Aleitamento Materno no Âmbito do Alojamento Conjunto: uma revisão integrativa Breastfeeding in The Scope of The Joint Accommodation: an integrative review Resumo



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Keywords: Breast-feeding; Breasfeending; Joint accommodation

INTRODUÇÃO

A amamentação é o acontecimento mais importante nos primeiros meses de vida do bebê. Segundo a Organização Mundial da Saúde1, a promoção e suporte ao Aleitamento Materno (AM) é uma das prioridades da saúde pública, sendo que as vantagens do AM já foram amplamente documentadas, e são geralmente, indiscutíveis. Nos países em desenvolvimento, o AM está fortemente relacionado à redução da mortalidade e morbidade infantil. Nos países desenvolvidos, evidências sugerem que o AM proporciona ao recém-nascido proteção contra a morte súbita e diabetes na juventude. Outros estudos sugerem que há uma redução do risco do desenvolvimento de infecções gastrintestinais, urinárias e respiratórias, além de um melhor desenvolvimento neurológico2. Ao se falar em AM há que se considerar a importância do âmbito do Alojamento Conjunto (AC).

O alojamento conjunto é um sistema hospitalar em que o recém-nascido sadio, logo após o nascimento, permanece ao lado da mãe, 24 horas por dia, num mesmo ambiente até a alta hospitalar. Considera- se o AC vantajoso por estimular o aleitamento materno ao proporcionar o contato constante entre mãe e filho, aspecto importante para o êxito da amamentação. Esse ambiente, no qual a díade mãe/filho encontra-se nos primeiros momentos do nascimento, torna-se um espaço propicio para a atenção profissional. Nesse cenário o enfermeiro pode permitir a mulher o resgate de sua autonomia em busca de condições necessárias ao desenvolvimento do cuidado materno, possibilitando a absorção de novos entendimentos sobre o momento vivenciado. O principal enfoque assistencial é a educação e orientação á saúde com o intuito de transmitir segurança e tranquilidade ás mulheres que assumem seu papel de mãe. Contudo, requerem do profissional grande habilidade de comunicação, disponibilidade, monitoramento, avaliação e acolhimento. Os cuidados a serem prestados á mãe e ao recém-nascido envolvem o conhecimento sobre as fases do puerpério, nas quais a mulher passa por aceleradas modificações fisiológicas e psicológicas que influenciam suas relações. Nesse sentido, particularmente, o ato de amamentar envolve uma serie de fatores psicológicos, sociológicos, físicos e do recém-nascido que interferem no desfecho favorável do aleitamento materno3.

A Portaria MS/GM nº 1016, de 26 de agosto de 1993 dispõe quanto às vantagens do aleitamento materno: estimular e motivar o aleitamento materno, de acordo com as necessidades da criança, tornando a amamentação mais fisiológica e natural; a amamentação precoce provoca a contração do útero e de seus vasos, atuando como profilaxia das hemorragias pós-parto; favorecer a precocidade, intensidade, assiduidade do aleitamento materno, e sua manutenção por tempo mais prolongado; fortalecer os laços afetivos entre mãe e filho, através do relacionamento precoce; permitir a observação constante do recém-nascido pela mãe, o que a faz conhecer melhor seu filho e, possibilitar a comunicação imediata de qualquer anormalidade; oferecer condições à enfermagem de promover o treinamento materno, através de demonstrações práticas dos cuidados indispensáveis ao recém-nascido e a puérpera4.

Tendo em vista tantos benefícios, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que a amamentação seja realizada no mínimo até os dois anos de idade, sendo que durante os seis primeiros meses deve ser praticada de forma exclusiva. Mesmo com essa recomendação, é possível observar que as taxas de aleitamento materno, em especial as de aleitamento materno exclusivo, ainda não atingiram índices satisfatórios no Brasil e no mundo, pois as mães com poucas informações acham que podem alimentar as crianças com outros tipos de alimentos5.

A Constituição Brasileira possui várias leis que asseguram o direito das mães que desejam amamentar seus filhos. No entanto, a promoção e o incentivo ao aleitamento materno dependem muito mais do empenho de profissionais de saúde responsáveis pelo atendimento de mulheres no período pré e pós-natal. As mães devem ser informadas, durante a gravidez, das vantagens do aleitamento em seus vários aspectos e dos fatores negativos relacionados ao uso de substitutos ou complementos do leite materno, principalmente no primeiro semestre de vida do lactente. Também devem receber noções sobre lactação, estímulos para produção do leite materno e apoio para superar dificuldades e procurar soluções para os possíveis problemas durante o processo de amamentação. Algumas mulheres ainda recebem, por ocasião de alta da maternidade, prescrição se necessário de leite artificial para complementar o leite materno. Esta realidade é facilmente identificada quando a consulta de puericultura é realizada e os lactentes apresentam decréscimo na curva do peso, além de diarréia ou constipação intestinal ocasionada muitas das vezes pelos leites artificiais, seu preparo e acondicionamento5. Nesse contexto, certifica-se a importância do atendimento prestado pelo profissional de saúde à puérpera no AC.

Entretanto, as vantagens que a comunidade científica tem descoberto sobre a amamentação, e que têm sido divulgadas na sociedade, parecem não serem suficientes ou capazes de reverter a progressiva tendência ao desmame precoce, talvez pelo fato que a mulher durante a sua internação recebe orientações sobre amamentação, mas após a alta hospitalar, no domicílio ela necessite de um maior apoio dos profissionais de saúde, família e comunidade. Apesar de muitas maternidades desejarem o título Hospital Amigo da Criança, muitas mulheres saem dessas instituições sem receber apoio e a orientação necessária para começar uma nova fase em sua vida e exercer a função de mulher-mãe com segurança, amamentando plenamente seu filho6.

Os profissionais de saúde envolvidos na assistência às puérperas devem estar atentos às necessidades apresentadas, reforçando a importância da amamentação (que certamente foi apresentada as gestantes no pré-natal), ouvindo-as, oferecendo apoio e orientações pertinentes a estes e outros assuntos. Estes devem ajudá-las também a encontrar as respostas para suas dúvidas, respeitando este período de constantes alterações e de grande sensibilidade, considerando sempre o conhecimento prévio apresentado, sua cultura e valores7.

Em adição, o AM tem impacto sobre a mortalidade infantil. Um estudo realizado em 42 países mostrou que o aleitamento materno poderia evitar 13% das mortes em menores de cinco anos de idade se 90% das crianças fossem amamentadas exclusivamente até os seis meses e se a amamentação fosse continuada após a introdução da alimentação complementar saudável8.

Nesse sentido, acredita-se que investigar o que a literatura científica tem abordado sobre o aleitamento materno no âmbito do Alojamento conjunto pode contribuir no direcionamento das ações educativas e na reorientação das práticas adotas pelos profissionais de saúde, para que as mães entendem e aprendam como é importante amamentar seu filho e como sua saúde apresentara maior qualidade de vida de ambos, acabando com dúvidas e falta de informações.

Diante do exposto, o presente trabalho teve como objetivo realizar uma revisão a fim de se conhecer as questões que permeiam a prática do Aleitamento Materno no âmbito do Alojamento Conjunto.





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