[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!



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A minha Psicóloga!

Limito-me a dizer como ela é e não falar da vida dela, mesmo porque isso não me foi confiado por ela já que a nossa relação foi estritamente profissional. Digo que se eu tivesse mais algumas sessões eu sairia dali enlouquecido de paixão por ela, pois a “menina” é linda por demais e o seu modo de falar e me olhar era insinuante e o “besta quadrado aqui” achou que ela estava me dando bola. Ainda bem que eu não me atrevi a dizer “asneiras” porque quando somos jovens cometemos deslizes, mas quando velhos são idiotices mesmo.

Ao término das sessões combinadas entre nós eu me senti desamparado e até “infeliz” por não saber quando voltarei a vê-la. Senti-me enciumado quando ela me confidenciou ser casada; jamais imaginava isso de tão linda e jovem psicóloga. Findado o nosso último encontro eu pedi a ela um abraço que não me foi negado e aí eu pude sentir o cheiro bom que exalava dela. Marido feliz deve ser o dela. Por que a mulher do outro é sempre mais cheirosa e agradável do que a nossa?

Ela indicou-me o caminho a seguir na reconstrução do relacionamento com o meu filho “doente gastador compulsivo” e a nora também. Deu-me três importantes passos a seguir que não desviarei do caminho indicado por ela. Achei de extrema sapiência a DEVOLUTIVA dela em relação aos meus anseios e necessidades de controlar o meu desatino em razão das dívidas contraídas pelo meu filho.

Lembrei-me de um falecido conhecido que para não ver o filho ser morto por causa de dívidas monstruosas que contraiu, teve que vender a sua casa para livrar o filho da morte certeira num prazo estipulado de vinte e quatro horas. E o credor foi enfático ao afirmar que mataria mesmo sem piedade e o pai desesperado não teve alternativa. Depois reconquistou outro imóvel.

Foram três passos: o primeiro é não dar sequer uma moeda, o segundo é respeitar as vontades dele e não retirá-lo do abismo em que se meteu e deixá-lo sair sozinho já que eu o retirei por três vezes e então ele se acostumou. E por último é amá-lo intensamente sem confundir amor com fraqueza. Devo ter pulso firme e assumir uma atitude de pai e agir com a razão e não agir como mãe e “passar a mão na cabeça dele”. Devo dizer “não” para que ele aprenda a não ser escravizado pela “compulsividade” pela compra sem meios para pagá-las. Devo agir com amor forte e firme de pai e não me culpar pelas acusações dele ou de minha esposa. Ele precisa aprender a conviver com os “nãos” que a vida vai lhe condicionar em variados momentos da existência dele! E assim o farei! E está dito!



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