Anexo a- guiões de entrevista Guião de Entrevista para Alunos efta


Educação para o empreendedorismo em jovens e adultos desempregados: Avaliação das ações



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Educação para o empreendedorismo em jovens e adultos desempregados: Avaliação das ações

1Identifica alguma lacuna, potencialidades e espetos a melhorar nestas ações de sensibilização para o empreendedorismo em termos de construção de competências junto dos jovens e dos adultos desempregados

Claro. Isto não é tudo lindo. Isto não são flores. As flores é que são sempre bonitas e mesmo assim algumas têm espinhos e também morrem. É claro que existem lacunas. Se não existissem lacunas estávamos mal. Existem falhas, sim. Existem dificuldades, sim. Posso te identificar algumas com os jovens do clube de Alunos da EFTA é a falta de sentido de compromisso e do sentido de responsabilidade inerentes a qualquer projeto. As oscilações de motivação dos miúdos, porque são miúdos, tem outros interesses as coisas vão variando, e agora na primavera “bum” são os namoricos as coisas baixam um bocadinho, e depois os exames, em que o sentido de compromisso e responsabilidade baixam, há algumas oscilações.

Em relação às pessoas de Nossa Senhora de Fátima sem dúvida que existem aqui alguns casos de desconhecimentos sobre as ferramentas, nós estamos a falar de pessoas que nem sequer sabem ligar um computador por exemplo. Não é?! E tem que se lhes dar a volta e contornar, embora o computador não seja algo que faça muita falta do meu ponto de vista, na implementação de um projeto. Mas é uma ferramenta. E é uma ferramenta útil que eles poderão vir a utilizar no futuro. Existem ali algumas dificuldades mas nós estamos cá é para os ajudar. É esse o nosso o nosso princípio. Mas outras dificuldades que se podem sentir. Às vezes tem a ver com a contextualização porque tudo o que é uma iniciativa deste tipo ou qualquer coisa que se implementa onde já existem outras coisas, outras respostas, onde já existem outras necessidades também. Há que ter em conta tudo o que está à volta, para não haver sobreposição, para haver articulação, integração, cruzamento de ideias e às vezes isto é difícil porque nem sempre estamos a falar de um meio em que a cultura organizacional ou as relações interinstitucionais ou as relações informais com os agentes locais estão para aí virados. Fala-se em parceria, mas às vezes a parceria tem um ponto de interrogação. Fala-se em redes mas às vezes as redes tem um ponto de interrogação. O que é isto de trabalharem rede? Oque é isto de trabalhar em parceria?! E isto são assuntos e palavras que devem estar muito paralelos, muito lado a lado aquilo que é o empreendedorismo social. Tem que haver sempre a mobilização de todos os agentes e termos os pés assentes na terra sobre a contextualização daquilo que estamos a promover e a implementar com as pessoas.

Nós não criamos culturas nem semeamos culturas empreendedoras ou do que for. Quando muito, nós podemos é espelhar a mais-valia de se trabalhar desta forma. Espelhar a mais-valia, porque não vamos fomentar nada não vamos criar nada nem vamos inventar ada. Não é?! Agora tudo isto leva o seu tempo e é consoante os meios. Este é o meu ponto d visa pessoal. É consoante os meios. Em meios onde existem muitas necessidades quase que é sentida a obrigação de se trabalhar em parceria e quase que não é preciso um contrato ou um protocolo ou seja lá o que for. Em meios em que as coisas não sejam assim tão sentidas há outros valores e outros interesses que sobem mais rápido do que propriamente a essência do empreendedorismo social. Mas nós estamos cá é para batalhar nisso. Certo?!

Estamos a falar de públicos diferentes, que não tem nada a ver. Os projetos de que estamos a falar,( grupo Artes de coração e Clube de alunos EFTA) não tem nada a ver e os grupos de pessoas não tem nada ver. Até os locais onde estão a ser formados, não tem nada a ver.

1.1Que potencialidades identifica em cada um destes dois grupos?

No caso do clube de alunos EFTA, identifico como mais-valia a juventude, a irreverencia, a capacidade de atirar as ideias para o ar sem qualquer filtro, o que é muito bom. Porque depois as ideias começam a ser trabalhadas, umas caem, outras ficam penduradas e outras são trabalhadas e isso é muito bom São potencialidades de um grupo.

Do grupo de Nossa senhora de Fátima destaco a maturidade. A maturidade das ideias, o espirito de solidariedade que já existe entre as pessoas a essência do que é trabalhar em equipa, também já existe nestas pessoas em que cada uma assume o seu contributo. De certa forma também o sentido de compromisso.

1.2 No contexto de cada um destes dois grupos que aspetos podem vir a ser melhorados?

Não. Não te consigo responder. Acho que essa resposta tem que vir das próprias pessoas, dos próprios grupos. Não vou dar o meu parecer sobre isso.

2. Gostaria de acrescentar mais alguma informação relevante para este estudo?

Sim.

Acho que é importante fazeres esse enquadramento. Tu fazes aqui a descrição do projeto, tu pedes o enquadramento d projeto, mas tu nunca te podes esquecer que estas ações que nós estamos a desenvolver tanto com o grupo da EFTA como com o grupo Artes de Coração não são isoladas. São ações que fazem parte de um eixo dentro dos quatro eixos estratégicos deste projeto (CLDS) E… há um, princípio do Projeto RiAgir que é a transversalidade. Portanto estas ações tocam em outras respostas que nós temos do projeto e em outros eixos. Isto não é nada estanque. Isto é tudo muito transversal tudo muito complementar e a relacionar-se tudo muito entre si. Há um grande fluxo de comunicação entre todas as ações e entre as várias respostas. E entre os vários Públicos. Como tu já te deste conta. Isto é muito importante porque é a base da contextualização daquilo que estamos a fomentar. Nenhuma ação, nenhuma iniciativa deve ser isolada. E quando eu digo que nenhuma ação é isolada, não é isolada das outras ações do projeto, não é isolada das outras respostas que existem nas outras freguesias, ou no concelho, não é isolada dos públicos, porque os jovens não estão isolados das instituições, das escolas dos pais, dos professores, das equipas técnicas dos namorados e das namoradas, está tudo ligado.



No fundo acabamos que trabalhar com instituições que estão a trabalhar com estes públicos. Isso é muito importante quando estamos a falar de uma palavra tão bonita e tão na moda como o empreendedorismo social. Não é empreendedorismo. É empreendedorismo social. Ok?! Penso que este ponto é o primeiro ponto que deve estar em qualquer enquadramento de um estudo desta envergadura. Que nada é isolado. É só isto. A informação sobre o projeto vou dizer-te para ires procurar.

Muito obrigado pela sua colaboração!






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