[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!


O “sermão” da minha esposa!



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O “sermão” da minha esposa!

E de repente, não mais que de repente, eu fui chamado “às falas” por minha amantíssima esposa. É fato que eu me surpreendi, pois ela sempre foi muito calada e quase não temos muito que dizer um ao outro, exceto acerca dos problemas do cotidiano. Mas desta feita eu senti que algo não me cheirava bem e que coisa boa não deveria ser em razão do modo como ela me fitava os olhos. Todavia, eu me posicionei de modo a não demonstrar que temia ouvir o conteúdo da sua fala.

Calma e friamente ela começou me tecendo elogios, muitos até imerecidos, mas não tardou a começar a me “alfinetar” com suas infundadas desconfianças; seriam mesmo “infundadas”? Ela me disse que qualquer domingo desses irá ao baile em Assis para ver se eu realmente vou aos bailes da terceira idade conforme eu costumo lhe dizer em quase todos os derradeiros domingos de cada mês. Não vou desde o último domingo de fevereiro porque ela contraiu dengue e eu fiquei ao lado dela o tempo todo. Eu sou um bom marido e por isso gozo o privilégio de estar com a minha esposa quase 29 anos; em agosto completamos.

E ela continuou me bombardeando com perguntas e insinuações de “infidelidade”. E num dado momento ela disse “ter certeza” de que eu sou um bom marido e excelente pai na mesma proporção que sou infiel. Nossa! Acariciou-me com as mãos e me “socou os dois pés no meu traseiro gordo”! Ela disse que não tinha como me impedir de não ser como eu sempre fui (e continuo sendo), mas que não hesitaria em cometer atos de insanidade contra mim caso eu lhe presenteie com uma doença sexualmente transmissível. Eu argumentei dizendo-lhe que nem mesmo eu contraí quaisquer doenças venéreas na minha juventude e até então, por isso a desconfiança dela não era procedente e totalmente descabida.

Entretanto ela voltou a insistir na mesma tecla dizendo-me coisas bem declaradas e com endereço certo. Eu comecei a desconfiar que alguma menina mulher mal amada tenha ligado em minha casa, (18) 3324 - 6664, e dito a ela alguma coisa a meu respeito. Malditas “línguas de trapo” e lavadeiras! A minha esposa finalizou dizendo-me que não deseja nem imaginar que eu possa ter uma “amante” e menos ainda que eu não pense minimamente nela caso eu tenha uma amante às escondidas. “Respeito é bom e eu gosto tanto quanto gosto da minha saúde e de você”; disse-me ela em tom bastante ameaçador. Senti muito mais medo dela do que dos muitos párias com os quais eu convivi e enfrentei cara a cara! Ainda estou tremendo de medo e de vergonha e até acho que vou mudar o meu comportamento enquanto é cedo! Ufa! Foi por pouco!




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