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Frequência da atividade Empreendedora: razões e importância reconhecida



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Frequência da atividade Empreendedora: razões e importância reconhecida

  1. Quais os objetivos/ motivações para a colaboração com o grupo Artes de Coração?

Enquanto assistente social do centro social e paroquial de nossa senhora de Fátima no gabinete de serviço social participo no grupo artes de coração com o objetivo de criar um espaço para as pessoas que estão em situação de desemprego poderem de alguma forma adquirirem algumas competências para a sua vida do dia-a-dia e competências que lhes permitam também inserir-se novamente no mercado de trabalho. Considero que a ideologia deste grupo é bastante propícia a tal. A que as pessoas adquiram essas competências. Por esse motivo colaboro com o grupo Artes de Coração. Apoiar este grupo foi uma opção tomada enquanto profissional que me apercebi com o facto de ir fazendo os atendimentos às famílias mais carenciadas da freguesia, apercebi-me que varias famílias, vários elementos do agregado familiar se encontram em situação de desemprego de longa duração sobretudo. Uma vez que nós temos os recursos logísticos e recursos humanos, achei por bem criarmos um espaço onde pudéssemos conjugar os dois. Não é?!Então, daí criarmos o grupo Artes de Coração. Este grupo surgiu porque houve alguns elementos do grupo que foram convocados para uma sessão onde vimos o documentário “Quem se importa” e desse documentário surgiu uma questão que era “ o que é que eu posso fazer para transformar o sítio onde eu estou e a minha realidade. E se calhar temos que começar por nós mesmos a mudar a nossa realidade para podermos mudar a realidade dos outros. Essa questão foi colocada no grupo e foi lançada a possibilidade de criarmos um espaço onde cada pessoa pudesse desenvolver as suas competências e ensinar as competências que tenha às outras pessoas. Depois surgiu o contacto com o projeto RiAgir, no âmbito do empreendedorismo, fizemos uma sessão de empreendedorismo no feminino porque grande parte das pessoas que estavam na primeira sessão eram mulheres e vimos realmente que tínhamos muitas mulheres e então daí o empreendedorismo no feminino e os técnicos do projeto reagir lançaram esse desafio às pessoas que estavam presentes Criar um grupo onde cada pessoa que tivesse mais competências em determinada área, como por exemplo os arraiolos ponto de cruz ensinasse os restantes elementos para que depois criassem alguns artigos que depois tentássemos vender para a subsistência do grupo. E se tal também acontecer uma pessoa individualmente tentar criar o seu próprio negócio. Foi um bocadinho essa a ideologia do grupo artes de coração.

  1. Quais os objetivos/ motivações que perceciona nos elementos do grupo para a sua participação no referido grupo?

Alguns dos elementos eu penso que estão presentes como uma forma de ocupar o seu tempo e uma forma de aprender um bocadinho mais. Outros elementos, penso que, também viram no grupo uma possibilidade de construírem um pequeno negócio e daí haver algum meio de subsistência. Penso que estas são as principais motivações para os elementos do grupo.

  1. Qual é a importância que atribui á colaboração/ apoio que o projeto RiAgir tem dado a este grupo?

Eu penso que sem o apoio do projeto reagir que o grupo não estava neste momento como está, com o sucesso que tem. O projeto RiAgir tem dado muito apoio ao nível de organização dos ateliers, da organização do próprio grupo, o levantar de questões sobre como é que se organiza um grupo, questões desde organizar o regulamento, organizar as pessoas em si… Penso que sem a colaboração do projeto RiAgir, tal não seria possível. Porque tem realmente feito uma espécie de consultoria a este grupo e as pessoas tem conseguido evoluir num sentido de o grupo estar já numa fase mais madura e consistente e perceber quais são os seus objetivos e por onde é que devem caminhar. Penso que realmente é um grande suporte para o grupo.

  1. Considera que as atividades que são desenvolvidas neste grupo estão a promover o desenvolvimento de competências pessoais, interpessoais, sociais e profissionais aos elementos do grupo? Que aspetos salientaria para justificar a sua resposta?

Sim. Eu penso que com o desenvolvimento das atividades, nomeadamente, a festa de natal, a festa do carnaval, agora a festa da Páscoa, a participação no dia mundial da saúde, tem permitido que estas pessoas consigam colocar em pratica alguns valores da solidariedade, da entreajuda, da entrega ao outro, da disponibilidade que se calhar por vezes no seu dia-a-dia não colocam tanto em pratica e assim tem aqui momentos em que conseguem coloca-los em pratica e pensar um bocadinho sobre o outro e do que é que podem fazer para dar ao outro. Porque dando ao outro também estão a dar um bocadinho a si mesmas. Não é?!Eu penso que é um espaço onde as pessoas podem desenvolver as suas capacidades tanto a nível pessoal como interpessoal, pessoal e social e estas capacidades estão na base para desenvolverem outras capacidades a nível profissional. Porque nós no nosso âmbito profissional também temos que ser portadores de determinados valores, também permite que as pessoas tenham algumas rotinas que cumpram horários, que se responsabilizem e corresponsabilizem. Não é?! Isso é importante para que depois ao se inserirem no mercado de trabalho já tenham esses valores.

  1. Que contributos considera que este grupo fornece aos seus elementos para uma futura atividade profissional? (Reinserção)

Penso que um dos contributos maiores é o facto de as pessoas terem horários a cumprir, terem atividades desenvolvidas e terem que atingir determinados objetivos, num período de tempo específico, definido, que é aquilo que se passa um bocadinho também na nossa realidade profissional. Capacitando as pessoas com estes elementos na sua vida pessoal elas vão transpor para a sua vida profissional.

  1. No seu entender porque é que é importante que instituições locais como o Centro social e Paroquial de N S Fátima promova iniciativas que ajudem as pessoas desempregadas desenvolver estas competências?

Eu penso que é importante, as instituições locais estarem envolvidas neste tipo de iniciativas porque as pessoas quando se encontram na periferia da cidade não tem o mesmo acesso aos serviços que há na cidade. Eu penso que cada vez mais deveremos deslocar os serviços para o sítio onde as pessoas se encontram porque é na comunidade que elas vivem que devemos intervir para que também a sua realidade seja um bocadinho diferente. E o Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora de Fátima, estando inserido no seio desta freguesia de onde as pessoas são naturais consegue fazer um trabalho diferente, um trabalho de proximidade e cada vez mais as instituições tem que pensar nesse trabalho com as pessoas. No trabalho em rede é muito mais fácil nós contactarmos com a Junta de Freguesia, com uma Unidade de Saúde do que numa grande cidade em que os serviços estão todos espalhados entre si e por vezes a comunicação não é tão eficaz. Estando no local onde as pessoas residem e tendo os serviços por perto é muito mais fácil agir e agir num curto espaço de tempo. Penso que até é uma mais-valia para o Centro Social capacitar estas pessoas destas ferramentas porque realmente ele próprio Centro Social vai retirar alguns lucros por ter capacitado as pessoas da sua comunidade. A partir do m omento em que o grupo foi criado e em que o grupo foi desenvolvido houve um maior número de pessoas envolvidas e uma maior adesão quando o grupo se criou. A grande maioria das pessoas que hoje em dia sustentam o grupo no início não estava presente. E com a criação do grupo, foram ouvindo falar, e muitas vezes sem perceber muito bem quais eram as ideologias do grupo, foram deslocando-se ao centro para ter conhecimento do que é que se passava e foram se inserindo no grupo. Realmente, penso que é uma mais-valia. Tratando-se de uma iniciativa bem-sucedida considero que poderia ser disseminada por outros territórios. Sem dúvida. Penso que quando os projetos são bons devem ser replicados noutros contextos, porque não é pelo facto de já existir um projeto deste tipo numa determinada localidade, que este deixa de se poder fazer noutra. Pelo contrário. Penso que quando um projeto está implementado num determinado local e tem sucesso, se a população alvo de outro local tiver problemas locais idênticos muitas vezes problemas sociais que são comuns, julgo que é uma mais valia replicar esse tipo de iniciativas, adaptado ao contexto pois é uma mais-valia para as pessoas e para a comunidade onde elas estão inseridas.




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