Antonio Arantes é doutor em antropologia pela Universidade de Cambridge, Kings College, pós doutor em cultura e política pela University of London e professor titular convidado pelo departamento de antropologia social da Unicamp


BCL/IG: Você já trabalhava no IPHAN durante a elaboração do decreto? Como foi a sua participação nesse processo?



Baixar 107,46 Kb.
Página7/26
Encontro11.10.2018
Tamanho107,46 Kb.
1   2   3   4   5   6   7   8   9   10   ...   26
BCL/IG: Você já trabalhava no IPHAN durante a elaboração do decreto? Como foi a sua participação nesse processo?

ANTONIO ARANTES: Nessa época, eu e uma equipe do meu escritório trabalhávamos como consultores e desenvolvemos, a pedido do IPHAN, a metodologia utilizada no inventário do patrimônio cultural imaterial do Brasil, que até hoje orienta os processos de registro. Essa metodologia considera, acima de tudo, que a identificação das práticas culturais significativas deve partir dos valores atribuídos pelos grupos sociais envolvidos. É claro que a construção do patrimônio é uma atividade que demanda colaboração entre o Estado e a sociedade civil. Mas a indicação das práticas relevantes para a expressão e re-elaboração da identidade de um grupo social deve ser feita pelo próprio grupo, com base nos princípios de auto-identificação e de auto-determinação. O papel dos diversos segmentos da sociedade, associações, entidades culturais etc. enquanto protagonistas é absolutamente fundamental nesse processo.





Compartilhe com seus amigos:
1   2   3   4   5   6   7   8   9   10   ...   26


©psicod.org 2017
enviar mensagem

    Página principal