[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!


Verdes e lindos de “menina mulher”



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Verdes e lindos de “menina mulher”

Que este homem tanto quer!

E finalizei dizendo; “Amo você”;

E implorei que ela dissesse o mesmo,

E fui compensado com a mesma frase: “sim, Amo Você”!

Conversas do cárcere!

Eram tantas as conversas que eu as relatei nos meus primeiros cinquenta e um textos aqui desta página e depois presenteei o meu leitor com um e-livro cujo título é: “A prisão é um Câncer na Alma”. Mas desta feita não vou falar das atrocidades cometidas por militares e sim de algo mais curioso que é a maldita “lavagem cerebral” que é feita na cabeça destes infelizes seres humanos que ingressam na carreira militar. Isso me incluía!

Na escola militar os “superiores” (e o pior é que eles se acham mesmo superiores), incutem na cabecinha do jovem militar que ele é superior ao tempo e a toda e qualquer intempérie, ou seja, o militar não sente frio, nem sede, nem calor, nem fome, nem vontade de ir ao banheiro e etc. Inacreditável, mas tinham “idiotas” que acreditavam cegamente nestas asneiras. Eu nunca acreditei; eu sempre fui a “ovelha negra da família” e por isso me disseram insubordinado e “esquizofrêncio paranoide”; os demais eram “normais”.

Perdoa-me, meu caro leitor, mas quando eu escrevo sobre militares eu sinto vontades estranhas e agora eu me desabei em risos, mas também já chorei. Eu quando vejo um homem militarizado eu sinto vontade de vomitar! E não sei o que é que eu fui fazer entre seres tão pequenos, mas que se achavam mesmo “superiores”. Pior ainda é que a maioria quando se aposentam, enlouquecem; eu ainda não enlouqueci!

Na prisão eu costumava conversar com os militares mais “inteligentes” e, por vezes, me taxavam de “lambe-botas” de oficiais (aqueles que dizem ter sangue azul porque fizeram a Academia do Barro Branco), mas o fato é que eles eram mesmo mais instruídos que a maioria imbecilizada que ali estava reclusa e aí eu não me incluo.

Estando lá eu conheci vários oficiais que por lá passavam meteoricamente, pois oficiais não ficam presos por muito tempo em virtude do corporativismo entre eles; “praças” só se danam e eu me danei; era cabo! Mas eu tive o privilégio de conhecer o Coronel Consani Júnior que foi preso por estar envolvido num esquema de prostituição de menores e lavagem de dinheiro juntamente com um político chamado “Paulinho da Força Sindical”. E com este coronel eu fiz “amizade” e levava frutas (escondido) pra ele, pois o dito cujo se recusava a comer a comida dos oficiais do presídio; caramba, a comida era muito boa.

E um dia conversando com ele, às escondidas, (porque era proibido ao subordinado conversar com oficiais superiores), ele me confidenciou ter se sentido traído pelos que ele julgava serem seus “amigos” e então assim me definiu os três tipos de “amigos” que todos nós temos: “temos os amigos que nos invejam, os amigos que querem arrancar algo de nós e os amigos que realmente nos odeiam”! Até hoje eu me lembro das sábias e pessimistas palavras deste coronel que dizia gostar muito de falar comigo! E está dito!




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