Arthur ramos e a criança-problema: a higiene mental escolar e a psicanálise no antigo distrito federal (1934-1939)i


A criança problema: psicanálise e educação



Baixar 86.5 Kb.
Página3/6
Encontro30.11.2019
Tamanho86.5 Kb.
1   2   3   4   5   6
A criança problema: psicanálise e educação
Vimos anteriormente que o termo criança-problema passou a ser utilizado em substituição ao de criança anormal. Ramos deu relevo a este termo criança problema porque acreditava que:
As crianças “caudas de classe” nas Escolas, insubordinadas, desobedientes, instáveis, mentirosas, fujonas... na sua grande maioria não são portadoras de nenhuma “anomalia” moral, no sentido constitucional do termo. Elas foram “anormalizadas” pelo meio. Como o homem primitivo cuja “selvageria” foi uma criação dos civilizados também na criança, o conceito de “anormal” foi, antes de tudo, o ponto de vista adulto, a conseqüência de um enorme sadismo inconsciente de pais e educadores... (RAMOS, idem, p. 19).
Em outras palavras, para o médico a maioria das crianças que apresentavam um comportamento desajustado, não se tratava de nenhuma anormalidade constitucional, mas das “influências deformantes do meio social e cultural” (RAMOS, idem, p. 21).

O estudo desenvolvido em relação ao não ajustamento dos escolares na obra já citada neste trabalho, de autoria de Ramos, A criança problema: a higiene mental na escola primária foi baseada em conceitos da psicanálise. Ela foi dividida, basicamente em duas partes, além da introdução e conclusão. Na primeira parte ele estudou as causas do desajustamento como, herança e ambiente; a criança mimada; a criança escorraçada; as constelações familiares; o filho único; avós e outros parentes. Na segunda, o foco foram os problemas como, a criança turbulenta; tiques e ritmias; as fugas escolares e os problemas sexuais. A fim de delimitar o assunto vamos fazer uma leitura do uso dos conceitos da psicanálise em relação às causas dos desajustamentos infantis, mais precisamente, em relação ao ambiente e herança, a criança mimada e escorraçada.

No primeiro capítulo em que tratou sobre herança e ambiente, o autor colocou relevo, entre outras situações, no estudo sobre os ajustamentos familiares e da criança em meio às suas relações de família, nesse sentido recorreu a Rank quando se referiu certa vez ao “romance neurótico de família” e Adler quando utilizou “constelações familiares”, para “indicarem as influências complexas que recebe a criança no seio das pessoas que constituem o seu ambiente familiar” (RAMOS, idem, p. 47).

Percebemos que naquele período, através da higiene mental, o acento estava na personalidade dos pais e entendia-se que a tática para a correção da criança era agir através deles. Ramos destacou que “as influências do meio ambiente, cultural e social, as forças psicológicas dos adultos que rodeiam a criança, nas suas constelações de família, modelando-lhe a personalidade e o caráter” (RAMOS, idem, p. 48) é mais poderosa do que as forças da herança, que até aquele momento eram vistas como soberanas.

Assim, as luzes que eram lançadas sobre as crianças como as responsáveis por seu não ajustamento, como seres que viviam isolados, passam para os pais e para o meio ao qual elas estavam inseridas, que as influenciavam e que, consequentemente, reagiam a ele.

No capítulo sobre a criança mimada, Ramos iniciou falando da importância sobre o estudo dos “atrasados afetivos”, em outras palavras, seriam as crianças que ficaram presas às fixações infantis da afetividade, como possivelmente, o filho único; o caçula; o primogênito; a criança com dotes físicos ou intelectuais; o irmão (em determinadas condições); o filho da viúva; o filho de pais abastados etc. O autor recorreu ao estudo da libido (escola de Freud) e sua evolução na vida humana para entender melhor esse processo e, explicou, que após a primeira fase do autoerotismo infantil, sobrevém o momento da objetivação do seu afeto que se dá através do primeiro objeto exterior do seu amor que é a pessoa que cuidou dele como a mãe ou a ama (muito comum naquela época). O médico ressalta que é uma ligação, no começo, indiferenciada, mas que posteriormente se polariza em torno do complexo de Édipo, por volta dos 4 ou 5 anos.



Ramos assinala que na passagem do autoerotismo para a diferenciação objetiva do seu afeto, a criança percorre fases tanto do desenvolvimento psicoafetivo, como de suas concepções da realidade. O médico recorreu a Ferenczi para elucidar melhor esse aspecto, já que desenvolveu, segundo Ramos, um estudo aprofundado das fases da evolução infantil, desde a introjeção até a projeção. Traçando um diálogo entre Freud e Ferenczi, o autor analisa:
Nos períodos primitivos, a criança se julga todo-poderosa, [...] fica convencida de que tôdas as pessoas que a rodeiam estão ali para satisfazerem os seus menores desejos. Só mais tarde é que ela compreende que a realidade é uma coisa diferente do seu eu e que nem sempre ela pode manipular “magicamente” as pessoas e as coisas. As primeiras fases decorrem dentro do “princípio do prazer” de que fala Freud. E a mãe é o principal objeto dêste prazer. [...] Forma-se um poderoso binômio que se intensifica, se a mãe não compreende a dinâmica psico-afetiva da criança, originando graves fixações, e produzindo os “atrasados afetivos” da vida adulta. O filho mimado em excesso está predisposto a estas aventuras. Porque nêle, a fase da introjeção se intensifica prodigiosamente. Êle fica prêso à mãe e torna-se incapaz de desenvolver normalmente o “sentimento da realidade” (RAMOS, idem, p. 50).
Em outras palavras, o filho mimado torna-se um parasita psíquico do corpo materno. Ramos recorre a Rank para explicar que no momento do nascimento, a criança perde subitamente os benefícios do útero materno para ter o primeiro contato com o mundo exterior, sendo o nascimento o primeiro traumatismo que ela sofre. No decorrer do seu crescimento ela sofrerá outros traumatismos afetivos até a puberdade, como por exemplo, o desmame físico e, consequentemente, o desmame psíquico, ou seja, a criança percebe que a “mãe nutrição” se torna um mundo exterior que começa a lhe escapar. Quando esse processo não se dá em situações normais, o desmame psíquico arrasta consequencias desastrosas, como no caso da criança mimada em excesso. Para Ramos:
Os autores citadosii falam então numa tendência à schizonoia, que apresentaria vários graus, desde o infantilismo psíquico do indivíduo interiorizado, incapaz de se adaptar à realidade, até os abismos de regressão dos grandes neurosados, e dos doentes mentais. No esquizonóico, haveria uma tendência a procurar um refúgio no organismo materno para fugir da vida e da realidade. Aqui confluem várias concepções, como a do autismo, de Bleuler, da “fuga na doença”, de Freud, da “compensação”, de Montassut, das rêveries de Claude, Borel e Robin, dos day-dreams dos autores americanos... (RAMOS, idem, p. 53).
Esse confronto com a realidade que desequilibra a criança mimada se manifesta ao entrar na escola onde ela traz consigo dificuldades de adaptação, pois se sente num mundo hostil, onde não recebe mais os mimos de casa e seus desejos não são todos satisfeitos, gerando reações adversas.

A fim de ilustrar como se davam os comportamentos das crianças mimadas nas escolas, seguem fragmentos de algumas histórias registradas nas fichas de observação do S.O.H.M.:


M.A.N., menino, de 8 anos, da Escola Manuel Bonfim – Pais brasileiros, nada de interessante a registrar. Tem uma irmã mais velha. [...] Nada de anormal na história obstétrica materna. Deita-se às 21 horas, tem mêdo da escuridão e do isolamento. Brinca em casa com a irmã e com os meninos da vizinhança. [...] Muito mimado em casa. Na Escola, é desobediente, fanfarrão, tagarela. Da sua ficha: 1936 – Esta criança está desajustada ao meio escolar. Não cumpre os deveres de classe, é desobediente às ordens gerais da Escola. Ficou apurado que os pais e todos da família o tratam com muito mimo por ser caçula, dando tôdas as responsabilidades à irmã mais velha. Procuramos esclarecer a situação à mãe. Novembro de 1936 – A mãe da criança está agindo melhor, mostrando compreender o caso; vai procurando dar ao menino tarefas de responsabilidade, como fazemos na Escola, diminuindo progressivamente os mimos. (Ficha nº 290 do S.O.H.M.).
A.R., menino de 9 anos, da Escola Argentina – Brinca em casa e na escola; brinca só; quando há companheiro, tendência a dominar. Atormenta os colegas com pancadas; é fanfarrão, tagarela, embirrante, mente às vêzes, vive piscando os olhos. É insociável, agitado, agressivo, irascível, desconfiado. Aprendizagem difícil. Da sua ficha: Irrequieto, brigão, vive a provocar os colegas. Desatento, grita em classe e quando contrariado, põe-se a choramingar. Desobediente, não atende à ordem de ninguém. Canta em classe, arrasta as cadeiras, faz uma algazarra medonha. O menino é muito mimado pela mãe, que sempre lhe perdoa as travessuras, fazendo-lhe tôdas as vontades. O Serviço esclareceu a situação, orientando os pais na maneira de agir com a criança. (Ficha nº 269 do S.O.H.M.).
Nestes dois fragmentos foi possível perceber que o Serviço precisou recorrer aos pais para orientá-los quanto à mudança na educação dessas crianças. Nas fichas de observação comportamental, não fica evidente que tipo de orientação era dado aos responsáveis, mas acreditamos que eram baseadas nos conceitos da psicanálise, pois até aqui observamos que Ramos balizou todo o seu estudo e prática do S.O.H.M. na escola psicanalítica, deixando isso claro no citado livro sobre o assunto.

Encontramos em outro extremo a criança que sofria escorraçamento na família. A criança escorraçada era aquela que Ramos (1947) descreveu como sendo a que sofria castigos físicos, morais e psicológicos, além das consideradas mal dotadas, as feias, as ilegítimas e as órfãs. Essas ações e rótulos, por si só, explicavam o motivo dos malajustamentos apresentados por elas nas escolas. Furtos, contar mentiras, fugir da escola, agressividade com os colegas e professores, apatia, são alguns exemplos de comportamento que essas crianças apresentavam no ambiente escolar, além de dificuldade de aprendizagem.

Uma vez mais, Ramos recorreu a Freud para elucidar essas atitudes de protesto e reação apresentados por essas crianças. A revolta estaria voltada para o pai, também, representado pelas autoridades em geral que se formou “em função da situação triangular do Édipo, onde o pai aparece como o rival amoroso” (RAMOS, idem, p. 90), em outras palavras, como aquele rival que lhe roubou o exclusivismo das carícias maternas. O autor analisa:
A psicanálise provou que é a figura do pai, responsável principal pelo complexo de castração na criança, símbolo das interdições e castigos, que em virtude do recalcamento do complexo de Édipo, se incorpora à personalidade, constituindo o núcleo do Super-Ego, isto é, uma instância psíquica hipotética, expressão das fôrças coercitivas, morais, religiosas, educativas... imperativo categórico da alma humana. Mas não é só a libido que é recalcada. São também os impulsos de agressão, ligados à fase oral da libido, que associados a esta, e recalcados, vão formar o par sadismo-masoquismo, de tanta importância na psicologia infantil. A criança escorraçada apresenta diante do pai êsse duplo mecanismo do mêdo e da agressão, do masoquismo e do sadismo (RAMOS, 1947, p. 91).
O pai é a figura que surge como aquela que interdiz a posse da mãe e das coisas desejadas em geral. Para Ramos, nas mitologias e em todos os povos, o pai é o elemento sádico, o símbolo da interdição e da punição, é ele quem aplica o “não faça”, “não quero!”, quem pune e castiga, sendo essa ação muitas vezes, inconsciente, pela descarga do próprio sadismo recalcado.

O autor, porém assinala que as mães também punem, tendo a psicanálise abordado o tema da “mãe fálica”, mas, normalmente é a imago paterna que fica em evidência.

Em relação à “mãe fálica”, Ramos aponta para o estudo sobre as fantasias infantis da sexualidade, onde para a criança a mulher possuiria um órgão sexual idêntico ao do homem e quando essa fantasia se desfaz, surge um sentimento inconsciente de inferioridade, na mulher, expressão do que Freud chamou “inveja do pênis” e Adler o “protesto viril”, assim a “mãe fálica” se torna perversa e cruel, aquela que pune e devora os filhos.

Ramos faz uma relação da “mãe fálica” com as madrastas e traz alguns exemplos de contos brasileiros sobre madrastas vistas como mães vingadoras, feiticeiras, terríveis. Dos contos brasileiros que se ateve para exemplificar seu pensamento, o médico colocou relevo no conto popular intitulado a Madrasta. Nesse conto a madrasta cruel ordenou que duas irmãs tomassem conta das figueiras por causa das bicadas dos passarinhos. Não havendo mais como suportá-las, ela manda enterrá-las vivas. Ramos assinala que então surge a transfiguração mágica do conto, ou seja, o motivo da ressurreição e da vingança. Explicando melhor, um dia o jardineiro descobriu que as meninas estavam vivas, pois quando foi capinar o capim que crescera no túmulo, ouviu de uma delas a “voz encantada”:


Capineiro de meu pai

Não me cortes os cabelos

Minha mãe me penteava

Minha madrasta me enterrou

Pelo figo da figueira

Que o passarinho beliscou! (RAMOS, idem, p. 149)


Assim as meninas foram desenterradas vivas para castigo da madrasta que caiu para trás morta quando soube da notícia. A análise do autor em relação a esse conto foi a seguinte:
E aventei uma hipótese técnica para a explicação do “monstro” dos contos que pune e castiga, transformando-se de entidades masculinas em femininas, e vice-versa. O monstro resulta da condensação da mãe fálica com o pai castrador do pequeno Édipo. A madrasta dos folk-lores é a mãe fálica, igual ao pai odiado que devora os filhos. No conto brasileiro da Madrasta, temos o motivo da castração na cena em que o capineiro vai ceifar o capinzal que crescera na cova. O capim, ou os cabelos, simbolizam aqui o púbis e o fato de serem cortados simbolizam o ato da castração... A compensação “heróica” dêsses contos do ciclo das madrastas, das mães fálicas, consiste no triunfo final dos enteados escorraçados, dos filhos abandonados e castigados. Há um tema de ressurreição, ou melhor, de nascimento, em que o filho ultrapassa a angústia do traumatismo do nascimento. Em alguns contos, o filho-herói é encontrado vivo na cova. Em outros, conquista a beleza, a fortuna e o amor. (RAMOS, idem, p. 150).
Ramos alertou para a universalidade do tema da madrasta e enteado nos contos populares, mostrando as condições desfavoráveis e os conflitos nessas relações. Para ele o enteado sujeito à madrasta, “é um escorraçado moral, que se desenvolve em meio a conflitos conscientes ou inconscientes de ordem afetiva” (RAMOS, idem, p. 150).

Porém, o abrangente estudo do médico para explicar o comportamento desajustado da criança escorraçada passa por outros fatores extrínsecos como as múltiplas condições do lar desajustado, o pauperismo, o alcoolismo dos pais, o abandono moral da criança etc. Cabe assinalar que em todas essas situações em que a criança é escorraçada, assim como as mimadas, suas reações vão se manifestar ao entrar na escola e suas atitudes e os seus comportamentos vão apresentar dois aspectos bipolares, ou seja, a inibição e a atividade; o medo e a agressão; o amor e o ódio; a timidez e a turbulência; que se transferem aos professores e aos colegas, determinando atitudes aparentemente paradoxais.

As orientações encaminhadas pelo S.O.H.M. às Escolas Experimentais para tratar das crianças-problemas eram voltadas, principalmente, para o relacionamento professor-aluno, ou seja, o docente era preparado através de cursos e outras atividades, a fim de colocar em prática o que lhe era recomendado. Assim, ele seria aquele que deveria compreender os motivos dos desajustamentos infantis e auxiliar na correção desses comportamentos.

Ramos assinalava que o professor era o substituto dos pais, tanto para dar atenção e carinho, como aquele que sofria as reações dessas crianças, sendo a relação professor-aluno a base do trabalho desenvolvido na escola. Lançar luzes em direção ao corpo docente, explica o fato de uma das metas do S.O.H.M. ser totalmente voltada para habilitar os educadores na tarefa de lidar com as crianças-problemas através, principalmente, da transferência afetiva.

Segundo Ramos, esse mecanismo de transferência afetiva era canalizado para a relação professor-aluno, ou seja, se o aluno gostasse do seu professor progrediria rapidamente. Entretanto, Ramos (idem, p. 449) esclareceu a diferença da transferência da criança para a transferência analítica do adulto:
êste faz do médico, por exemplo, o objeto atual, o écran, de antigos conflitos familiares, em sentimentos de amor ou de ódio. A criança, porém, opera uma transferência direta para com o seu professor. [...] A criança [...] não tem um grande e esquecido passado que possa transferir ao analista (ao professor). A transferência da criança é, pois, uma inclinação direta e real e não uma substituição, uma reprodução de antigas situações. O analista (o professor) não só resolve os conflitos da criança, como contribui a modelar as suas relações para o futuro. [...] Êle (o professor) é um dos principais fatores na formação do Super-Ego da criança!...
Então, operar com a transferência infantil através dos professores era para Ramos uma das principais ações para sanar os desajustamentos apresentados pelos alunos. Porém, é importante ressaltar que atividades complementares eram colocadas em prática nas Escolas, buscando a correção da criança, como o “ensino individualizado, as diversas técnicas especiais (do tipo Decroly, Montessori, Descoeudres, etc.), que visem o melhor aproveitamento da criança difícil... tudo isso contribui a levantar-lhe os sentimentos de inferioridade”. (RAMOS, idem, p. 450). Além dessas ações, o S.O.H.M. também orientava a Escola a trabalhar com “ensino interessado, principalmente as técnicas manuais (cartonagem, desenho, modelagem...), atividades recreativas, ginástica rítmica, música, jogos... completam a obra da higiene mental na Escola”. (RAMOS, idem, p. 452).

Dentre as atividades mencionadas, o jogo é colocado por Ramos como uma das atividades que forneciam “um material de primeira ordem na compreensão do comportamento da criança” (idem, p. 452). Através dele podia extravasar seus impulsos e viver “no seu verdadeiro mundo, um mundo de participação e de adjacência, onde ela desempenha um papel mágico, transfigurando, como o primitivo, a realidade externa, e manipulando-a conforme os seus desejos...” (idem, p. 453).

Uma vez mais, recorrendo às fichas de observação é possível identificar algumas práticas pedagógicas empregadas para lidar com a criança-problema. Cabe assinalar que os procedimentos são orientações advindas do S.O.H.M., onde poderemos constatar a transferência afetiva em relação ao professor, bem como a utilização das atividades mencionadas e o resultado no comportamento dos alunos:
O. M., menino de 9 anos da Escola Bárbara Ottoni – O. tem melhorado muito. Atualmente interessa-se muito pelo trabalho e já quer fazer seus exercícios, a atitude para com companheiros vem também se modificando e já tem amigos. Demonstra simpatia e carinho à professora. Tem muita habilidade para o desenho e não nega seu concurso ao grupo, cooperando de boa vontade. (Ficha nº 12 do S.O.H.M.).
B. R., menino de 8 anos da Escola Argentina – Correção do ambiente familiar: mostrar aos pais os inconvenientes dos castigos e ameaças à criança. Jogos ao ar livre, investigar o interêsse do menino e dar-lhe tarefas em correspondência com êsses interêsses, nas classes e nos jogos. (Ficha nº 264 do S.O.H.M.).
Observamos que Ramos ao organizar o S.O.H.M. tinha como ideia balizadora dirimir o rigor hierárquico inibidor da criatividade infantil na relação entre a criança e a escola, utilizando a ciência para esse fim. Para tanto, família e escola eram o principal alvo de atuação do Serviço, no sentido de serem orientadas como deveriam cuidar das crianças, pois para ele essas duas instituições eram cruciais para o desenvolvimento saudável da psique infantil.


Catálogo: novo -> congressos -> cbhe6 -> anais vi cbhe -> conteudo -> file
file -> História das ideias pedagógicas: contribuiçÕes da psicologia histórico-cultural e da pedagogia histórico-crítica para o ensino de crianças pequenas
file -> Nova leitora
file -> A semiologia do escolar construída pelo dr. Ugo pizzoli
file -> Um livro proveitoso para a mocidade estudiosa da belém do pará no começo do século XX: alma e coraçÃO
file -> A escrita da História da Educação no Brasil: formando professores
file -> A psicologia Tradicional e o espontaneísmo na educação de crianÇas menores de 03 anos: uma análise dos Documentos Oficiais norteadores da Educação Infantil no Brasil (1998-2006)
file -> História da escola normal de natal (rio grande do norte, 1908-1971)
file -> Cláudia Maria Mendes Gontijo2
file -> O grêmio das Violetas, a Cruz Vermelha Paranaense e as discussões sobre a saúde infantil

Baixar 86.5 Kb.

Compartilhe com seus amigos:
1   2   3   4   5   6




©psicod.org 2020
enviar mensagem

    Página principal
Universidade federal
Prefeitura municipal
santa catarina
processo seletivo
concurso público
conselho nacional
reunião ordinária
prefeitura municipal
universidade federal
ensino superior
ensino fundamental
ensino médio
Processo seletivo
minas gerais
Conselho nacional
terapia intensiva
Curriculum vitae
oficial prefeitura
Boletim oficial
seletivo simplificado
Concurso público
Universidade estadual
educaçÃo infantil
saúde mental
direitos humanos
Centro universitário
Poder judiciário
educaçÃo física
saúde conselho
assistência social
santa maria
Excelentíssimo senhor
Conselho regional
Atividade estruturada
ciências humanas
políticas públicas
outras providências
catarina prefeitura
ensino aprendizagem
secretaria municipal
Dispõe sobre
Conselho municipal
recursos humanos
Colégio estadual
consentimento livre
ResoluçÃo consepe
psicologia programa
ministério público
língua portuguesa
público federal
Corte interamericana