Artigo Científico



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Partner, Likert Scale, Psychic Stress.

INTRODUÇÃO


A redução dos níveis de ansiedade, estresse e depressão através do exercício físico pode melhorar o humor; aumentando o bem-estar físico e psicológico das pessoas, sugerem os autores Samulski, et all (1996).

A relação do exercício com a saúde física do ser humano está, atualmente, bem fundamentada e se desenvolve sobre uma base firme criada pelas pesquisas na área da Medicina Esportiva. No entanto, sendo o ser humano biopsicossocial, não é possível desprezar a importância da obtenção de conhecimentos na área da saúde mental e da qualidade de vida para que se possam compreender os efeitos da atividade física sobre o homem.



Existe um considerável corpo de pesquisadores que estudam a relação entre a atividade física, saúde mental e a qualidade de vida. Esse grupo de estudiosos é constituído principalmente por psicólogos do esporte dos países europeus e norte-americanos, Loehr (1997), Singer (1984) e Spielberger (1979). Entretanto, ainda não existem estudos sistemáticos específicos sobre a relação entre a atividade de dança e a saúde psicológica. Por este motivo, as pesquisas nessa área precisam ser fomentadas e intensificadas. Com a necessidade de se ter hábitos saudáveis de vida, a dança tem sido considerada como meio de combater os danos causados pela vida moderna, por isso nota-se um crescente aumento de grupos de dança no Brasil e no mundo.

A dança é, inegavelmente, considerada como uma das artes mais antigas que o homem experimentou. Baseado em registros feitos pelo homem através de figuras humanas encontradas nas paredes e tetos das cavernas na era paleolítica, pode-se perceber que o homem já dançava desde aquela época. Durante a caça, a colheita, nos momentos de tristeza, durante um casamento ou em homenagem aos deuses, o homem dançava sempre em forma de um ritual. Através dessa forma de expressão, o homem e a dança evoluíram, caminharam juntos revelando através da história a sua relação com o mundo e seus diferentes modos de vida.

A dança foi e permanece sendo uma das formas de expressão de vários acontecimentos que marcaram e continuam marcando época. Ela deu um grande salto ao abandonar seus valores tradicionais em busca de uma dança mais contextualizada que faz críticas sociais, políticas e morais.

Segundo Verderi (1998), a dança é a arte do movimento e, a partir dela, o homem pode demonstrar papéis sociais e também desempenhar relações dentro de uma sociedade seja ela qual for.

Uma das formas mais harmônicas e prazerosas de desenvolver o corpo é através da dança. Dançar é conseguir satisfazer as necessidades do organismo, não só pelo fator fisiológico que o movimento propicia, desencadeando trocas energéticas e ativando reações orgânicas, como para o bom desenvolvimento da mente, visto que, com sua enigmática estrutura, precisa liberar muitos impulsos nervosos para o perfeito funcionamento do corpo. Dessa maneira, acredita-se que um bailarino deve possuir pelo menos esse conjunto de qualidades e habilidades para ser considerado um profissional.

De acordo com o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Dança –SATED (http://www.espetáculo.com/sated/index.html), para alcançar o título de profissional nessa área, o bailarino deve ter alto nível técnico e apresentar melhoria constante de desempenho com o objetivo de alcançar a perfeição do movimento. A manutenção de um alto nível de qualidade física torna-se, pois, imprescindível aos profissionais desse ramo. Para tanto, é necessário aliar um plano de trabalho de preparação física ao estudo das expressões dramáticas de modo a encontrar o equilíbrio entre o contraste da força e da leveza com que o bailarino tem que, incansavelmente, lidar.

A aplicação de um método de trabalho, associado à rotina diária das aulas e dos ensaios, faz-se necessário para obter um desempenho de alto nível nas apresentações de dança. Há que se levar em conta que, para se alcançar esses objetivos, o profissional deve ter uma bagagem de anos de aulas práticas e de realização de espetáculos e temporadas de dança.

Um outro aspecto que deve ser considerado para a formação do bailarino é a questão psicológica, pois a preparação física só apresentará resultados positivos se estiver associada a um bom desempenho emocional.

Apesar de o estresse não ser um sintoma descoberto recentemente e não ser considerado uma doença, só no início do século XX é que começaram as pesquisas de seus efeitos na saúde física e mental das pessoas. Atualmente, o estresse é citado por alguns autores (Couto - 1987, Molina -1996 e Rojas - 1997) como a “doença” dos tempos modernos. O estresse pode ser definido, segundo Molina (1996), como qualquer situação de tensão aguda ou crônica, que produz uma mudança no comportamento físico e/ou no estado emocional do indivíduo. Mediante isso, desencadeará adaptações psicofisiológicas que podem ser negativas ou positivas no organismo. Tanto o agente estressor como seus efeitos sobre o indivíduo podem ser descritos como situações

A ansiedade e o estresse, em muitas pesquisas realizadas, têm sido considerados como sinônimos. De acordo com Spielberger (1979) e Hackfort (1988), a ansiedade é uma reação emocional frente ao estresse. A psiquiatria tradicional, segundo o autor Rojas (1997), estuda a ansiedade através de duas variáveis básicas, quais sejam a vivencial e a física, as quais são consideradas como a sua principal causa sintomatológica.

A ansiedade é sempre um estado de alerta do organismo que produz um sentimento indefinido de insegurança, podendo atuar em dois planos imediatos: o físico e o psíquico, o que poderá gerar sintomas de inquietude interior (desassossego, insegurança, pressentimento do nada, medos difusos, expectativa do pior) e de tensão motora (tremores, dores musculares, espasmos, incapacidade de relaxamento, tiques nervosos, rosto contraído). O aumento ou a diminuição da ansiedade tem muito a ver com o nível de informação do indivíduo.

São muitos os métodos recomendados para se combater o estresse. Rojas (1997), recomenda a dança como meio de minimizar os efeitos do estresse nas pessoas. Para ele dançar é transmitir e exprimir um sentimento, utilizando o corpo como veiculo deste processo. Através da dança, o indivíduo pode atingir uma forma superior de vida, experimentando o equilíbrio corporal e psíquico a que as pessoas legitimamente aspiram.

Por outro lado, quando se trata da apresentação de um espetáculo de dança, principalmente a pré-estréia, deve-se levar em consideração a influência de determinados fatores incluindo, dentre outros, o medo de errar, o esquecimento da seqüência coreográfica, a presença da platéia e de críticos da área. Desta maneira, os bailarinos profissionais poderiam estar sujeitos a pressões psicológicas, que os levam ao estresse e à ansiedade.

O presente estudo objetiva verificar a ocorrência de estresse e ansiedade em bailarinos e bailarinas profissionais, na pré-estréia de um espetáculo de dança.

Verificar se freqüência cardíaca é alterada quando os bailarinos ou bailarinas estão ansiosos ou estressados.




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