Anexo a- guiões de entrevista Guião de Entrevista para Alunos efta


Frequência da atividade Empreendedora: razões e importância reconhecida



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Frequência da atividade Empreendedora: razões e importância reconhecida

  1. Quais os objetivos/ motivações que estão por de traz da sua participação no grupo Artes de Coração?

Os objetivos são sair de casa, estar ocupada e ajudar os outros e aprender aquilo que poder. Enquanto umas sabem arraiolos, outras sabem macramé, e entre todas ensinando umas às outras até podemos fazer coisas uteis para ajudar os nossos idosos e até para ganharmos dinheiro. Para mim o trabalho com os idosos é especial, porque sempre fui criada e gosto das pessoas idosas. Há que tira-los de casa e dar um passeio, fazer atividades diferentes, que nem nós nem eles teriam se não fosse desta forma. O grupo artes de coração tem uma dinâmica muito boa porque promove um encontro entre as pessoas que estão desempregadas como eu. Os encontros semanais alem se terem a finalidade de ajudarmos os outros, também nos ajudam a nós que já estávamos encostadas para canto e assim voltamos a sentir-nos uteis.

  1. Qual é a importância que atribui á colaboração/ apoio que o projeto RiAgir tem dado a este grupo?

O contributo do RiAgir é tudo o que nós poderíamos esperar de positivo. É graças ao projeto RiAgir que nós chegamos até aqui. Além do RiAgir, também a nossa Assistente Social. O apoio que vocês nos têm dado é uma grande base de sustentação em termos financeiros e em orientações. Inicialmente, estávamos um pouco desorientadas sem saber como fazer as coisas. Vocês ensinaram-nos e nós agora já nos desenrascamos. Mas a vossa presença é muito importante, nem que seja pela força moral que nos dão.

  1. Pode descrever-me em que consiste este grupo? (Vertentes, atividades desenvolvidas, finalidades)

Em primeiro lugar o nosso objetivo era criarmos o nosso próprio negócio, termos alguém a quem começássemos a vender os nossos trabalhos para ter-mos um fundo de maneio para comprar o material necessário mas também depois também crescer e começarmos a tirar partido disso. Chegarmos ao final do mês e até termos algum dinheiro extra para dividir pelos elementos do grupo.

4. Considera que as atividades que são desenvolvidas neste grupo estão a promover o desenvolvimento de competências pessoais, interpessoais, sociais e profissionais?

Na verdade, considero que as atividades, desenvolvidas neste grupo, tem promovido uma confluência de saberes que nós adquirimos ao longo da vida e que desvalorizávamos. Com esta partilha de saberes e ao coloca-los em pratica não só aprendemos o que as colegas tem para nos ensinar como nos sentimos uteis a ensinar o que sabemos. Aprendemos competências como partilhar e organizar as ideias, como tomar iniciativas e sermos capazes de ser empreendedoras nas mais pequenas iniciativas que desenvolvemos. Também aprendemos muito com o vosso apoio, principalmente em aspetos da organização e divulgação das nossas atividades. Criamos hábitos e métodos de trabalho que nos tornam mais autónomas sobretudo muito quando ficarmos a trabalhar sem o vosso suporte.

5. Que contributo considera estar a receber neste grupo para uma futura atividade profissional?

No meu entender, a idade da maioria de nós é um elemento contra a nossa integração no mercado de trabalho. Por um lado somos consideradas velhas para trabalhar mas também somos consideradas novas para a reforma. No entanto, o grupo Artes de coração tem promovido em todas nós o desenvolver de competências, algumas que já possuíamos mas que estavam subaproveitadas devido ao desemprego e outras que por serem mais intelectuais, não tínhamos a possibilidade de ter adquirido de outra forma.. Assim Aprendemos a organizar as tarefas do grupo e as iniciativas. Esse processo de pensar mais sobre as coisas que fazemos ou pretendemos fazer ajudou-nos e acho que isso pode ser um ponto positivo, uma vez que agora as nossas competências estão mais estruturadas, desenvolvidas e além de nós as reconhecermos, outras entidades começam a reconhecer o nosso trabalho. Isso abre muitas portas.

6. No seu entender porque é que é importante que instituições locais como o Centro social e Paroquial de N S Fátima promova iniciativas que ajudem as pessoas desempregadas desenvolver estas competências?

Eu acho que as instituições locais tem um papel muito importante ao apoiar grupos como o nosso. De certa forma estão a contribuir para que nós que estamos nas freguesias mais deslocadas, desprovidos de emprego, e de instalações culturais, possamos reaprender a viver, a capacitar-nos para aquilo que são as exigências da atualidade. Cada um de nós estaríamos isolados e a viver apenas para a nossa vida doméstica e isso é muito frustrante, porque deixamos de ter vida própria, um lugar para onde ir durante o dia, deixamos de ter um sentido para o nosso quotidiano. Com uma estrutura de apoio podemos partilhar conhecimentos e experiencias, temos formações e aprendemos fazendo. Voltamos a ganhar autoestima e motivos para sentirmos orgulho porque temos algo por que gastar as nossas forças, temos uma nova razão de viver que nos pode conduzir a uma espiral de crescimento e progresso. Posto isto há mais esperanças que vendo o nosso trabalho alguém tenha interesse em contratar-nos, ou pelo menos temos uma referência para apresentar nas candidaturas a emprego. Outra possibilidade que vislumbramos com o apoio das instituições locais é a criação de uma pequena atividade que nos dê o sustento.




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