As Cinco Linguagens do Amor



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Aquilo que fazemos um para o

outro antes do casamento,

não garante que continuaremos

a realizá-lo depois de casados.

E para Mary, eu disse:

— Você também precisa entender que não é obrigada a fazer as coisas da lista, mas, se decidir realizá-las, estas serão quatro formas que realmente terão significado para ele.

Virando-me então para ambos, disse:

— Gostaria de sugerir que vocês tentassem esse novo procedimento por dois meses e então avaliassem se os aju­dou ou não. Ao final deste período, talvez queiram acrescen­tar novos itens às suas listas e partilhá-las um com o outro. Eu, no entanto, recomendaria que não houvesse o acréscimo de mais de um item por mês.

— Isso faz sentido — Mary replicou.

— Acho que você nos deu uma grande ajuda — acres­centou Mark.

Virando as costas, ambos saíram de mãos dadas e ca­minharam em direção ao carro.

Ao ficar sozinho novamente, comecei a caminhar e disse em alta voz: “Acho que a igreja é para isso. Creio que vou gostar de trabalhar com aconselhamento!”

E nunca mais esqueci o enfoque obtido embaixo da­quela árvore.

Após anos de pesquisa, percebi que a situação de Mark e Mary foi muito especial para mim. Raramente encontra­mos um casal onde ambos possuam a mesma linguagem do amor. Tanto para Mark como para Mary, “Formas de Servir” era sua primeira linguagem do amor. Centenas de pessoas identificam-se com uma ou outra e reconhecem que a princi­pal forma através da qual sentem-se amadas por seus cônju­ges, é através de “Formas de Servir”.

Guardar os sapatos, trocar as fraldas do bebê, lavar lou­ça ou o carro, aspirar o pó ou cortar a grama falam muito alto para aqueles cuja primeira linguagem do amor é “For­mas de Servir”.

Você talvez indague: “Mas se Mark e Mary tinham a mesma linguagem do amor, por que possuíam tantos pro­blemas?” A resposta está no fato de que eles falavam diale­tos diferentes. Eles faziam coisas um para o outro, mas não as que consideravam as mais importantes. Quando forçados a pensar de forma concreta, facilmente identificavam seus dialetos. Para Mary, era lavar o carro, trocar a fralda do bebê, aspirar o pó e cortar a grama, ao passo que para Mark era arrumar as camas, lavar o rosto do bebê, guardar os sapatos na sapateira e já ter o jantar começado ao chegar em casa. Quando começaram a falar os dialetos certos, os “tanques do amor” de ambos começaram a encher. Desde que a pri­meira linguagem do amor de ambos era “Formas de Servir”, aprender o dialeto específico de cada um foi relativamente fácil para eles.

Antes de deixarmos para trás Mark e Mary, gostaria de fazer três observações. Primeira, eles ilustram claramente que o que fazemos um para o outro antes do casamento, não é garantia de que continuaremos a fazê-lo depois de casados. Antes do matrimônio somos levados pela força da paixão. Após o casamento, voltamos a ser as pessoas que éramos antes de nos apaixonarmos. Nossas ações são influenciadas pelo modelo de nossos pais, nossa própria personalidade, nossa percepção do amor, nossas emoções, necessidades e nossos desejos. Apenas uma coisa é certa sobre nosso com­portamento: não será o mesmo da época em que estávamos apaixonados.

E isso me leva à segunda verdade ilustrada por Mark e Mary. Amor é uma decisão, e não pode ser coagido. Mark e Mary criticavam o comportamento um do outro e não che­gavam a lugar algum. A partir do ponto em que decidiram fazer pedidos um ao outro, e não cobranças, o casamento tomou outro rumo. Críticas e cobranças não levam a lugar algum. O excesso de observações pode levar um cônjuge a concordar com o outro. Ele (ela) pode fazer as coisas do modo dela (dele) mas, muito provavelmente, aquela não será uma expressão de amor. Você pode dar outra direção ao amor atra­vés de pedidos: Eu gostaria muito que lavasse o carro, tro­casse a fralda do bebê, cortasse a grama; porém, não há como colocarmos em alguém a vontade para tal. Cada um de nós decide diariamente amar ou não nossos cônjuges. Se esco­lhermos gostar dele, então a expressão desse amor da forma que seu cônjuge solicita, torná-lo-á mais efetivo em termos emocionais.

Há uma terceira verdade, que somente é ouvida pelos amantes mais maduros. As críticas de meu cônjuge sobre meu comportamento, fornecem-me dicas “quentes” a respeito de sua primeira linguagem do amor. As pessoas tendem a criti­car mais seus cônjuges na área em que eles mesmos têm suas mais profundas necessidades emocionais. A observação que fazem é uma forma inútil de suplicar amor. Se conseguirmos entender essa característica, tornaremos estas críticas mais produtivas. Uma esposa poderá dizer a seu marido, após ser observada por ele:

“Parece-me que isso é algo muito importante para você. Poderia explicar por que considera (tal coisa) tão crucial?”

Críticas exigem explicações. Uma conversa poderá transformar a crítica mais em pedido do que em cobrança. A constante reprovação de Mary à caça de Mark não significa­va que ela odiava aquele esporte. Ela culpava isso por deixá-lo impossibilitado de lavar o carro, aspirar o pó e cortar a grama. Quando ele aprendeu a suprir sua necessidade de amor ao falar sua linguagem emocional, ela se libertou para também apoiá-lo em seu esporte favorito.




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