Acompanhamento psicológico de puérperas em uma maternidade



Baixar 13,04 Kb.
Encontro15.04.2018
Tamanho13,04 Kb.

13ª Mostra de Produção Universitária

Rio Grande/RS, Brasil, 14 a 17 de outubro de 2014.



ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO DE PUÉRPERAS EM UMA MATERNIDADE

PEREZ, Luciane Gonçalves (autora); LOPEZ, Juliana Rodrigues (autora); KERBER, Nalú Pereira da Costa (autora); Michele Cristello (autora); GONÇALVES, Mariza Cristina Porto.

TAVARES, Mariana Gauterio (orientadora)



lu.gperez@yahoo.com.br

Evento: Congresso de Iniciação Científica

Área de conhecimento: Ciências Humanas

Palavra-chave: puerpério; grupo multiprofissional



1 INTRODUÇÃO

O presente trabalho trata de um relato de experiência relacionado à vivência do estágio curricular obrigatório de acadêmicas de graduação do curso de Psicologia que fazem parte de um grupo multidisciplinar com puérperas. O grupo surgiu como uma atividade educativa para as puérperas, pois este é um momento de muitas dúvidas, ansiedades e necessidade de orientações. Dessa forma o espaço foi criado para que ao mesmo tempo a equipe tenha a possibilidade de auxiliar, e as mães possam trocam experiências através da mediação de profissionais e acadêmicos treinados antes de receber a alta. Sendo assim, o objetivo deste estudo é evidenciar a importância do acompanhamento psicológico durante o período do puerpério imediato.



2 REFERENCIAL TEÓRICO

O puerpério é o período compreendido entre o parto e a completa recuperação anatomofisiológica da mulher, com duração média de seis semanas (COSTEIRA 2001). Segundo Eizirik, Kapczinsk & Bassols (org.) essa é uma fase de grandes transformações orgânicas e emocionais, onde a gestante torna-se mãe e o bebê passa a ser real. A puérpera pode apresentar diversas fantasias, como por exemplo, que não saberá cuidar de seu filho. Observamos neste período, estados de confusão na parturiente, ansiedades de esvaziamento e castração, ou seja, a ambivalência entre o perdido (gravidez) e o adquirido (o filho) (SOIFER apud ANGERAMI, 2010).

O esforço da mulher, a fadiga, a limitação no desempenho de suas funções, incluindo com o seu próprio corpo, e a difícil conciliação entre o exercício da sexualidade e a amamentação são vistos de forma negativa (ARANTES apud BITELBRON et al. 2012). A intervenção psicológica neste período visa prevenir a saúde mental e física da mãe e do bebê, com o objetivo de estimular uma ligação mais saudável entre ambos (TRUCHART & KNIJNIK, 2010).

3 PROCEDIMENTO METODOLÓGICO

As atividades realizadas contam com o número de puérperas presentes durante o período de internação, e também seus acompanhantes. O encontro acontece na Maternidade do Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Corrêa Jr. (HU/FURG), na sala de educação permanente, no mesmo andar, três vezes por semana, com uma duração de mais ou menos uma hora. O grupo é multiprofissional e conta com profissionais e acadêmicos da área da enfermagem, nutrição e psicologia. A psicologia busca abordar temas como a diferença entre tristeza e depressão, vínculo, sexualidade e demais assuntos emergentes trazidos pelas mães. Além disso, quando necessário, as puérperas são atendidas individualmente após as atividades do grupo.



4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Até o momento, foi possível perceber que as mães valorizam o espaço de acolhimento e escuta oferecidos. Além disso, a possibilidade de identificação com outras puérperas que se veem na mesma dificuldade traz um sentimento de adequação e normalidade, facilitando a experiência e tornando-as menos inseguras.



5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conclui-se que, com base nos pressupostos teóricos e nas atividades realizadas dentro do grupo, a presença da psicologia no grupo de atendimento a puérperas é fundamental para uma assistência eficaz ao público alvo.



REFERÊNCIAS

ANGERAMI – CAMON, V. A. Psicologia Hospitalar: teoria e prática. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2010.

BITELBRON et al. Aleitamento Materno e sexualidade da mulher: um corpo sagrado. 2012.

COSTEIRA, Osiris. Termos e Expressões da Prática Médica. Rio de Janeiro: Farmaquímica, 2001.



EIZIRIK, Cláudio L., BASSOLS S, Ana Margareth S. O Ciclo da Vida Humana – uma perspectiva psicodinâmica. 2ª Ed. Porto Alegre: Artmed, 2013.

TRUCHART, Fernanda Alves Rodrigues. Psicologia Hospitalar: teoria e técnica./ Fernanda A. R. Truchart, Rosa Berger Knijnik, Ricardo Werner Sebastiani; Valdemar Augusto Angerami (organizador). 2ª Ed. Revista e ampliada. São Paulo: Cengage Learning, 2010.


Compartilhe com seus amigos:


©psicod.org 2017
enviar mensagem

    Página principal