Antonio Arantes é doutor em antropologia pela Universidade de Cambridge, Kings College, pós doutor em cultura e política pela University of London e professor titular convidado pelo departamento de antropologia social da Unicamp


BCL/IG: Você poderia começar fazendo uma pequena apresentação de sua trajetória e de como a temática do patrimônio cultural cruzou seu caminho?



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BCL/IG: Você poderia começar fazendo uma pequena apresentação de sua trajetória e de como a temática do patrimônio cultural cruzou seu caminho?

ANTONIO ARANTES: Sou antropólogo, trabalhei a vida inteira nessa área de conhecimento e, por uma razão ou por outra, tenho sido levado para as questões de patrimônio. Sobretudo desde 1982, quando presidi o CONDEPHAAT, em São Paulo. A partir daí, tenho reencontrado o patrimônio de várias maneiras. Em 1988, por exemplo, participei de audiências públicas relativas à mudança da Constituição e um dos artigos sobre os quais eu mais me interessei e para o qual procurei contribuir – até por ser, naquela época, presidente da Associação Brasileira de Antropologia –, foi o Artigo 216, que define patrimônio cultural brasileiro. Esse conceito vinha sendo utilizado no Brasil desde 1937, com a criação do IPHAN, porém pautado numa concepção de patrimônio que se referia a valores estéticos e históricos de uma cultura, digamos, hegemônica no país, uma cultura de elite. Havia dificuldade em absorver o fato de que a cultura brasileira foi construída a partir da contribuição de diferentes grupos sociais, em diferentes momentos e contextos históricos. Tinha-se aquela visão do patrimônio branco, católico, português, bem representado pelas edificações do período colonial.





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