[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!



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Pobres “ricos” malditos!

Esta crônica que me foi inspirada a partir de um comentário de uma colega leitora também serve para todos os “metidos a rico”. É muito fácil dizer que “dinheiro não traz felicidade” quando se tem dinheiro; aliás, este discurso não é para miseráveis, mas sim para quem tem o privilégio de ter o dinheiro em abundância e constatar de que ele realmente não traz felicidade, não compra e não encomenda e nem manda buscá-la. Eu conquistei algumas moedas com muito trabalho honesto e esforço, mas agora eu realmente entendi que grana não é tudo e nem nunca foi e não traz felicidade; nem por isso eu vou jogar as minhas moedinhas na lata de lixo.

Eu passo constantemente diante de um prédio chique e imponente cujo nome homenageia um falecido homem “rico” e conhecido meu bem mais novo do que eu e já está morto há muito tempo. Também tem uma rodovia de acesso a Paraguaçu Paulista / SP que leva o nome dele; eu fui “cassaco de engenho” na Usina Maracaí que lhe pertenceu e eu me lembro, muito bem, de que ele andava sempre assediado pelos seus incontáveis “borra-botas”. A sua grana não o impediu de morrer precocemente de um câncer incurável, mesmo fazendo exames com frequência em renomados hospitais dos Estados Unidos e da Europa!

Os “ricos” são pessoas que vivem no mundo de “Bob” ou são originários de outros planetas. É bastante plausível aceitar certas argumentações de pessoas abastadas e privilegiadas neste mundo cruel, mas têm sandices que são inadmissíveis. A colega que me inspirou esta crônica deve ser bastante “rica” ou uma pretensa “rica” com um discurso lindo e maravilhoso que não se aplica à realidade da maioria dos brasileiros e, quiçá, dos habitantes do planeta. Ela afirmou o seguinte em seu comentário: “gente bem asseada faz uso de ducha” em virtude de eu ter afirmado que faço uso de papel higiênico (antes da ducha) e que têm pessoas que são tão importantes pra mim quanto ao papel que eu faço uso; mas depois de usado.

Nossa! Eu considero estupidez achar que todos podem ter o mesmo privilégio de poucos; o ideal seria que sim. Todavia, infelizmente, o mendigo que bateu à minha porta estes dias não deve ter nem o que comer e muito menos o que “cagar” para depois lavar o seu orifício responsável pela sua “cagada” fazendo uso de “ducha”. Eu acredito que ele não tenha nem mesmo o papel “neve” do qual eu faço uso. A propósito, eu me lembrei de uma coleguinha metida à besta e boia fria como eu que um dia foi “cagar” no mato e limpou o seu “rabicó” com folhas de urtiga. Pobre coitada! Até hoje eu rio muito dela!

Rico” dá conselho que ele sabe que o “pobre” não vai conseguir realizar. A minha nutricionista do SUS elencou a minha receita diária de frutas e vitaminas; em seguida entraram várias pessoas mais humildes para serem atendidas por ela e que eu sei que não terão as mínimas condições de comprar sequer o pão integral.

Logo, eu me pergunto se a empregada da nobre colega poetisa tem a mesma mesa farta dela e se a sua nobre “secretária do lar” também pode fazer uso da ducha da patroa durante o seu turno de trabalho. É claro que não. “Ricos” de verdade são, geralmente, estúpidos, mesquinhos, miseráveis, mãos de vaca, imediatistas, individualistas, egoístas, arrogantes, prepotentes e etc. Por favor, não coloque em seu comentário a (in) feliz frase “NÃO GENERALIZE”, pois eu detesto ler e ouvir esta abominável frase. É melhor eu não me estender, mas eu ficaria por horas a desfiar este rosário de incontáveis contas que enumeram a insensatez de pessoas que veem o mundo a partir da linha do seu horizonte e da altura do seu próprio umbigo. Eca! Eu vomito pessoas assim! Falei e pronto!




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