A vida de Pedro nos mostra o processo de conversão. – Pr. Abram de Graaf


Simão, em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, tu me negarás três vezes



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Simão, em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, tu me negarás três vezes... Dá pra acreditar, irmãos? Pedro fará isso? Até Pedro mesmo não acreditou nisso. Ele logo reagiu e disse: EU? EU? Nunca! Ainda que me seja necessário morrer contigo, de modo nenhum te negarei.

Mas todo mundo conhece a história. Mateus 26: 69-75! Pedro se escandalizou com Jesus e o negou três vezes! Por quê? Já pensaram nisso, irmãos? Por que Pedro negou Jesus três vezes?

Existem pessoas que dizem que Pedro não falava a verdade. As palavras dele não eram verdadeiras. Será? Será que Pedro não amava a Jesus? Será que Pedro não queria morrer com Jesus? Acredito que sim. Mas aconteceu alguma coisa com Pedro nessas últimas horas de grande estresse. Pedro viu algo e se escandalizou com Jesus. Acredito que Pedro estava preparado para morrer com Jesus. Para lutar com Jesus. Não foi ele quem desembainhou a espada (Mt. 26, 51)? Os discípulos queriam lutar e morrer. Mas Jesus não queria lutar. Jesus se entregou. Sem lutar. Será que Pedro entendeu isso?

Pedro se escandalizou com a “covardia” de Jesus. Ele não entendeu porque Jesus se entregou. Ele não entendeu porque Jesus não lutou. Pedro era um lutador, mas Jesus não. Pedro se escandalizou porque não conhecia esse Jesus. Não queria conhecer esse homem. Por causa disso ele o negou três vezes, enquanto ele o amou profundamente.

Parece estranho, mas foi assim: Lucas ouviu a história da boca de Pedro, e Pedro lhe tinha dito o seguinte (Lc. 22, 60-62): Enquanto eu ainda estava falando, cantou o galo. E, naquele momento, voltando-se o Senhor, fixou os olhos em mim, e me lembrei da Palavra do Senhor, como me tinha dito: Hoje, três vezes me negarás, antes de cantar o galo. Quando me lembrei dessas palavras, sai dali e chorei amargamente.

Pedro olhou nos olhos do mestre. Só isso. O mestre fixou os olhos em Pedro. Isso já foi o bastante para acordar Pedro. Um olhar, sem palavras. Isso diz alguma coisa sobre a intimidade que existia entre o Mestre e Pedro. A reação de Pedro fala também. Ele se lembrou das palavras de Jesus, saiu e chorou amargamente.

Isso faz parte do arrependimento de Pedro. Ele se lembrou da Palavra profética do Senhor que revelou claramente o pecado em sua vida: ele negou o mestre. Não uma vez, nem duas vezes, mas três vezes. Sim, até quatro vezes, porque negou também o aviso que ele tinha recebido de antemão.

Pedro descobriu a sua miséria; e ele detestou a sua atitude errada; grandes palavras, mas pouco caráter. Ele feriu o mestre três vezes. Ele traiu o mestre três vezes. Ele fugiu. Que era covarde era Pedro, não Jesus. Pedro se arrependeu profundamente. Ele sentiu isso em seu coração e por causa disso ele chorou. O choro amargo de Pedro nos mostra o seu arrependimento.

Mas isso não quer dizer que qualquer choro mostra um verdadeiro arrependimento. Isso depende do choro. Porque existem também choros que são falsos. Existem pessoas que facilmente choram. Qualquer coisa elas choram. E facilmente param de chorar. Outras pessoas choram porque sentem vergonha ou raiva. Esse não é um verdadeiro arrependimento. Quem chora por raiva, por não ter gostado do seu pecado ter sido descoberto e não querer se humilhar, ele não chora porque está realmente triste consigo mesmo, mas está com raiva, e por causa disso chora. Tal choro não indica um verdadeiro arrependimento.

Não deixem, portanto, o choro decidir se o arrependimento é verdadeiro ou não. Existem várias coisas que definem isso. Em primeiro lugar, uma pessoa de se examinar e ser capaz de definir qual é o seu pecado. Ela mesma deve dizer o que fez de errado. O culpado deve ser capaz de dizer isso; e, em segundo lugar, ela deve mostrar tristeza em relação a seu pecado; ela deve mostrar isso tanto em palavras, quanto em atos. Ela deve mostrar uma atitude humilde. Não se defendendo ou se justificando, mas simplesmente confessando o seu pecado. Esse é o único caminho para receber perdão. Salmo 32 diz: Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo dia. Porque tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado.

O nosso catecismo diz: Quantas partes há na verdadeira conversão do homem? Duas partes: a morte do velho homem e o nascimento do novo homem. A morte do velho homem quer dizer: uma profunda tristeza por causa dos pecados e a vontade de odiá-los e evitá-los cada vez mais. Prestem atenção que não se fala sobre um só pecado, mas sobre um monte de pecados. A morte do velho homem não é um só momento, não é o arrependimento por causa de um só pecado, mas essa morte do velho homem é um processo. No caso de Pedro houve um pecado específico, um momento específico, mas não foi só isso. Esse pecado foi causado por uma natureza pecaminosa. Somos pecadores desde a nossa infância. E devemos lutar contra isso até o dia da nossa morte. Essa é a nossa miséria.

A segunda parte da verdadeira conversão é a alegria sincera em Deus, por Cristo, e o forte desejo de viver conforme a vontade de Deus em todas as boas obras. A primeira parte fala sobre a nossa alegria em Cristo Jesus, porque nele encontramos a salvação: quer dizer, a remissão completa dos nossos pecados; e Deus nos renova pelo poder do Espírito Santo, que cria em nós esse desejo forte de viver conforme a vontade de Deus em todas as boas obras.

É bom observar essa segunda parte também, porque existem pessoas que se convertem, quer dizer, que mudaram a sua vida, mas você não observa essa alegria sincera em Deus, nem o forte desejo de viver conforme a vontade de Deus em todas as boas obras. Uma pessoa pode mudar a sua vida por causa da pregação de um pastor; ela pode se converter por obrigação; ela pode se converter de seus pecados a uma vida melhor; do pecado à virtude; mas isso não é uma verdadeira conversão espiritual; A verdadeira conversão é uma conversão é uma conversão a DEUS. Essa conversão não é somente uma conversão da cabeça, mas principalmente do coração. Uma pessoa começa a odiar o pecado, e começa a amar a Deus em Cristo Jesus; ela sente uma alegria profunda por causa da remissão dos pecados e sente a vontade de fazer boas obras. Outras pessoas podem observar isso. Uma pessoa reconhece a boa árvore por seus frutos. A boa árvore produz bons frutos e a má árvore não produz nada. Faz pouco tempo que já falei sobre isso: o crente preguiçoso é uma árvore má; ele deve se examinar e se converter. Porque se não o fizer, será cortada a árvore e lançada ao fogo. Cristo é bem claro quanto a isso.

Pedro se converteu. Ele pecou, mas sentiu o que fez. Ele chorou amargamente. E depois ele continuou a buscar Jesus. Pedro fugiu, mas voltou para observar a cruz; Pedro ficou em Jerusálem e estava ali, entre os irmãos, no dia da Páscoa. Chorando e cheio de tristeza, porque Jesus morreu. Ele ficou e encontrou Jesus no dia de Páscoa. Ele encontrou o mestre à tarde e à noite; ele sentiu a alegria de conhecer Jesus de novo. Ele seguiu Jesus até a Galileia.

Pedro fez isso porque amava a Jesus. Ele gostava de estar perto do dEle. Mas ainda era um homem fraco. Podemos observar isso em João 21. Ele estava à beira do mar, esperando por Jesus. E quando Jesus demora a aparecer, ele decide ir pescar de novo. Voltar a seu trabalho antigo. Pedro ainda é fraco, tem pouca fé. E os outros também, pois decidem seguir a Pedro. Nesta noite eles não pegaram nada. Mas quando voltaram à praia, Jesus estava esperando por eles e os ensinou o seu poder, por meio da pesca maravilhosa. Foi João que reconheceu o mestre. Por que João? Porque foi o discípulo a quem Jesus amou. O amor precisa de pouco para reconhecer a voz de Jesus. Quem ama Jesus reconhece a voz do mestre. Pedro amava Jesus também, mas não tanto como João e Maria Madalena. Pedro amava também, porque quando ele ouviu que era Jesus, ele logo pulou na água. Ele queria estar perto do Senhor. E quando Jesus pede por um peixe, Pedro logo se levantou para buscar. Ele queria servir a Jesus. Talvez ele não tenha dito: desculpe-me, mas ele mostrou o seu arrependimento pelas boas obras. E isso abriu o caminho para receber o perdão e a reabilitação de Pedro, porque no final Jesus chamou Pedro e lhe perguntou – três vezes! – Simão, filho de João, tu me amas, mas do que os outros? E Pedro afirmou: Sim, Jesus, tu sabes que eu te amo. Depois Jesus perguntou isso mais uma vez; e mais uma vez Pedro afirmou; e Jesus lhe perguntou uma terceira vez: e naquele momento Pedro sentiu a dor. Provavelmente sentiu a dor do seu pecado. Ele negou Jesus três vezes. Agora Jesus lhe perguntou três vezes: você me ama, Pedro? Pedro ficou triste e disse: Senhor, tu sabes tudo! Tu sabes que te amo!! Jesus sabia, sim, mas Ele queria lhe mostrar o perdão dos seus pecados. Porque cada vez Jesus lhe disse: pastoreai as minhas ovelhas!

O pescador Pedro aprendeu perto de Jesus que ele é um pecador; e o pecador Pedro aprendeu a deixar as coisas dos homens e pensar nas coisas de Deus. Ele devia conhecer e entender o caminho da cruz; Pedro recebeu a remissão dos pecados. A sua vida mudou; Ele descobriu uma nova vida; ele descobriu a alegria de conhecer Jesus. O pescador se tornou um pastor. Um pastor no serviço de Jesus Cristo. Um pastor humilde, um pastor alegre; um pastor a serviço de Jesus. Foi ele que escreveu uma carta à nós, dizendo: (1 Pe 5, 1-11).



Amém.

1 Sujeito a alterações de acordo com o contexto em que for pregado.



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