Arteterapy as a resource for students with difficulty of learning in fundamental teaching


Keywords:Artterapia. Learning.Relaxation.Self esteem. INTRODUÇÃO



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Keywords:Artterapia. Learning.Relaxation.Self esteem.

INTRODUÇÃO
Faz-se necessário uma breve conceituação histórica para contextualizar a Arteterapia Contemporânea, focando o relato de Carvalho (1995), e em seguida será apresentado definições sob a ótica de vários autores.

Em 1876 Max Simon (apud, , médico psiquiatra, publica pesquisas feitas sobre manifestações artísticas em seus doentes mentais, fazendo uma classificação sobre diversas patologias e essas produções artísticas. Em 1888, Lombroso, advogado criminalista, faz análises psicopatológicas de desenhos criados por doentes mentais com a mesma finalidade de classificação.

Carvalho (1995) em seu livro “A Arte Cura”, ainda cita outros autores europeus como Morselli(1894), Júlio Dantas (1900) e Fursac (1906) que também estudaram e se interessaram pelas artes dos enfermos psiquiátricos. Nesse mesmo período Freud começa escrever sobre artistas e suas obras, e sob a ótica psicanalista nascente analisa profundamente manifestações inconscientes que compõe aprodução artística. Freud observa que o inconsciente manifesta-se através de imagens, sendo uma comunicação simbólica com a representação catártica, afirma ainda que essas imagens fogem com mais facilidade da censura, podendo transmitir de forma mais direta seus significados.

Na década de 20, Jung começa a usar a imagem expressiva ou artística em seus tratamentos psicoterápicos. Criatividade para Jung é uma função psíquica natural e estruturante, no entanto, pode e deve ser usada como componente de cura. Jung pedia aos seus clientes para fazerem desenhos livres ou retratar imagens ou sonhos, sentimentos situações conflitivas, etc... Assim as expressões verbais e artísticas corriam juntas nas sessões analíticas, uma enriquecendo a outra.

Teorias psicológicas mais recentes, como Psicodrama de Moreno, a Gestalt de Perls, as linhas Humanista, Transpessoal, Sistêmica e Construtivista tem contribuído com fortes considerações teóricas para a arteterapia, utilizando as expressões artísticas nas diferentes abordagens existentes.

Atualmente Arteterapia é conhecida como o uso de recursos artísticos com finalidade terapêutica. Carvalho (1995), descreve o seguinte:

“Arteterapia é uma profissão assistencial ao ser humano”. Ela oferece oportunidades de exploração de problemas e de potencialidade pessoal por meio da expressão verbal e não verbal e do desenvolvimento de recursos físicos, cognitivos e emocionais, bem como a aprendizagem de habilidades por meio de experiências terapêuticas com linguagens artísticas variadas. Ainda que as formas visuais de expressão tenham sido básicas nas sociedades desde que existe história registrada, a arte-terapia surgiu como profissão na década de 30. A terapia por meio das expressões artísticas reconhece tanto os processos artísticos com as formas, os conteúdos e as associações como reflexos de desenvolvimento, habilidades, personalidade, interesses e preocupações do paciente.O uso da arte como terapia implica que o processo criativo pode ser um meio tanto de reconciliar conflitos emocionais, como de facilitar a auto-percepção e o desenvolvimento pessoal.

Arteterapia é a utilização de linguagens artísticas, especialmente das artes visuais, com as demais linguagens como música, teatro e dança, para tratamentos terapêuticos que visa por meio da linguagem não verbal, a manifestação e expressão do que se passa interiormente em cada individuo, ou seja, os medos, sonhos, ideais, frustrações, realizações... (ENCONTRO Revista de Psicologia, 2011).

A Arteterapia é um processo terapêutico que faz uso da arte e a entende como uma representação simbólica da vida intrapsíquica do indivíduo e também como um recurso mediador da interação com as pessoas. Este processo terapêutico trabalha com a intersecção de vários conhecimentos: educação, saúde, arte e ciências. É um dispositivo terapêutico que possui uma prática transdisciplinar, visando resgatar o homem em sua integridade por meio de processos de autoconhecimento e transformação. A arte em si é uma forma de expressão, comunicação, linguagem e é inerente ao ser humano além de estar ao alcance de todos (VALLADARES, 2008).

De acordo com Philippini(1998), existem inúmeras maneiras de conceituar a Arteterapia. Uma delas é considerá-la como um processo terapêutico decorrente da utilização de modalidades expressivas diversas, que servem à materialização de símbolos. Estas criações simbólicas expressam e representam níveis profundos e inconscientes da psique, configurando um documentário que permite o confronto, no nível da consciência, destas informações, propiciando insights e posterior transformação e expansão da estrutura psíquica. Uma outraforma de dizer, poderá ser simplesmente terapia através da Arte.

Para Ciornai (2005)Quando utilizamos técnicas expressivas, deixamos de utilizar a linguagem verbal. Isso facilita muito o processo terapêutico, o contato com o grupo. Mas esta não é a única razão. O trabalho que lida com a criatividade ajuda a ressaltar os aspectos mais positivos do ser humano. Não podendo ficar explorando somente o que dói, e mesmo para a elaboração do doloroso é necessário o suporte dos aspectos positivos de cada um.

A escola é a experiência organizadora central na vida da maioria dos adolescentes. Ela oferece oportunidade para adquirir informações, para dominar novas habilidade e aguçar as já adquiridas, para participar de atividades esportivas, artísticas e de outra natureza, para explorar opções vocacionais e para estar entre amigos. Ela amplia os horizontes intelectuais e sociais. É de extrema importância a comunicação não verbal do adolescente. O modo como ele se senta, se movimenta, suas expressões faciais comunicam tanto quanto sua fala. Por meio dessas manifestações o profissional da educação pode perceber as dúvidas do aluno, os fatores que lhe causam ansiedade ou medo e suas inseguranças.

Ao julgar as produções artísticas dos alunos, o educador não deve categorizá-las simplesmente em certas ou erradas. Essas produções são representações de suas capacidades mentais naquele momento e devem ser respeitadas e servir como auxiliar no ponto de partida para que o profissional trabalhe o raciocínio da criança, explorando o significado dos comportamentos, aproveitando-os ao máximo. Quando os alunos tem a oportunidade de expor suas ideias livremente, sentem-se mais confiantes de suas capacidades, facilitando o processo ensino-aprendizagem.

A arte não se restringe apenas a museus e galerias, ela está presente no nosso cotidiano e o artista não é somente aquele que se apresenta nos palcos. O artista é caracterizado pela capacidade de criar, trabalhar e realizar ações e obras que agradem seus sentidos e os dos outros. Na criança, a arte é encontrada de forma inata e espontânea e geralmente se manifesta em suas brincadeiras. Muitos pesquisadores já comprovaram a importância do brincar para o desenvolvimento saudável da criança. Eles destacam que o brincar ajuda no desenvolvimento sensório motor, intelectual, no processo de socialização, no aperfeiçoamento da criatividade e autoconsciência (FRANÇANI ET AL 1998).

A Arteterapia no Brasil constitui-se ainda como algo recente, sendo uma formação dada por meio decursos de especialização e, com isso, atrelada à formação inicial do profissional. Apresenta um campo de atuação tão amplo quanto à própria formação dos arteterapeutas, com intervenções focadas na área da saúde, da educação, das artes, dentre outras (CIORNAI, 2005). Na área da educação, diversos autores defendem a importância da Arteterapia no contexto escolar, com emprego dos recursos arteterapêuticos tanto em sala de aula (BONOMI, 2006), quanto no contexto psicopedagógico, com crianças com dificuldades de aprendizagem(ALLESSANDRINI, 1996; FAGALI, 2005; SANTOS, 2005 apud POLITY, 2009).

No Brasil, dois psiquiatras se destacam por suas contribuições na fundamentação teórica da arteterapia: Osório César, em 1923, e Nise da Silveira, em 1946. Osório César trabalhou com arte no hospital do Juqueri, em São Paulo, sob a influência da Psicanálise, enquanto Nise da Silveira desenvolveu um trabalho no Centro Psiquiátrico Dom Pedro II, no Rio de Janeiro sob a influência junguiana, procurando compreender as imagens produzidas pelos pacientes.

As atividades artísticas têm como característica o estímulo à criatividade, à livre expressão, com caráter lúdico. No caso da Arteterapia, tem-se a oferta destes recursos artísticos pelo arteterapeuta juntamente a um ambiente suficientemente bom, atento às necessidades da criança. Defende-se o uso da Arteterapia no contexto escolar, com objetivo de promoção do desenvolvimento emocional e cognitivo dos participantes, a partir da crença na interligação entre áreas e impossibilidade de dissociação entre aspectos emocionais e cognitivos no ser humano. Assim, o aspecto emocional assume relevante papel no processo educativo, no que concerne a passagem de um estágio para outro, processo esse denominado “Equilibração” (PIAGET, 1975).

Para o desenvolvimento emocional da criança é preciso oferecer um ambiente educativo que permita a aquisição da confiança em si e nos outros e a valorização positiva. Isso acontece quando as relações entre o educador e a criança são pautadas no respeito, na compreensão, afeto, acolhimento. Num ambiente isento de tensões, coações, autoritarismo, a criança encontra a oportunidade de escolher e realizar a atividade que lhe interessa, participar das decisões que orientam a organização da classe, expressar livremente seus sentimentos e emoções (ASSIS, 2009).

Para Furth (1974), a verdadeira causa dos fracassos da educação formal relaciona-se com o fato dos educadores se apoiarem em aulas expositivas (acompanhada de demonstrações, ações fictícias narradas) ao invés de fundamentarem-se na ação real e concreta. É importante o emprego de ações que envolvam, por exemplo, sentimentos, desejos, a vontade de experimentar, tocar, cheirar, provar e de conhecer.

Segundo a teoria de Piaget, o período das operações formais (11/12 anos em diante), nesta fase a criança, ampliando as capacidades conquistadas na fase anterior, já consegue raciocinar sobre hipóteses na medida em que ela é capaz de formar esquemas conceituais abstratos e através deles executar operações mentais dentro de princípios da lógica formal. Com isso, conforme aponta Rappaport (op.cit.:74) a criança adquire "capacidade de criticar os sistemas sociais e propor novos códigos de conduta: discute valores morais de seus pais e constrói os seus próprios, adquirindo portanto, autonomia".

De acordo com a tese piagetiana, ao atingir esta fase, o indivíduo adquire a sua forma final de equilíbrio, ou seja, ele consegue alcançar o padrão intelectual que persistirá durante a idade adulta. Isso não quer dizer que ocorra uma estagnação das funções cognitivas, a partir do ápice adquirido na adolescência, como enfatiza Rappaport (op.cit.:63), "esta será a forma predominante de raciocínio utilizada pelo adulto. Seu desenvolvimento posterior consistirá numa ampliação de conhecimentos tanto em extensão como em profundidade, mas não na aquisição de novos modos de funcionamento mental".

Souza (2010) nos lembra que a auto-estima de uma criança está muito relacionada com a sua aprendizagem, uma vez que é através de seus sucessos e fracassos neste âmbito, que durante a infância ocupa a maior parte de sua vida, que ele vai formando o seu autoconceito.

Em sua pesquisa sobre o autoconceito de crianças com dificuldades de aprendizagem Stevanatoet al. (2003), nos mostra que estas crianças têm uma imagem muito mais negativa de si mesmas do que as crianças sem dificuldades de aprendizagem. Além disso, quando se verificam problemas de conduta acrescidos a estas dificuldades de aprendizagem, o prejuízo é ainda maior, visto que mais do que receberem feedback negativo do ambiente em relação à aprendizagem, estas crianças também o recebem à respeito de sua conduta.

Ao trabalhar com a autoimagem, com crianças que apresentam dificuldades na aprendizagem escolar, conseguimos destacar a potencialidade e a beleza de cada individuo, assim podemos valorizar o que há de melhor em cada um, sem estereótipos e preconceitos.

Campos (2003, p. 1):

A maioria destas crianças tem estruturas depressivas do seu funcionamento psíquico, isto é, são: desvalorizadas na sua autoimagem (são vulgares expressões do tipo: "sou burro", "não sou nada bom", "não faço nada bem") são inseguras (são vulgares expressões do tipo: "não sei se consigo, faço isto ou faço aquilo?"), têm pouca tolerância à frustração, desistindo rapidamente à primeira contrariedade ou respondendo agressivamente contra os outros, antecipam negativamente as situações escolares, sobretudo de teste ou avaliação formal (são vulgares expressões do tipo: "vou falhar, amanhã não vou conseguir"), têm dificuldades em interpor pensamento entre o sentir e o agir, pelo que a alteração dos comportamentos (instabilidade, hiperatividade ou agressividade ou, mais raramente, pela inibição e retirada) e esta é a melhor imagem de marca desta situação.


Desde o inicio da colonização brasileira, ocorreram influencias de várias culturas, que foram incorporadas e metabolizadas, configurando a diversidade da cultura brasileira expressa nas nossas singularidades regionais.

O que mais caracteriza um povo e a diversidade de um país, senão sua musica, teatro, suas formas e cores, suas danças, folclore e poesia. A cultura é transmitida de geração em geração e demonstra aspectos locais de uma população. Em um país de grandes dimensões territoriais e composto por diversos povos como africanos, europeus, indígenas, asiáticos são de extrema importância trabalhar a diversidade cultural em uma sala de aula. Segundo publicação no site Brasil Escola/Canal do Educador (2016), ao abordar a pluralidade cultural do Brasil, o profissional da educação deve promover no aluno o sentimento de valorização cultural do país, além do reconhecimento e respeito das diferentes culturas, mostrando que não existe uma melhor, mais bonita ou mais desenvolvida que a outra.



O presente trabalho tem o objetivo de através das artes plásticas e de atividades que destaquem o “EU”, estimular mudanças que facilitem o processo ensino-aprendizagem, assim contribuindo na formação de uma auto-imagem positiva com intuito de tornar essas crianças indivíduos confiantes e capazes no futuro.

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