[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!


Você já foi vítima de preconceito?



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Você já foi vítima de preconceito?

Eu me lembro de que já falei numa crônica anterior o que me sucedeu num restaurante onde fui almoçar com a minha esposa Cidinha e ao pedir ao garçom uma garrafa de vinho português, ele simplesmente argumentou que aquele vinho era três vezes mais caro que o valor do almoço por pessoa. Então eu perguntei a ele se o vinho estava à venda ou era simplesmente de exposição e ele gentilmente respondeu que estava à venda. Então pedi que me trouxesse; ele resistiu em me vender e eu pedi a ele que chamasse o gerente e tudo foi resolvido. Almoçamos pela simples bagatela de pouco mais de duzentos reais. E prometi a mim mesmo de nunca mais voltar naquele restaurante!

Mas falemos de outra situação, pois eu fui a uma joalheria com a Cidinha para comprar a ela um objeto de ouro e observamos várias correntes lindas e eu me apaixonei por uma entrelaçada e grossa com um coração como pingente que segunda a vendedora era vendido separadamente e ambos totalizavam cinco mil e oitocentos reais para o espanto da Cidinha. Mas deixei que a minha esposa decidisse e ela disse ter gostado de uma corrente mais fina com um pingente de Nossa Senhora.

Perguntei o preço da joia escolhida pela Cidinha e a vendedora disse custar apenas uns mil reais e oitocentos, incluso o pingente. A Cidinha optou por esta joia, contra o meu desejo, pois achei que a outra lhe cairia melhor por ser mais imponente. A linda jovem da joalheria então perguntou com qual iríamos ficar (vocês perceberam que nas joalherias somente trabalham moças lindas e cheirosas?); então eu disse que ficaríamos com as duas e a Cidinha levou um enorme susto dizendo ser caro demais. Eu retruquei dizendo que não achava tão caro e que levaríamos as duas. A moça se espantou e pareceu não acreditar no que eu dizia; ordenei que colocasse nas caixinhas e ela o fez com receio.

Gentilmente me perguntou como eu desejaria pagar, se iria dividir no cartão, pois ali não aceitavam cheques. Eu disse que não fazia uso de cartões e menos ainda de talão de cheques. E como o senhor vai pagar? Perguntou a linda jovem! Senti vontade de rir e sorri perguntando: “como se costuma pagar aqui”? É dessa forma que eu vou pagar! Ela disse que geralmente as pessoas usam cartão de crédito ou débito em parcelas.

Diante das palavras dela eu perguntei o valor total da compra, retirei o pacote com dez mil reais em dinheiro e efetuei o pagamento à vista para surpresa dela que me olhava com desconfiança e também para a Cidinha. Achei que ela fosse chamar a polícia. Ri da carinha de espanto dela; agradeci e saí de braços dados com a minha esposa Cidinha! E está dito!



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