[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!



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Eu prefiro a Marselhesa!

É lindo ver um povo cantando de maneira entusiasmada o Hino Nacional do seu país, mas cantar simplesmente por cantar e se emocionar diante de espetáculos circenses onde falta pão, isso não é comigo não. Desde menino eu aprendi o Hino Nacional Brasileiro e sei cantá-lo até hoje sem cometer erros, pois na escola militar eu cantava todas as manhãs ao som da “furiosa”. E mesmo lá no Presídio Militar Romão Gomes em São Paulo (PMRG), nós, a “escória” da Polícia Militar do Estado de São Paulo, cantávamos todas as manhãs não por amor ou orgulho, mas por imposição do regime militar.

Eu sempre dizia que cantar o Hino Nacional Brasileiro na prisão era um castigo para nós e que todos deviam se submeter a ele sem queixas ou reclamações. Preso não é ninguém, não é gente, é marionete nas mãos dos seus opressores; preso tem mesmo que pagar pelos seus erros e o mínimo que se pode desejar é voltar para o seio da sociedade com a cabeça erguida e não mais afrontá-la cometendo seus crimes hediondos ou não. Eu não cometi crime algum, apenas “desacatei” uma suposta autoridade; um investigador de polícia, o delegado, o “Promotor de Justiça” (embaixador do demônio na terra e pretensioso demais, pois sabido que somente o JUSTO poderá promover justiça e que não há um só justo sobre a terra) e uma Juíza de Direito.

Mas aqui estou para dizer que eu prefiro cantar “La Marseillaise” ao invés do Hino Nacional Brasileiro, pois virou piada de mau gosto cantar o hino da minha “Querida Pátria Madrasta Vil” somente em ocasiões bizarras como na Copa do Mundo. O Hino Nacional Brasileiro deveria ser cantado com o mesmo entusiasmo todas as manhãs nas escolas brasileiras como era feito no meu tempo antes de adentrarmos às salas de aula. O respeito pelos nossos hinos e pelas nossas armas, pelo nosso brasão, enfim, pelos nossos educadores devia ser constante e preocupação dos nossos governantes.

Eu não quero cantar o Hino Nacional Brasileiro aos prantos nos estádios de futebol sabendo que o povo brasileiro chora à cântaros nas filas dos hospitais, nos centros de saúde dos milhares de municípios brasileiros, diante das injustiças sofridas pelas autoridades constituídas que não nos respeitam e nos agridem com seus roubos constantes e nos legando um país miserável e insuportável para se viver dignamente.

Podem me rotular do que vocês quiserem menos de parvo, tolo, idiota, medíocre e afins. Sei que uma andorinha sozinha não faz verão, mas que muitas fazem coisas bizarras nos estádios de futebol por serem imaturas, ingênuas, desprovidas de razão e etc. Poupe-me! “ALLONS ENFANTS DE LA PATRIE / LE JOUR DE GLOIRE EST ARRIVÉ ...”! ALLEZ LES BLEUS! E está dito!




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