Análise de uma fobia em um menino de cinco anos (1909)



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ANÁLISE DE UMA FOBIA EM UM MENINO DE CINCO ANOS (1909)

NOTA DO EDITOR INGLÊS


ANALYSE DER PHOBIE EINES FÜNFJÄHRIGEN KNABEN
(a) EDIÇÕES ALEMÃS:

1909 Jb. psychoanal. psychopath. Forsch., 1 (1), 1-109.

1913 S.K.S.N., III, 1-122 (1921), 2ª ed.).

1924 G.S., 8, 129-263.

1932 Vier Krankengeschichten, 142-281.

1941 G. W., 7, 243-377.

1922 ‘Nachschrift zur Analyse des kleinen Hans’, Int. Z. Psychoanal., 8 (3), 321.

1924 G. S., 8, 264-5.

1932 Vier Krankengeschichten, 282-3.

1940 G. W., 13, 431-2.


(b) TRADUÇÃO INGLESA:

‘Analysis of a Phobia in a Fiver-Year-Old Boy’

1925 C. P., 3, 149-287. - ‘Postscrip (1922)’, ibid., 288-9.

(Trad. de Alix e James Strachey.)


A presente tradução inglesa é reimpressão, com algumas modificações e notas adicionais, da versão inglesa publicada pela primeira vez em 1925.
Alguns registros da primeira parte da vida do pequeno Hans já tinham sido publicados por Freud dois anos antes, em seu artigo sobre ‘O Esclarecimento Sexual das Crianças’ (1907c). Nas primeiras edições desse artigo, contudo, referia-se ao menino como ‘pequeno Herbert’; mas o nome foi mudado para ‘pequeno Hans’ depois da publicação da presente obra. Este caso clínico também foi mencionado, em breve referência, em outro dos artigos anteriores de Freud, ‘Sobre as Teorias Sexuais das Crianças’ (1908c), publicado pouco tempo antes do presente artigo. É digno de nota que em sua primeira publicação no Jahrbuch este artigo não foi descrito como sendo ‘da autoria’ de Freud, mas como ‘comunicado por’ ele. Em nota de rodapé acrescentada ao oitavo volume dos Gesammelte Schriften (1924), o qual continha este caso clínico e os outros quatro longos casos, Freud observa que esse foi publicado com o consentimento expresso do pai do pequeno Hans. Essa nota de rodapé encontra-se no final das ‘Notas Preliminares’ ao caso de ‘Dora’ (1905e, ver em [1], 1972). Muitas das mais importantes teorias debatidas no presente caso clínico já foram publicadas no artigo ‘Sobre as Teorias Sexuais das Crianças’. Ver Nota do Editor Inglês a esse trabalho, ver em [2], 1976.

A pequena tabela cronológica que se segue, baseada em dados extraídos do caso clínico, pode ajudar o leitor a acompanhar a história:


(1903) (Abril) Nascimento de Hans.

(1906) (Aet. 3 - 3 3/4) Primeiros relatos.

(Aet. 3 1/4 - 3 1/2) (Verão) Primeira visita a Gmunden.

(Aet. 3 1/2) Ameaça de castração.

(Aet. 3 1/2) (Outubro) Nascimento de Hanna.

(1907) (Aet. 3 3/4) Primeiro sonho.

(Aet. 4) Mudança para um novo apartamento.

(Aet. 4 1/4 - 4 1/2) (Verão) Segunda visita a Gmunden.

Episódio do cavalo que mordia.

(1908) (Aet. 4 3/4) (Janeiro) Episódio da queda do cavalo. Irrupção da fobia.

(Aet. 5) (Maio) Fim da análise.

INTRODUÇÃO


Nas páginas seguintes proponho descrever o curso da doença e o restabelecimento de um paciente bastante jovem. O caso clínico, estritamente falando, não provém de minha própria observação. É verdade que assentei as linhas gerais do tratamento e que numa única ocasião, na qual tive uma conversa com o menino, participei diretamente dele; no entanto, o próprio tratamento foi efetuado pelo pai da criança, sendo a ele que devo meus agradecimentos mais sinceros por me permitir publicar suas observações acerca do caso. Todavia, sua ajuda ultrapassa esta contribuição. Ninguém mais poderia, em minha opinião, ter persuadido a criança a fazer quaisquer declarações como as dela; o conhecimento especial pelo qual ele foi capaz de interpretar as observações feitas por seu filho de cinco anos era indispensável; sem ele as dificuldades técnicas no caminho da aplicação da psicanálise numa criança tão jovem como essa teriam sido incontornáveis. Só porque a autoridade de um pai e a de um médico se uniam numa só pessoa, e porque nela se combinava o carinho afetivo com o interesse científico, é que se pôde, neste único exemplo, aplicar o método em uma utilização para a qual ele próprio não se teria prestado, fossem as coisas diferentes.

O valor peculiar desta observação, contudo, reside nas considerações que se seguem. Quando um médico trata de um neurótico adulto pela psicanálise, o processo que ele realiza de pôr a descoberto as formações psíquicas, camada por camada, capacita-o, afinal, a construir determinadas hipóteses quanto à sexualidade infantil do paciente; e é nos componentes dessa última que ele acredita haver descoberto as forças motivadoras de todos os sintomas neuróticos da vida posterior. Estabeleci essas hipóteses em meus Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade (1905d) e estou ciente de que, a um leitor leigo, elas parecem tão estranhas quanto parecem, para um psicanalista, não ser controvertidas. Mas até mesmo um psicanalista pode confessar seu desejo de ter uma prova mais direta, e menos vaga, desses teoremas fundamentais. Seguramente deve existir a possibilidade de se observar em crianças, em primeira mão e em todo o frescor da vida, os impulsos e desejos sexuais que tão laboriosamente desenterramos nos adultos dentre seus próprios escombros - especialmente se também é crença nossa que eles constituem a propriedade comum de todos os homens, uma parte da constituição humana, e apenas exagerada ou distorcida no caso dos neuróticos.

Tendo em vista essa finalidade, venho por muitos anos encorajando meus alunos e meus amigos a reunir observações da vida sexual das crianças - cuja existência, via de regra, tem sido argutamente desprezada ou deliberadamente negada. Entre os materiais que me chegaram às mãos como resultado desses pedidos, os relatos que recebi em intervalos regulares sobre o pequeno Hans logo começaram a assumir uma posição proeminente. Seus pais estavam ambos entre meus mais chegados adeptos e haviam concordado em que, ao educar seu primeiro filho, não usariam de mais coerção do que a que fosse absolutamente necessária para manter um bom comportamento. E, à medida que a criança se tornava um menininho alegre, bom e vivaz, a experiência de deixá-lo crescer e expressar-se sem intimidações prosseguiu satisfatoriamente. Agora passarei a reproduzir os apontamentos sobre o pequeno Hans feitos por seu pai, tais quais o recebi; também me absterei evidentemente de fazer qualquer tentativa de desvirtuar a naïveté e a franqueza da criança, como tal, com a realização de emendas convencionais.

Os primeiros relatórios a respeito de Hans datam de um período em que ele estava para completar três anos de idade. Naquela época, por intermédio de várias observações e perguntas, ele demonstrava um interesse particularmente vivo por aquela parte do seu corpo que ele costumava chamar de seu ‘pipi’. Tanto que certa vez perguntou a sua mãe:






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