[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!


Filhos! Melhor não tê-los, já disseram... Mas como sabê-los se não tê-los! Feliz foi Machado de Assis! Ou não teria sido? Sei lá; eu sou. Digo, estou!



Baixar 2,07 Mb.
Página96/354
Encontro29.11.2019
Tamanho2,07 Mb.
1   ...   92   93   94   95   96   97   98   99   ...   354
Filhos! Melhor não tê-los, já disseram... Mas como sabê-los se não tê-los! Feliz foi Machado de Assis! Ou não teria sido? Sei lá; eu sou. Digo, estou!

Amo você meu filho! Abraços e beijos!

As prostitutas da minha rua!

Sem meias verdades para falar de tão nobres “profissionais do amor”, pois não quero aqui passar por um bajulador barato e muito menos dizer que sou simpático com elas. Muito pelo contrário, elas têm hábitos que eu não suporto. Fumam e bebem! Eca!

Todavia, sou bem mais as prostitutas do que muitas outras pessoas que me rodeiam e com as quais eu sou obrigado a conviver. Antes elas do que esses malditos “homens da lei”. Não suporto pessoas certinhas demais e nem depravadas demais. O equilíbrio sempre foi o desejado por mim, embora quase sempre eu o perca. Sou mais desequilibrado do que o inverso.

Defronte da minha casa moram algumas “mulheres de vida fácil” que nunca me desrespeitaram, mas que têm um comportamento bastante estranho. Durante o dia é difícil vê-las, mas mal começa a noite e elas se despertam para o prazer. Ligam o som e começam a cantar e a beber à espera dos fregueses que chegam trazendo bebidas e carnes pra começarem o churrasco. É sempre assim aos fins de semana. Como são alegres e felizes; não faltam festas e nem brigas.

Entre elas tem sempre uma “menina moça travestida” que se exibe com dotes femininos que muitas outras mulheres de verdade não possuem. Este “garotinho alegre” é um barato! É claro que não estou apaixonado por ele, mas é divertido vê-lo se sentindo mulher.

As minhas vizinhas mudaram aqui faz pouco tempo e isso gerou certo desconforto para os antigos moradores que não estavam acostumados com barulho até altas horas da noite e com o vai e vem de carros saindo e entrando na garagem delas. Isso é mesmo insuportável, pois em casa de “putas” ouvem-se buzinas a noite inteira. Eu odeio quando alguém buzina ao chegar em minha casa; portanto, nunca buzine seu carro ao chegar em minha casa porque não vou atendê-lo. Quem atende chamado de buzina é “puta” e eu não sou. Bata palmas, pois não tenho campainha!

Todavia, o que mais eu gosto nas prostitutas é a alegria delas que parecem estar sempre de bem com a vida. Eu não quero falar do mal que elas causam às famílias, da destruição de lares e da ruína que elas podem conduzir o homem. Elas estão ali à espera do dinheiro fácil e não obriga ninguém a ceder aos seus encantos. Cada qual sabe onde meter o seu nariz.

Eu nunca paguei pelo prazer da companhia de uma prostituta, mas confesso que sinto vontade mesmo temendo contrair uma doença sexualmente transmissível. Sinto vontade, mas meu medo é maior! Por isso, estejam certos de que não irei sair com nenhuma das minhas vizinhas e continuarei sendo o homem sério de todos os dias.

Ah! Belas e sedutoras “prostitutas”! Nada contra e nem a favor, muito pelo contrário! Vivam e deixem viver, “vendam” e recebam pelo prazer que proporcionam às suas presas indefesas! Abraço-as todas, à distância! Sejam felizes!




Compartilhe com seus amigos:
1   ...   92   93   94   95   96   97   98   99   ...   354


©psicod.org 2019
enviar mensagem

    Página principal