[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!


Que você é digna do meu amor, apreço e carinho



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Que você é digna do meu amor, apreço e carinho,

Se você nada tem de rosa, mas somente espinhos?

Quem foi que lhe disse

Quem eu não sei viver sem o seu amor

E que neste inverno eu morrerei sem o seu calor?

Quem foi que lhe disse tamanha idiotice?

Quem foi?

Quem foi que lhe disse?

A Promessa!

Não é um conto fictício, mas real. Eu nunca tive vontade de possuir correntes de ouro, brincos, anéis ou similares. Sinto-me sufocado se eu colocar algo em torno do meu pescoço e qualquer corrente me dá a sensação de que eu estou sendo “enforcado” por ela; eu não me sinto bem usando joias. Todavia, eu confesso que sempre desejei comprar uma pulseira de ouro pra usar junto ao meu relógio no braço direito; nunca usei relógio no braço esquerdo como a maioria das pessoas usa.

Continuemos: a princípio até mesmo o relógio eu relutei muito a usá-lo, mas em razão da necessidade de ver os horários de trabalho e para não me atrasar com os compromissos assumidos, então foi imperativo fazer uso deste objeto que tenho usado muito pouco ultimamente. Eu não gosto de nada me prendendo; por isso sou avesso ao celular e tantas outras coisas da modernidade. Enfim, eu comprei uma pulseira de ouro no valor de, aproximadamente, 3.000 reais, na cidade de Iguape / SP onde eu estive em janeiro passado com a minha esposa na cidade praiana vizinha de Ilha Comprida. Era a pulseira dos meus sonhos; grossa e bem trabalhada; meio século para possuí-la. Valeu a pena!

Entretanto não é bem dela que eu quero falar, mas de algo que me aconteceu na manhã de hoje. Mas é preciso situar o meu leitor sobre o dia de ontem. Eu fui me encontrar com uma simpática colega professora na cidade de Marília para conhecermos uma exposição e depois almoçarmos juntos; e é claro que rolou algo mais. Estive fora de minha casa desde sete horas da manhã e retornei por volta das dezoito horas. E como de costume eu cheguei e retirei o relógio, a pulseira e a aliança e guardei no local de costume; ocorre que não fiz como de costume, ou seja, prender a aliança na pulseira e ao relógio. Coloquei os três objetos juntos na gaveta do guarda roupa e nem me dei ao luxo de ver que estavam separados.

Nesta manhã eu fui me arrumar pra sair e ao colocar o relógio e a pulseira, eu senti falta da minha aliança e não sabia o que fazer. Sentei por horas na área e fiquei imaginando se eu não havia deixado no quarto da casa da colega professora onde eu havia passado uma parte da manhã. Depois de muito pensar, cheguei à conclusão de que não havia deixado no quarto da amante em Marília, mas tinha absoluta certeza de tê-la perdido em casa. Eu tinha certeza de que eu estava com a minha aliança ao voltar dirigindo e observando-a em meu anular esquerdo. Mas eu tive que perguntar pra minha esposa se ela havia pegado a minha aliança, pois eu não sabia onde eu a tinha colocado e temia ter perdido a aliança. Ela me disse não ter pegado e eu fiquei aflito; procurei por horas e sem sucesso. Revirei tudo e nada.

Então eu prometi que se encontrasse a “bendita” aliança eu jamais iria usá-la novamente bem como nada mais de ouro; isso incluiria a pulseira que tanto custou pra eu conseguir comprar. Eu me lembrei de uma corrente de ouro que eu dei pra minha esposa e que ela perdeu na calçada de casa enquanto caminhava com o nosso netinho no colo; a tristeza dela foi imensa, mas eu lhe comprei outra. E agora eu estava aflito sem saber como explicar a ela a perda da minha aliança. Eu me vi em maus lençóis! Revirei o carro e nada! Então resolvi sair para esfriar a cabeça e na casa de uma prima minha eu lhe contei a história e sentado na área da casa dela eu refiz os meus passos da tarde de ontem.

Voltei pra casa e fui verificar na gaveta, pela décima vez ou mais; fiquei surpreso ao ver que a minha aliança estava, de tal modo, embrenhada entre dois terços meus que ali estavam e eu não consegui vê-la. Ufa! Que alívio! Ressalte-se que a promessa já havia sido feita e, doravante, não mais usarei nada de ouro e nem prata. Nenhuma joia eu irei ostentar. Darei a pulseira ao meu filho e darei a aliança à minha esposa para que faça dela o que bem desejar. Está dito e escrito!




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