[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!


O amor desconhece fronteiras!



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O amor desconhece fronteiras!

Passo a narrar-lhes, meus caros leitores, uma história verídica do meu tempo de universitário que muito me custou a acreditar, mas eu vi tudo isso se passar diante dos meus olhos que a terra há de comer um dia; mas não tão já porque ainda sou jovem e que a terra espere por mais uns vinte anos ou mais.

Era o ano de 1993 e apareceu na faculdade uma linda faxineira que havia passado no último concurso realizado para a função de serviços gerais daquela Instituição de Ensino de renome no Estado de São Paulo e que ainda é uma das melhores faculdades do país entre outras. Não havia quem não passasse por ela sem notá-la e desejá-la pelos seus dotes, encanto físico, pela sua humildade, simpatia, beleza única e pelas demais qualidades e atributos que lhe foram concedidos gratuitamente por Deus.

Eu mesmo não me cansava de vê-la varrendo os corredores da faculdade e ficava boquiaberto diante de tanta formosura; era a minha cinderela varrendo o chão daquele prédio imenso onde habitava o conhecimento que eu tanto perseguia. Confesso que muitas vezes, no banheiro, era impossível não pensar nela. Todavia, ela era uma mulher pequena, mas com os cabelos “mais negros dos que os das asas da graúna”. Era simplesmente admirável e fantástica.

Eis que o olhar de um Professor Doutor e Chefe de Departamento daquela faculdade cruzou o olhar desta delícia de faxineira. Foi amor à primeira vista entre ambos, para a minha decepção e de muitos outros, e para as inevitáveis “fofocas” entre os pares do referido Professor Doutor. Ele aparentava ter entre quarenta e cinquenta anos, bem afeiçoado, e ela bem mais jovem aparentava ter entre vinte e cinco e trinta anos e não mais.

Ambos se apaixonaram e não demorou muito para marcarem o casamento e assim aconteceu sob a condição dela de não deixar seu humilde trabalho de faxineira; ele aceitou. E sempre que ambos chegavam juntos ou separados (porque ela tinha que chegar mais cedo e até vinha de circular ou coletivo), ele sempre a beijava carinhosamente no rosto e se dirigia à sua sala e ela para o seu ambiente de trabalho. Nunca vi nada mais lindo; o amor transpondo fronteiras que a sociedade discrimina sem piedade ou pudor.

Não sei por onde eles andam, mas sei que são felizes e ele deve ter se aposentado; ela eu não sei. Comigo não foi diferente, apesar de ter conhecido a pobreza durante quase toda a minha vida e visto a cara da morte por falta de pão para comer, a minha Cidinha que foi empregada doméstica em minha casa quando eu fazia escola militar e ainda não cursava faculdade, também se tornou a patroa e esposa minha que tanto amo. E está dito!




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