanho0,63 Mb.
1   ...   33   34   35   36   37   38   39   40   ...   62
Suprir a necessidade de amor de

minha esposa é uma escolha que

faço a cada dia. Se eu sei qual é sua

primeira linguagem do amor e

escolho utilizá-la, suas mais profundas

necessidades emocionais serão supridas

e ela se sentirá segura em meu amor.

Em tempo, no entanto, descemos das alturas para o mundo real. Se nosso cônjuge aprendeu a falar nossa pri­meira linguagem do amor, nossa necessidade de sermos amados continuará a ser satisfeita. Se, por outro lado, ele, ou ela, não fala nossa linguagem, nosso “tanque” aos poucos secará, e deixaremos de nos sentir amados. Suprir essa ne­cessidade de nosso cônjuge é, definitivamente, uma decisão. Se eu aprender a linguagem do amor emocional de minha esposa e falá-la freqüentemente, minha esposa continuará a sentir-se amada. Quando a paixão terminar, isto quase não será percebido por ela, pois seu “tanque” emocional será sem­pre preenchido. No entanto, se eu não compreender sua pri­meira linguagem, ou optar por não utilizá-la, quando ela co­locar os pés no chão, terá os anseios naturais de quem não possui as carências emocionais supridas. Em razão de viver alguns anos com o “tanque” do amor vazio, talvez venha a apaixonar-se novamente por outra pessoa e o ciclo outra vez se repetirá.

Suprir a necessidade de amor de minha esposa é uma escolha que faço a cada dia. Se eu sei qual é sua primeira linguagem do amor e escolho utilizá-la, suas mais profun­das necessidades emocionais serão supridas e ela se sentirá segura em meu amor.



Se ela fizer o mesmo comigo, minhas necessidades emocionais serão supridas e nós dois viveremos com os “tan­ques” cheios. Em estado de contentamento emocional, am­bos conseguiremos canalizar nossas energias criativas para vários projetos de vida, e ao mesmo tempo manteremos nos­so casamento excitante e em processo de crescimento.

Com estas coisas em mente, olhei para a face empeder­nida de Brent e imaginei se eu conseguiria ajudá-lo. Pensei se ele já não se apaixonara por outra pessoa. Em caso afirma­tivo, se estaria no início ou no ápice da paixão. Poucos ho­mens, que estejam com seus “tanques do amor” vazios, aban­donam seus casamentos quando têm perspectivas de ver aquela necessidade suprida em outra fonte, sem precisar abandonar a família.

Brent foi honesto e revelou-me que se apaixonara por alguém há vários meses. Disse-me, no entanto, que aquele sentimento iria embora e tinha esperanças de resolver tudo com sua esposa. Mas o relacionamento em casa piorou e seu amor pela outra mulher só aumentava. Ele já não conseguia viver sem seu novo amor.

Interessei-me por Brent e pelo dilema que enfrentava. Ele, sinceramente, não desejava magoar sua esposa e filhos, mas, por outro lado, achava que merecia ser feliz. Eu lhe passei as estatísticas sobre os segundos casamentos (60% ter­minam em divórcio). Ficou surpreso em ouvir aquilo, mas estava convencido de que isso não aconteceria com ele. Dis­se-lhe também sobre os efeitos do divórcio nos filhos, mas estava certo de que sempre seria um bom pai para seus fi­lhos e logo superariam o trauma da separação. Conversei com Brent sobre os assuntos deste livro, e expliquei a dife­rença entre a experiência de se apaixonar e a necessidade profunda de sentir-se amado. Transmiti-lhe as cinco linguagens do amor e desafiei-o a dar mais uma chance ao seu ca­samento. Eu sabia que meu enfoque racional e intelectual do matrimônio, comparados com os picos emocionais que ele experimentava, eram como uma pistola de água comparada a uma arma automática de verdade. Brent agradeceu minha preocupação e pediu que eu fizesse o possível para ajudar Becky. Naquele momento, ele afirmou que não via esperan­ça alguma para seu casamento.

Um mês mais tarde recebi um telefonema de Brent. Ele disse que gostaria de conversar comigo novamente. Desta vez, ao entrar em meu escritório, ele estava visivelmente perturbado. Não era mais o homem calmo e controlado que eu vira anteriormente. Sua amante começava a descer das nuvens e a observar coisas que não apreciava em Brent. Ela se esquivava do relacionamento sexual e ele estava desespe­rado. Lágrimas vertiam de seus olhos. Ele disse-me o quanto ela significava para ele e o quanto estava sendo insuportável passar por aquela rejeição.

Ouvi, condoído, sua história durante uma hora inteirinha, até que ele pediu meu conselho. Disse-lhe que com­preendia seu sofrimento, e a dor emocional que ele experi­mentava era natural de uma perda, e aquele tipo de sofri­mento não passava da noite para o dia. Expliquei-lhe, tam­bém, que aquela experiência era inevitável. Lembrei-lhe da natureza temporária da paixão, e que cedo ou tarde ela des­penca-se das alturas para o mundo real. Alguns passam por isso até antes do casamento; outros, após. Ele concordou que era melhor agora do que mais tarde.



Aproveitei a oportunidade para sugerir que talvez aquela crise fosse uma boa oportunidade para que ele e sua esposa fizessem um aconselhamento conjugai. Eu o lembrei de que o amor emocional verdadeiro e duradouro é uma es­colha e este poderia renascer, se ele e sua esposa aprendes­sem a amar um ao outro na linguagem certa de cada um. Ele concordou em ter o aconselhamento conjugai, e nove meses mais tarde Brent e Becky deixaram meu escritório com o ma­trimônio renovado. Quando, há três anos, vi Brent, ele contou-me que seu casamento ia muito bem e agradeceu-me no­vamente por tê-lo ajudado naquela fase tão crucial de sua vida. Disse-me que a dor pela perda do outro amor durou ainda uns dois anos. Depois, sorriu e disse:

“Meu “tanque” nunca esteve tão cheio e Becky é a mu­lher mais feliz que o senhor já conheceu!”

Ainda bem que Brent foi beneficiado por aquilo que chamo de desequilíbrio da paixão. As coisas são assim mes­mo... Dificilmente uma pessoa apaixona-se no mesmo dia que a outra e, quase nunca, desapaixonam-se juntas também. Não é necessário sermos cientistas sociais para chegarmos a tal conclusão. Basta ouvirmos as músicas sertanejas. Neste caso específico, a amante de Brent desapaixonou-se em tem­po muito oportuno!

Nos nove meses em que aconselhei Brent e Becky, tra­balhamos com vários conflitos que eles jamais haviam para­do para resolver. A chave, porém, para o renascer daquele casamento, foi a descoberta da primeira linguagem do amor um do outro e a escolha de aprender a falá-la freqüentemente.

Quando determinada atitude

não é espontânea em você,

torna-se uma expressão de

amor muito maior.

Deixe-me voltar à pergunta que levantei no capítulo nove:

“O que fazer se a primeira linguagem de nosso cônjuge não for algo natural a nós?”

Sempre me fazem essa pergunta em meus seminários e a minha resposta é:

“E que problema haverá nisso?”

A linguagem do amor de minha esposa é “Formas de Servir”. Uma das coisas que sempre faço para ela como ex­pressão de meu amor é passar o aspirador na casa. Vocês acham que fazer isso é algo natural para mim? Minha mãe costumava mandar que eu limpasse a nossa residência. Durante o tempo todo de escola, até o final do colegial, eu não podia ir jogar bola aos sábados enquanto não terminasse de limpar a casa toda. Naquela época eu dizia para mim mes­mo: “Quando eu me casar, nunca mais vou tocar em um as­pirador! Vou arrumar uma esposa que faça isso!”

Hoje, no entanto, limpo nossa casa e faço-o freqüen­temente. Existe somente uma razão para isso: Amor. Por di­nheiro algum eu limparia qualquer outra residência; mas faço o que faço por amor. Daí, conclui-se que, quando você preci­sa fazer algo que não é natural para si, essa expressão de amor torna-se muito maior e mais significativa. Minha espo­sa sabe que, quando limpo a casa, aquilo é nada menos que 100% do mais puro e genuíno amor, e realmente assumo o crédito disso!

Alguém pode chegar e dizer o seguinte:

“Mas Dr. Chapman isso é diferente! Eu sei que a pri­meira linguagem de meu cônjuge é o “Toque Físico”, mas eu não estou acostumado (a) a isso. Nunca vi meus pais se abra­çarem e eles também nunca me afagaram! Eu não sei nem como começar. O que eu faço?”

Minha resposta é a seguinte:



“Você tem duas mãos? Consegue colocá-las juntas? Óti­mo! Agora imagine que seu cônjuge esteja no meio do círcu­lo formado por seus braços. Puxe-a (o) até você. Aposto que se abraçá-la (Io) três mil vezes, ficará mais confortável conti­nuar a fazê-lo. Mas conforto não é a questão. Falamos sobre amor, algo que se faz para outra pessoa e não para nós mes­mos. A maioria de nós faz, diariamente, muitas coisas que não são naturais. Para alguns, o próprio levantar pela ma­nhã já é algo difícil. Porém, lutamos contra nossos sentimen­tos e saímos da cama. Por quê? Acreditamos que algo na­quele dia compensará aquele “sacrifício”. E, normalmente, antes que o dia termine, sentimo-nos bem por termos toma­do aquela decisão. Nossas ações precedem nossas emoções.”

O mesmo ocorre com o amor. Descobrimos a primeira linguagem do amor de nosso cônjuge e tomamos a decisão de aprender a falá-la, quer ela nos seja natural ou não. Não reivindicamos sentimentos ardentes e delirantes. Simples­mente, escolhemos fazê-lo para o bem daquele (a) a quem amamos. Desejamos suprir as necessidades emocionais de nosso cônjuge e dispomo-nos a falar sua linguagem do amor. Com isso, seu “tanque do amor” enche-se e há chances de que a recíproca também ocorra de forma que ele também fale a nossa primeira linguagem. Nesse processo nossas emo­ções retornam e nosso “tanque do amor” começa a encher.

Amar é uma decisão. E cada cônjuge pode iniciar esse processo hoje mesmo.





Compartilhe com seus amigos:
1   ...   33   34   35   36   37   38   39   40   ...   62


©psicod.org 2019
enviar mensagem

    Página principal