[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!


Enquanto isso, eu vou ao banheiro



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Enquanto isso, eu vou ao banheiro...

Eu não gosto de pessoas que não respeitam os outros; se você gosta, meu fiel leitor, o problema é todo seu. E eu digo isso porque têm pessoas que gostam de fazer os outros de otário, de besta, de "mané"; eu já fui feito de otário por dezenas de vezes, mas agora eu não admito que me façam mais, pois eu não admito que roubem o meu precioso tempo por nada. Eu volto a plagiar Machado de Assis dizendo que “também eu servi de agulha para muita linha ordinária”. Basta!

Semana passada eu recebi um telefonema de uma ex-aluna me dizendo que uma “amiga” dela (detesto fazer uso da palavra amigo (a) ou ver alguém fazendo uso sem saber o que está dizendo, pois quem tem o privilégio de ter um amigo, tem um tesouro inestimável), precisava de mim para eu revisar um trabalho acadêmico dela. E como eu já fiz vários trabalhos para esta colega que me ligou, eu não consegui dizer não a um pedido dela que me indicou para esta sua “amiga”.

Pra quem não sabe, eu sou Professor de Línguas Portuguesa, Francesa e Italiana, Revisor de TCCs , Monografias, Dissertações de Mestrado, Teses de Doutorado e afins. Todavia, eu deixei de realizar este trabalho em meados de dezembro do ano passado e jurei não mais fazê-lo por eu estar cansado e não mais precisar me desgastar tanto com isso. Mas acabei cedendo e fui ao encontro desta jovem senhora universitária que também me ligou tão logo foi possível e marcou dia e hora para que pudéssemos combinar valores e prazo de entrega da revisão da sua Dissertação.

Na noite combinada eu fui a Assis, no restaurante Costela, e aguardei pela simpática jovem universitária que chegou com meia hora de atraso; às 20 horas. Eu detesto atrasos, pois considero um grande desrespeito e o meu tempo é tão precioso quanto o tempo daquele mendigo que eu avistei na estrada quando fui ao encontro dela, tanto quanto o tempo do Papa, do Barack Obama e etc. O seu tempo não é mais e nem menos precioso do que o meu, caro leitor. Ela chegou esbaforida e me pedindo desculpas; mal sabia ela que por mais um minuto não mais me encontraria ali, pois eu estava me levantando para ir embora quando a “infeliz” chegou.

Ela me teceu elogios dizendo que a sua "amiga" havia falado muito bem de mim e aí então eu lhe perguntei se ela havia dito que eu era um chato com a questão de horários e compromissos; ela acenou com a cabeça que sim. Entretanto, nos próximos trinta minutos o maldito telefone celular dela tocou por quatro vezes e nós ainda não tínhamos nem começado a conversa; eu detesto telefone celular e nunca tive, não tenho e jamais terei. Ela sempre se desculpava e pedia licença para atender ao telefone. Pela quarta vez, já às 20h30, ela solicitou licença novamente para atender outra chamada e eu tranquila, educada e gentilmente lhe disse: “enquanto isso eu vou ao banheiro” e não mais retornei àquela mesa. Nunca mais vi aquela linda, estúpida e mal educada universitária. Será que ela ainda espera por mim? Eu sou assim; não tolero desrespeito!




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