As Cinco Linguagens do Amor



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Tipos de Personalidade


Nem todos estamos desconectados de nossas emoções, mas quando o assunto vem à tona, todos somos afetados por nossa maneira específica de ser. Tenho observado dois tipos básicos de personalidade. Ao primeiro, chamarei de “mar Mor­to”. Na pequena nação de Israel, o mar da Galiléia segue rumo ao sul através do rio Jordão até o mar Morto. Este não vai a lugar nenhum. Ele recebe, mas nada retribui. Esse tipo de per­sonalidade adquire muitas experiências, emoções e diversos pensamentos ao longo do dia. Possui um amplo reservatório onde armazena informações e sente-se absolutamente feliz em não falar. Se você perguntar à personalidade mar Morto:

“O que há de errado? Por que você ainda não abriu a boca esta noite?”

A resposta, muito provavelmente, será:

“Nada há de errado. Por que você pensa assim?”

E aquela resposta será absolutamente honesta. Ele está feliz por nada falar. Gostaria de fazer uma longa viagem, de norte a sul do país, para não dizer uma única palavra e estar sinceramente feliz.

Em outro extremo, porém, encontra-se o “riacho rápi­do”. Esse tipo de personalidade pode ser descrita como aque­la que, entre o que passa pelos olhos ou ouvidos leva no máximo sessenta segundos até que saia pela boca. Sobre o que vêem, ou ouvem, falam rapidamente. De fato, se não houver ninguém em casa para que comentem a respeito, darão um jeito para falar com alguém:

“Sabe quem eu vi hoje?”

“Sabe o que eu ouvi hoje?”

Se não conseguem conversar ao telefone, falam consi­go mesmos, porque não possuem algum reservatório. É co­mum que o mar Morto e o riacho Rápido casem-se. Isso ocorre porque, quando estão em pleno namoro, as características opostas tornam-se muito atraentes para ambos.

Uma forma de se aprender novos

padrões de comportamento é estabelecer,

diariamente, um período no qual cada

um poderá falar sobre três situações

que ocorreram durante o dia e os

sentimentos que tiveram em relação a elas.

Se você for o mar Morto e sair com o riacho Rápido, pro­vavelmente terá uma noite maravilhosa. Não terá de se preo­cupar em iniciar uma conversa e nem em mantê-la. Para falar a verdade, não deve nem pensar sobre isso. Tudo o que fará será balançar sua cabeça e fazer “hum, hum...” e esta expressão pre­encherá a noite toda. Você chegará em casa e pensará: “Que noite! Que pessoa maravilhosa!” Por outro lado, se for um ria­cho Rápido e sair com o mar Morto, também terá um encontro igualmente maravilhoso porque este reservatório é o melhor ouvinte do mundo. Você deve falar durante umas três horas. O mar Morto ouvirá atentamente o riacho Rápido e, ao chegar em casa seu comentário será: “Que pessoa maravilhosa!” Ha­verá uma atração recíproca. Porém, cinco anos após o casamen­to, o riacho Rápido acordará em uma bela manhã e dirá:

“Estamos casados há cinco anos mas eu não o conheço!”

O Mar Morto, por outro lado dirá:

“Eu a conheço muito bem! Gostaria muito que ela in­terrompesse um pouco esse dilúvio de palavras e desse-me atenção”.

A boa notícia, nisso tudo, é que o mar Morto provavel­mente aprenderá a falar e o riacho Rápido saberá ouvir. So­mos influenciados mas não dominados por nossas personali­dades.

Uma forma de se aprender novos padrões de comporta­mento é estabelecer, diariamente, um período no qual cada um falará sobre três situações que ocorreram durante o dia e os sentimentos que tiveram em relação a elas. Chamo esse méto­do de “Dose Mínima Diária” para um casamento saudável. Se você começar com esse período, em algumas semanas, ou me­ses, a conversa de qualidade fluirá mais livremente entre vocês.




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