[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!


Eu, o poeta e o cronista!



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Eu, o poeta e o cronista!

Sou muito mais do que somente estes que me habitam, contudo meu nome não é “legião”; sou um amontoado de “eus” dentro de mim que, às vezes, nem mesmo eu me reconheço. Entretanto, nenhum dos “eus” que habitam este templo sagrado do meu corpo é mau caráter ou impiedoso, eles apenas são diferentes e cada qual tem sua própria liberdade de ocupar o seu espaço dentro deste corpo.

Respeitar o templo sagrado que é o meu corpo é imperativo para todos, mas aqui não há o cerceamento da liberdade individual e menos ainda da expressão de cada um deles. A democracia impera neste corpo recheado de “eus” que estão sempre em harmonia entre si e que nem sempre é compreendido pelos seus leitores do “sexo frágil”; já os “poetas meninos” são mais complacentes com os delírios de tantos “eus” num só poeta e cronista.

Eu, homem, sou como qualquer cidadão comum e conduz a vida como ela deve ser conduzida no seu dia a dia. Nada me difere de um cidadão comum que sabe dar a “césar o que é de césar”. Portanto, levo uma vida comum e bastante saudável ao lado da minha esposa Cidinha há vinte e sete anos na mais perfeita harmonia e ela não desconhece os “eus” que me habitam e até se divertem com eles. Por vezes, ela teme o comportamento de um “eu” mais imbecil que habita o meu ser e que não gosta de ser menosprezado e ser vitimado pelo preconceito da sociedade. Este “eu” é implacável contra injustiças e não teme nada e ninguém quando “possuído” e a sua verdade passa a valer mais que a sua própria vida.

Já o poeta é medíocre e escreve versos de má qualidade e que impressiona poucas das suas flores. Mas, poetar é imperativo para este “escrevinhador” de versos brancos e livres. Desde menino ele habita em mim e não posso expulsá-lo sem razão aparente porque ele ensinou-me as primeiras palavras e arriscou-se a escrever os primeiros versos. É um pândego!

O cronista é mais “besta fera” e se envolve em assuntos, muitas vezes, polêmicos e tem agradado um pouco mais os seus leitores com experiências de vida retratadas de maneira sutil e bem humorada. O cronista é avesso ao regime ditatorial e não comunga com ideias de repressão e submissão. O cronista vê o mundo com os olhos de um vitimado pelas injustiças sociais desde a sua mais tenra idade e a revolta é latente em suas crônicas bem humoradas, mas que alfinetam sem piedade quem quer que seja. Isso lhe rendeu inimizades não somente aqui, mas na cidade onde mora por ter saído em defesa dos menos privilegiados e fizeram uso de algumas de suas crônicas que foram recomendadas no facebook. Este cronista “odeia” facebook por achar um canto de extremo mau gosto e cheio de fofocas desinteressantes. “Amigos de facebook?”; nem de graça! Prefiro “amigos” reais com os quais eu possa realmente contar com eles e vice-versa! E está dito!




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