Anexo a- guiões de entrevista Guião de Entrevista para Alunos efta


Educação para o Empreendedorismo: Competências construídas e impactes esperados



Baixar 310,99 Kb.
Página26/35
Encontro11.10.2018
Tamanho310,99 Kb.
1   ...   22   23   24   25   26   27   28   29   ...   35
Educação para o Empreendedorismo: Competências construídas e impactes esperados

1. Quais são para si as competências mais importantes a adquirir num grupo como este? A nível pessoal (motivação, autoestima, pró-atividade…), interpessoal, social e profissional.

Neste grupo destaco a importância de aprendermos a fazer muitas coisas novas e a ser-mos pessoas mais capazes, mais ativas mais compromissadas com os nossos objetivos e com a própria sociedade. Penso que saber comunicar é uma das coisas mais importantes que este grupo me deu, voltamos a encarar a vida e a realidade com iniciativa voltamos a ver as coisas com mais esperança. Julgo que um dos contributos deste grupo na minha vida foi ensinar-me a procurar sempre alternativas para transpor as barreiras que me impedem de ser feliz. Com este grupo voltei a acreditar em mim, a respeitar-me e a querer alcançar mais e melhor. Hoje eu sei que posso fazer muito para melhorar a minha realidade e a da minha comunidade.

2. Quais são as competências que considera que já possuía antes deste projeto e quais aquelas que esperava e espera vir a desenvolver ao longo da sua participação neste grupo?

Uma das competências que eu já tinha era ser comunicativa. Também já sabia fazer muitas das atividades que realizamos nos ateliers.

Aquilo que eu esperada vir a desenvolver era a competência de tomar mais a iniciativa, acreditar mais em mim, aprender a falar com todo o tipo de instituições e pessoas, gostava muito de aprender a planificar uma atividade e de certa forma aprendi e estou a aprender a organizar uma iniciativa com idosos, uma exposição dos nossos trabalhos, aprendo a pensar estrategicamente para aproveitar ao máximo os acontecimentos e os recursos que estão à minha disposição, com as formações que estão a decorrer também aprendemos como lidar melhor com a pessoa idosa e estas duas vertentes têm-me ensinado muitas coisas e penso que pode abrir portas na área da geriatria e na área do artesanato.

3. Até que ponto as atividades desenvolvidas neste grupo se adequam às suas expectativas e necessidades de aprendizagem?

Este grupo devolveu-nos a dignidade. Esperávamos aprender umas com as outras e conseguimos muito mais que isso. Aprendemos a organizar as atividades do grupo tanto no âmbito dos ateliers como do voluntariado oque supera as nossas espectativas iniciais.

Quando entramos para este grupo as expectativas não passavam de aprender mais alguma coisa e ocupar um pouco o nosso tempo durante o dia, pretendíamos ajudar os idosos e com isso sentirmo-nos pessoas mais realizadas, mas sem dúvida aprendemos muitas mais coisas que aquilo que imaginávamos à partida. Temos formações certificadas, aprendemos a mexermo-nos junto das instituições com poder na freguesia, conhecemos Organismos que nos podem qualificar para sermos melhores candidatos a ocupar um posto de trabalho e ganhamos uma segunda família.

4. Percebe alguma lacuna que se fosse ultrapassada permitiria que o grupo funcionasse melhor?

As Lacunas que eu noto realmente situam-se no tempo e no dinheiro. Nós estamos a ir muito bem. Mas se não tivéssemos um orçamento para nós estaríamos a fazer muito mais trabalhos com outros materiais. Assim estamos muito limitados. Mo que diz respeito ao tempo só acho que era bom se pudéssemos estar mais dias em ateliers. Em si não é mau o que temos. Mas o grupo poderia ser ainda melhor. Você sabe porque vê, que apesar de não haver dinheiro inicialmente com um esforço nosso, do RiAgir e do CSPNSF, fomos conseguindo fazer muitas coisas. Mas se tivéssemos tido um fundo mesmo dedicado ao nosso grupo teríamos feito muito mais. Mas já estamos a conseguir vender e ter o nosso fundo de maneio pelo menos para assegurar os custos de material.

5. Seria possível melhorar alguns aspetos numa outra fase deste grupo? Em termos de organização, duração, estrutura, metodologias …

Eu acho que devia haver mais tempo não só para a realização dos ateliers mas também para nos ensinarem a funcionar com um computador, pelo menos no básico, aprendermos a fazer um curriculum, um PowerPoint, um cartão-de-visita, uma página na internet para divulgarmos o nosso trabalho. Acho que deveríamos procurar parcerias que nos permitissem desenvolver um negócio para comercializarmos os nossos produtos e serviços tanto na área dos cuidados de geriatria como ao nível do artesanato.

Penso que isto é possível com os apoios certos. O que não sabemos podemos aprender. Para mim já existimos agora é sempre a subir.

6. Mediante as aprendizagens adquiridas ao longo da sua participação neste grupo encararia a possibilidade de vir a criar outros projetos sociais ou profissionais? Porquê?

Sinceramente eu acho que sim. Que pelo menos nós que estamos mais empenhadas e que temos permanecido no grupo ao longo deste percurso temos vindo ganhar a consciência de que essa é uma forte possibilidade. Ganhamos confiança pelo que fazemos, Fazemos algo que gostamos e porque não tirarmos daí um rendimento. A profissionalização da nossa atividade não invalida que mantenhamos um carater voluntário, reservando algum tempo para tal. Na minha opinião, juntas estamos a adquirir a confiança e a capacidade para encarar este e novos projetos que venham a surgir no nosso caminho.

7. Que tipos de dificuldades poderão surgir na criação de outros projetos sociais ou profissionais? Quais as estratégias que utilizaria para superar/ minimizar essas dificuldades?

Na minha opinião a questão do financiamento pode ser a maior dificuldade já que a nível de espaço teremos sempre o apoio do CSPNSF. Mas, a questão financeira está a ser também ultrapassada. Porque primeiro para começar não é preciso grande investimento, todas ajudam com alguma coisa que possam. O RiAgir e o centro Social também têm ajudado. Em breve estes dois parceiros irão sair do terreno mas penso eu, já estaremos com as bases necessárias para avançar. Teremos financiamento para continuar e aos poucos vamos crescendo também a nível financeiro Também acho que já demos provas e somos creditados, pelo que teremos sempre alguém disposto a dar uma mãozinha. Embora queiramos ser autónomos e autossuficientes.

8. Gostaria de acrescentar mais alguma informação relevante para este estudo?

Não. Já disse tudo.

9. Dados caracterização do entrevistado

(Nome e Idade não revelados por questões de confidencialidade)

Nacionalidade: Portuguesa

Habilitações Literárias 4ª Classe.

Curso a frequentar (Módulos de Geriatria, não conferente a grau.)

Duração do curso:50 horas por módulo.



Muito obrigado pela sua colaboração!




Compartilhe com seus amigos:
1   ...   22   23   24   25   26   27   28   29   ...   35


©psicod.org 2017
enviar mensagem

    Página principal