As Cinco Linguagens do Amor



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Aprendendo a Falar


Uma conversa de qualidade requer não somente con­sideração ao ouvir, mas também disposição em expor-se. Quando uma esposa diz: “Gostaria tanto que meu marido conversasse comigo! Nunca sei o que ele pensa ou sente...” Ela clama por intimidade; quer sentir-se próxima de seu esposo. Mas, como sentir-se ao lado de alguém a quem não conhece? Para que ela se sinta amada, o marido precisa apren­der a se expor. Se a primeira linguagem do amor dela for “Qualidade de Tempo” e seu dialeto, conversa de qualida­de, seu tanque emocional nunca estará completo até que ele partilhe com ela seus pensamentos e sentimentos.

Se você precisa aprender a

linguagem da conversa de qualidade,

comece a observar as emoções que

sente quando está fora de casa.

Para muitos de nós, o ato de expor-se não é nada fácil. Muitos adultos foram criados em lares onde a expressão dos pensamentos e sentimentos não só jamais foi encorajada, como também era condenada. Pedir um brinquedo era recebido com um sermão sobre a situação econômica familiar. A criança sen­tia-se culpada por causa daquele desejo e, então, rapidamente aprendia a não expressar mais seus desejos. Quando um filho ou filha expressava raiva, os pais repreendiam-no (na) seve­ramente com palavras condenatórias. O que acontecia então? A criança aprendia que expressar sentimentos de raiva tam­bém não era algo apropriado. Se um deles passasse a sentir-se culpado por expressar seu desapontamento pelo fato de não poder ir ao supermercado com o pai, aprendia a guardar seu desagrado para si. Nós, adultos, ao atingirmos a maturidade, aprendemos a negar nossos sentimentos. Deixamos de ter con­tato com nosso ser emocional.

Uma esposa pergunta a seu marido:

— Como você se sentiu com a reação de Mark?

E o marido responde:

— Eu acho que ele está errado. Ele deveria ter feito as­sim, assim e assim...

Note, porém, que ele não expressa seus sentimentos. Sim­plesmente manifesta seus pensamentos. Talvez ele tenha mo­tivos para sentir-se triste, com raiva, ou desapontado. No en­tanto, vive a tanto tempo no nível do raciocínio, que nem ao menos reconhece a existência de seus sentimentos. O ato de aprender a linguagem da conversa de qualidade pode ser com­parado ao aprendizado de uma língua estrangeira. O início sempre é uma aproximação dos sentimentos, e o aluno pouco a pouco torna-se consciente de que é uma criatura emocional, apesar do fato de ter ignorado aquela faceta de sua vida.

Se você precisa aprender a linguagem da conversa de qualidade, comece a perceber os sentimentos que lhe ocor­rem quando está longe de casa. Compre um bloquinho de rascunho e mantenha-o diariamente com você. Três vezes, durante o dia, faça a si mesmo as seguintes perguntas:

• Que emoções senti nas últimas três horas?

• O que senti a caminho do trabalho quando o motorista atrás de mim ficou o tempo todo colado em meu pára-choque?

• Como eu me senti quando fui colocar combustível no car­ro e a bomba automática não funcionou e fez com que o tanque transbordasse, derramasse e molhasse de gasolina toda a parte de trás do carro?

Como me senti quando, ao chegar ao escritório, soube que minha secretária fora requisitada para um outro projeto da empresa e não estaria presente toda a manhã?

• Como me senti quando meu supervisor me comunicou que o projeto no qual eu trabalhava teria de ser concluído em três dias, quando pensei que teria mais duas semanas?

Escreva seus sentimentos no bloco de rascunho e, ao lado, coloque uma ou duas palavras para lembrá-lo do evento correspondente ao sentimento. Sua lista deve ficar mais ou menos assim:






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