Anexo a- guiões de entrevista Guião de Entrevista para Alunos efta


Frequência das ações de Empreendedorismo: razões e importância reconhecida



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Frequência das ações de Empreendedorismo: razões e importância reconhecida

  1. Quais os objetivos/ motivações que estão por de traz da sua participação neste projeto do clube de alunos?

Os objetivos que estão por trás na minha participação no Clube de Alunos são: Ajudar pessoas que tem problemas a nível monetário, para ajudar as pessoas com mais problemas na minha escola, e eu também tenho andado envolvido noutros projetos de solidariedade e então resolvi integrar o projeto de Clube de Alunos para ajudar, porque reconheço que sou uma pessoa muito solidária pois gosto sempre de ajudar o próximo independentemente das dificuldades.

  1. Qual é a importância que atribui á colaboração/ apoio que o projeto RiAgir tem dado a este grupo?

Eu acho que é importante o clube de Alunos manter parcerias com outras entidades de solidariedade porque assim vamos trocando ideias, e ao organizarmos projetos em parceria com o Projeto RiAgir acho importante porque as escolas e associações tem um papel importante na nossa sociedade, e não só na nossa sociedade escolar mas também na sociedade em geral.

Acho que o projeto RiAgir está a ser uma grande mais-valia porque o projeto RiAgir é um projeto social que também atua ao nível da solidariedade, na ajuda ao próximo e acho que pode ser útil a dar ideias. No fundo o Projeto RiAgir está a ajudar a vermos novas formas de fazer as coisas, como realizar um projeto de solidariedade, como ajudar o próximo, e ações deste género.



  1. Pode descrever-me em consiste este projeto? (Atividades desenvolvidas, objetivos, recursos, metodologias)

O projeto do Clube de Alunos surgiu porque avia pessoas com carências, pessoas que não conseguiam pagar as senhas ou havia pessoas que não conseguiam ir para certos locais de estágio por falta de recursos económicos e então este clube de Alunos surgiu para ajudar as pessoas que hoje não podem, mas se daqui por uns tempos já poderem, devolvem a ajuda que receberam, que vai servir para outros colegas. Por exemplo: eu não tenho possibilidades para pagar as senhas durante uma altura mas pronto, eu quero as senhas e se me poderem emprestar O termo emprestar é o que melhor define a filosofia das nossas ajudas. O Clube de Alunos preocupa-se em ajudar os outros mais carenciados e emprestar. Acho que é isso. Como é o meu primeiro ano nesta escola também ainda estou a ver como é que o projeto funciona. Para a angariação de fundos são desenvolvidas várias iniciativas. Por exemplo, agora os alunos do 3ªº ano estão a desenvolver uma atividade de pascoa em que os alunos de todas as turmas que quiserem aderir, deverão fazer um ovo, pintado, e dar vinte cêntimos para participar. Quem quiser dar mais alguma ajuda pode faze-lo e no fim é eleito o ovo mais bonito. Mas também realizámos um baile de mascaras e uma festa de Halloween, o dia d mulher e estas atividades revertem sempre para ajudar neste tipo de carências ou com senhas, ou com comida. Na execução de uma iniciativa, existem viárias etapas no seu processo de execução. Primeiramente temos que reunir para partilhar as ideias para pensar em formas de por a ideia em prática. Para isso funcionar temos que reunir, num dia específico com uma certa periodicidade, para podermos trabalhar as ideias, coloca-las em prática e para fazer a divulgação.

Em termos de adesão às iniciativas na escola cerca de metade adere e a outra metade não adere, porque não tem tanto aquela vertente de solidariedade mas há outras que até tem e que aderem. Tipo, aquilo que eu vejo no meu primeiro ano é muita gente a aderir mas também não é pouca gente que adere. É um meio-termo.



4. Considera que o projeto que está a ser desenvolvido está a promover o desenvolvimento de competências pessoais, interpessoais, sociais e profissionais?

Sim. Considero. Acho que é uma boa coisa foi uma boa ideia terem criado este projeto do clube de Alunos em parceria com outras entidades porque acho que as pessoas para alem de serem bons profissionais também tem que ser boas pessoas. Acho que se não formos boas pessoas não há profissionalismo que valha. Fica sempre aquela falha. Muitas vezes eu posso ter uma certa dificuldade e o colega ter outra dificuldade e quem sabe se não nos podemos ajudar um ao outro. Por exemplo eu digo: tens que fazer assim ou daquela maneira. E Ele diz-me que tenho que fazer desta maneira ou daquela maneira. Acho que as pessoas têm que ser bons profissionais mas acima disso tem que ser boas pessoas. À parte do facto de se ser boa pessoa e querer ajudar o outro, que é o fim principal deste projeto, pessoalmente, ao nível da minha atitude e da minha forma de fazer as coisas e no que respeita a minha autoestima, este trabalho em grupo que desenvolvemos no clube de alunos, tem sido muito importante. De certa forma a colaboração mútua permite-nos aprender a fazer as coisas de uma forma quase natural. Quase que vamos interiorizando estas praticas e atitudes de forma espontânea em interação uns com os outros. Alem disso, este percurso permite-me perceber aquilo de que sou capaz/ aquilo que valho. As dinâmicas desenvolvidas nas atividades do clube de aluno ajuda-me enquanto pessoa. Consigo percecionar capacidades que desconhecia. Porque o ser humano por vezes não sabe aquilo que é capaz de fazer mas quando põem as coisas á nossa frente nos dizemos assim “oh. Pah”, eu consigo fazer isto e nem sabia que conseguia fazer. Eu acho que este ano tenho vindo a comprovar que a cada dia vejo coisas que pensava ser incapaz e agora vendo bem até consigo. Também ajuda a experiência quer os mais velhos tem e que acabam por ao fazer alguma coisa, nos mostrar como se faz. E de repente aprende-se mais uma ferramenta útil, sem ser algo imposto ou forçado. Quase na brincadeira. Aos poucos vamos reunindo um conjunto de aprendizagens que são ferramentas valiosas. Ao fim de algum tempo começo a ver que até já sou capaz de organizar uma iniciativa. Por exemplo com aquilo que fui aprendendo este ano já era capaz de orientar um grupo como este nomeadamente ajudando aqueles que vão integrar o clube de alunos no próximo ano, ao entrar na escola. Consigo mais facilmente imaginar-me no próximo ano junto com outros colegas igualmente experientes, coordenar processos inerentes a algumas iniciativas. Ao longo do tempo que pertencer ao clube de alunos começo a ter noção para cada iniciativa, o tipo de recursos e parceiros que poderemos mobilizar. Por exemplo é preciso encontrar um local adequado para um concerto de beneficência, há que contactar bares se a ideia for faze-lo num bar, é preciso falar com as bandas que se pretende que atuem no referido evento…E uma pessoa começa a perceber um conjunto de passos do processo que uma iniciativa implica. Começa-se a ter a noção de um conjunto determinado de passos que são necessários e começas a percecionar que até já consegues movimentar-te nesse processo.

5 Que contributo considera estar a receber com este projeto para a sua futura integração no mercado de trabalho?

Este projeto está a ajudar muito e reconheço que isso me está a dar mais-valias. Por exemplo nem toda a gente tem competência para comunicar, para tomar a iniciativa de contactar com esta ou aquela entidade saber como o fazer de forma assertiva, mutas vezes vencendo a timidez em falar com pessoas desconhecidas ou com instancias Há situações que requerem algum tato que só podemos ter com alguma experiencia. Se eu estiver a trabalhar num hotel as coisas não podem ser pensadas nem feitas sem mais nem menos, de acordo com o objetivo há que contactar as devidas entidades para em colaboração, seja possível realizar o objetivo. Por vezes há iniciativas que para se poderem realizar, requerem a colaboração de outras pessoas. Nesse sentido há que saber quem e como contactar.

6. No seu entender porque é que é importante que a escola que frequenta promova iniciativas que ajudem os jovens a desenvolver estas competências?

Acho que é muito importante que esta escola promova iniciativas como estas. Esta escola e as outras também. Praticas como as desenvolvidas no clube de alunos deveriam abranger outras escolas. No meu entender a própria escola já deve ter esta estrutura de promoção de competências de forma facultativa, mas também integrada no pleno curricular. Todas as escolas deveriam ter uma estrutura de ajuda como este clube porque eu considero que se desde cedo começarmos a ter o valor de ajudar e com isso desenvolvermos um maior espirito de iniciativa, como numa atitude de “dizer” vamos fazer isto, vamos levar aquilo para a frente, se desde cedo isso começar a ser cultivado nos jovens eles serão melhores pessoas mais preparadas. Por exemplo, eu na minha antiga escola não tinha esta estrutura solidificada mas havia sempre uma professora que puxava por nós estimulando-nos a fazermos algo para melhorar o que está á nossa volta. Desde que eu entrei nessa escola, pois até ao nono ano a professora apresentava-nos esta ou aquela atividade para fazer e ensinava-nos como fazer. Devemos ser sempre incentivados a fazer um pouco mais para melhorar aquilo que nos rodeia.

Considero que deveria haver mesmo uma disciplina que integrasse o plano curricular onde nós fossemos preparados para várias situações que requerem alguns conhecimentos. Por exemplo imagine que eu queria promover uma color run na cidade de Aveiro eu ia precisar de algumas competências para organizar um evento deste tipo. Não digo que uma disciplina deste tipo fosse dada logo no 5º ao 9º ano. Mas do 10º até ao 12º ano. Essa disciplina deveria ser mais orientada por uma perspetiva profissional, que dotasse o aluno de práticas uteis. Por exemplo para elaborar um cartaz, se eu tivesse a ajuda de um professor ou de uma pessoa que soubesse era bem melhor. Às vezes há certos programas que se não sei trabalhar com eles tenho que ir à descoberta. Um número significativo de lacunas poderia ser suprido, pelos conteúdos de uma disciplina. Por exemplo uma parte mais de informática para aprender a trabalhar com alguns programas de desenho de fazer cartazes, logotipos. Por exemplo o publisher e tive que andar à descoberta para conseguir fazer alguma coisa. Uma disciplina que nos dotasse de competências ao nível da atitude, ao nível das metodologias práticas para se levar a cabo um projeto e conteúdos enquanto ferramentas de trabalho.

Uma disciplina integrada no plano curricular mas poderia continuar a desenvolver-se projetos como o do clube de alunos de uma forma facultativa. Porque é nessa modalidade facultativa que se pode identificar uma verdadeira atitude de iniciativa, de solidariedade e cooperação. (E3)




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