As Cinco Linguagens do Amor



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Os pedidos direcionam o amor,

mas cobranças impedem que ele seja liberado.

Ainda dirigi-me a Mark e perguntei:

— Dá para você entender como ela se sentiu rejeitada quando você parou de ajudá-la?

Ele sacudiu a cabeça para cima e para baixo... Então afirmei:

— Também é compreensível que você tenha seguido o modelo do casamento de seus pais. A maioria de nós faz isso, mas sua mudança de comportamento com Mary foi muito radical. Isso fez com que ela achasse que seu amor por ela havia terminado.

Depois virei-me para Mary e disse-lhe:

— O que você ouviu Mark responder, quando pergun­tei a ele o porquê dele ajudá-la na época de namoro?

— Ele disse que são coisas as quais se espera que se façam quando uma pessoa gosta de outra. Ele realizava aquilo para demonstrar seu amor por mim.

Ela acrescentou que aquilo era natural nele. Porque na mente dele era essa a forma de se demonstrar amor. Então lhe perguntei:

— Quando os dois se casaram e foram morar em sua própria residência, ele esperou para ver o que você faria para demonstrar-lhe amor. Suas expectativas eram que mantives­se a casa limpa, cozinhasse, etc. Resumindo, ele aguardou que fizesse coisas por ele como expressão de seu amor. Você entende que, por não vê-la realizar o que esperava, ele pas­sou a não sentir-se mais amado?

Agora era Mary quem balançava a cabeça. E eu continuei:

— Meu ponto de vista do porquê de ambos estarem tão infelizes é que nenhum de vocês demonstra amor um pelo outro, através de atos de bondade.

Mary disse:

— Acho que você está certo e o motivo pelo qual parei de fazer as coisas para ele, foi porque me ressenti de tanta cobrança. Era como se ele quisesse fazer com que eu ficasse igual à mãe dele.

Eu concordei com ela:

— Você está certa. Ninguém gosta de fazer as coisas forçadamente. O próprio amor é entregue espontaneamen­te. O amor não pode ser obrigatório. Podemos solicitar que os outros façam algumas coisas para nós, mas não devemos exigi-las. Pedidos direcionam o amor, mas cobranças impe­dem que ele seja liberado.

Mark interrompeu-me e disse:

— É isso mesmo, Dr. Chapman, ela está certa. Tenho realmente feito muitas cobranças e críticas a Mary porque estou desapontado com ela como esposa. Disse mesmo al­gumas coisas muito cruéis, que devem ter feito com que ela ficasse muito magoada comigo.

Olhando para ambos, disse-lhes:

— Acredito que as coisas agora podem ser consertadas. Tirei um bloco de papel do meu bolso e destaquei duas folhas:

— Vamos tentar uma coisa. Quero que cada um de vocês se sente nos degraus da igreja e faça uma lista de pedidos. Mark, gostaria que preparasse uma relação de três ou quatro coisas que, se Mary resolvesse fazê-las, levariam você a se sentir amado quando chegasse à casa no final do dia. Se ter as camas arrumadas é muito importante, então coloque isso no papel.

Virei-me para Mary e disse-lhe o mesmo:

— Mary, quero que você faça uma lista de três ou qua­tro coisas com as quais realmente gostaria que Mark a aju­dasse, atitudes que, se ele as praticasse, ajudariam você a acreditar que ele a ama. (Aprecio muito as listas. Elas nos forçam a pensar de forma concreta).

Após cinco ou seis minutos, eles me entregaram suas listas. A de Mark ficou assim:

1. Arrumar as camas diariamente;

2. Lavar o rosto do bebê quando eu estiver para chegar em casa;

3. Colocar seus sapatos na sapateira antes que eu chegue em casa.

4. Tentar, pelo menos, começar o jantar antes de eu chegar, de forma que possamos nos alimentar 30 a 45 minutos após a minha chegada.

Li a lista de Mark em voz alta e disse:

— Posso entender que, se Mary decidir fazer estas qua­tro coisas, você as verá como formas dela demonstrar amor por você?

Ele respondeu:

— É isso mesmo! Se ela fizer estas quatro coisas, isso certamente cooperará muito para que eu mude minha atitu­de para com ela.

Em seguida, li a lista de Mary:

1. Gostaria que ele lavasse o carro uma vez por semana e não esperasse isso de mim.

2. Gostaria que ele trocasse a fralda do bebê quando chegas­se em casa, especialmente quando estou atarefada na co­zinha no preparo do jantar.

3. Gostaria que ele passasse o aspirador na casa para mim, pelo menos uma vez por semana.

4. Gostaria que, no verão, ele cortasse a grama todas as se­manas a fim de não deixar que ela crescesse tanto, a ponto de eu ter vergonha do nosso jardim.

Eu então disse:

— Mary, entendo o que você deseja. Se Mark decidir fazer essas quatro coisas, você as receberá como formas ge­nuínas de expressões de amor?

— É isso mesmo. Seria maravilhoso se ele fizesse essas coisas para mim.

— Essa lista parece razoável para você, Mark? — per­guntei-lhe. Você poderia fazê-las, se assim decidisse?

— Sim —, ele disse.

— Mary, você acha os itens da lista de Mark razoáveis?

Você poderia realizá-las, se assim decidisse?

— Sim, eu posso fazer essas coisas. Mas eu me sinto frustrada porque não importa o quanto eu faça, pois nunca é suficiente.

— Mark, você entende que proponho uma mudança do modelo de casamento que você tem?

— Sabe de uma coisa, meu pai corta a grama e também lava o carro! acrescentou ele.

— Mas pelo jeito ele nunca passou o aspirador na casa nem trocou fralda de nenhum dos filhos, estou certo?

— Está!

— Você não é obrigado a fazê-las. Quero deixar isso bem claro; porém, se as realizar, serão comunicadas como expressões de amor a Mary.






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