Agência fides – 30 de setembro de 2008


de setembro de 2008 – Visita pastoral a Cagliari (IV) – Encontro com os jovens na Piazza Yenne em Cagliari



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7 de setembro de 2008 – Visita pastoral a Cagliari (IV) – Encontro com os jovens na Piazza Yenne em Cagliari
  1. VATICANO - Papa Bento XVI em Cagliari (4) - “Família, formação e fé. Eis, queridos jovens de Cagliari e de toda a Sardenha, eu também, assim como o Papa João Paulo II, deixo-lhes três palavras, três valores para que adotem com a luz e a força do Espírito de Cristo”


Cidade do Vaticano (Agência Fides) – O último encontro da sua visita pastoral a Cagliari foi dedicado pelo Santo Padre Bento XVI aos jovens sardos. Na Praça Yenne, após as saudações levadas por dois representantes dos jovens, que apresentaram os problemas e as esperanças dos seus coetâneos, o Santo Padre, depois de manifestar a sua alegria, disse: “queridos rapazes e moças, vocês são o futuro pleno de esperança dessa Região, apesar das dificuldades que todos conhecemos. Conheço o entusiasmo de vocês, os desejos que possuem e o empenho que assumem para realizá-los. E não ignoro as dificuldades e os problemas que encontram”. Dentre eles, o Papa citou o problema do desemprego e da precariedade do trabalho, a emigração, o êxodo das forças mais novas e empreendedoras, com o conseqüente desenraizamento do ambiente que, muitas vezes, traz danos psicológicos e morais, mais ainda que sociais.

“Que dizer então – continuou o Papa - do fato que, na atual sociedade consumista, o ganho e o sucesso tornaram-se os novos ídolos diante dos quais tantos se dobram?... A posse dos bens materiais e o aplauso das pessoas substituíram o trabalhar a si mesmo que serve para temperar o espírito e formar uma personalidade autêntica.

Arriscam-se a serem superficiais, a percorrerem atalhos perigosos em busca do sucesso, entregando, assim, a vida a experiências que trazem satisfações imediatas, mas são por si mesmas precárias e falácias”.

Bento XVI depois recordou o encontro de seu Antecessor, Papa João Paulo II, com os jovens provenientes de toda a Sardenha, em 20 de outubro de 1985, durante o qual propôs três valores importantes para se construir uma sociedade fraterna e solidária. “São indicações muito atuais também hoje, que com prazer retomo” afirmou Bento XVI, destacando em primeiro lugar o valor da família. “Todos vocês vivenciam a importância da família, como filhos e irmãos – disse Bento XVI -; mas a capacidade de formar uma nova, não pode ser descartada. É preciso se preparar para isso. No passado, a sociedade tradicional ajudava mais a formar e a proteger uma família. Hoje, não é mais assim, pode até estar ‘no papel’, mas, na prática, é dominante uma mentalidade diferente. São admitidas outras formas de convivência; às vezes é usado o termo ‘família’ para uniões que, na realidade, não são família. Principalmente, no nosso contexto, ficou muito reduzida a capacidade dos cônjuges de defender a unidade do núcleo familiar, pagando também com grandes sacrifícios”. O Santo Padre, então, exortou os jovens a se apropriarem novamente do valor da família: “amem-na não só por tradição, mas por uma escolha madura e consciente: amem a sua família de origem e preparem-se para amar também aquela que, com a ajuda de Deus, vocês mesmos formarão”.

O segundo valor é constituído por uma séria formação intelectual e moral, indispensável para projetar e construir o futuro pessoal e da sociedade. “Quem ‘descarta’ esse valor não quer o bem de vocês” afirmou o Papa, recordando que “a crise de uma sociedade começa quando ela não sabe mais transferir o seu patrimônio cultural e os seus valores fundamentais às novas gerações”. O Pontífice, então, falou da “emergência educacional” em andamento “que, para ser enfrentada, requer pais e educadores capazes de compartilhar tudo de bom e verdadeiro que eles mesmos vivenciaram e aprofundaram. Requer jovens interiormente abertos, curiosos para aprender e trazer tudo de volta às exigências e evidências originais do coração”. “Vocês são realmente livres, ou seja, apaixonados pela verdade” foi a exortação do Pontífice, recordando que “o Senhor Jesus disse: ‘A verdade vos fará livres’ (Jo 8,32). O niilismo moderno, ao contrário, prega o oposto do que é a liberdade para torná-los verdadeiros. Há mesmo quem sustente que não existe nenhuma verdade, abrindo assim o caminho para o esvaziamento dos conceitos de bem e de mal e tornando-os até mesmo intercambiáveis”.

Finalmente, o alimento pelo qual se deve sentir fome, do qual se alimentar para o crescimento pessoal e o da família e da sociedade, – e é o terceiro grande valor – é uma fé sincera e profunda.

“Quando desaparece o sentido da presença e da realidade de Deus – explicou o Papa -, tudo se ‘achata’ e se reduz a uma só dimensão. Tudo fica ‘espremido’ no plano material. Quando todas as coisas são consideradas somente pela sua utilidade, não se apreende mais a essência daquilo que nos cerca, e principalmente das pessoas que encontramos. Esmaecido o mistério de Deus, desaparece também o mistério de tudo o que existe: as coisas e as pessoas me interessam na medida em que satisfazem as minhas necessidades e não por si próprias. Tudo isso é um fato cultural, que se respira desde o nascimento e que produz efeitos interiores permanentes. A fé, nesse sentido, antes de ser uma crença religiosa, é um modo de ver a realidade, um modo de pensar, uma sensibilidade interior que enriquece o ser humano como tal”.

Enfim, o Santo Padre, citando a experiência de Santo Agostinho, desejou que cada um possa “redescobrir Deus como sentido e fundamento de cada ser”, e exortou os jovens a serem dóceis com a força do Espírito: “Ele lhes tornará testemunhas de Cristo. Não as palavras, mas com os fatos, com um novo tipo de vida… e se tiverem descoberto realmente Deus na face de Cristo, não pensarão mais na Igreja como uma instituição externa a vocês, mas como família espiritual, como a vivemos agora, nesse momento”.

Antes de chegar ao aeroporto de Cagliari-Elmas para a volta a Roma, o Santo Padre concluiu com essa frase o encontro com os jovens: “Família, formação e fé. Eis, queridos jovens de Cagliari e de toda a Sardenha, eu também, assim como o Papa João Paulo II, deixo-lhes três palavras, três valores para que adotem com a luz e a força do Espírito de Cristo. Nossa Senhora de Bonaria, Padroeira Máxima e doce Rainha dos Sardos, os oriente, proteja e acompanhe sempre!” (S.L.) (Agência Fides 9/9/2008)

O texto integral do discurso do Santo Padre, em italiano

www.evangelizatio.org




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