[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!


Às margens da Rodovia eu sentei e chorei



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Às margens da Rodovia eu sentei e chorei...

Este “covarde” que habita em mim não teve a coragem necessária para pôr fim à sua própria vida insignificante aos seus próprios olhos e aos lindos e verdes olhos daquela ingrata que me feriu com seus ardis. Não suporto mais viver chorando pelos cantos da casa e ter que dar explicações pelos rios de lágrimas que tomam conta da minha sala, copa, cozinha, área e quintal e coração.

Foram horas que eu fiquei ali sentado, chorando com o carro ao lado e aquela vontade de invadir a pista contrária da Rodovia Raposo Tavares aqui onde a pista dupla se finda e começa a pista simples que será duplicada em breve; aqui próximo do km 476 eu sentei e chorei por não ter tido a capacidade de pôr fim aos meus sofrimentos imputados por ela ao me desprezar sem motivos aparentemente fortes e convincentes a mim.

Este “covarde” que habita o meu ser não teve coragem de se lançar contra inúmeras carretas que passavam num ponto crucial da rodovia e no qual eu não teria a mínima chance de aqui estar escrevendo estas linhas insalubres desta vida madrasta que eu tenho levado nestes meus derradeiros dias de muita tristeza e solidão. Ela não me compreende e finge que sou insensível tanto quanto ela; seus lindos olhos verdes não conseguem ver de tão longe a vermelhidão dos meus negros olhos a contemplar os dela diuturnamente e por isso é incapaz de sentir o que eu sinto por ela.

Nunca chorei tanto pela ingratidão de uma mulher como agora choro e com a sensação ridícula de não ter tido sucesso nem para “saltar fora da ponte e da vida” (João Cabral de Melo Neto). Eu me sinto o pior dos homens tendo que voltar aqui e dizer ao meu leitor que eu não fui homem suficiente para dar cabo da minha própria vida. Eu não sou mais digno de ser chamado “homem”! Eu sou a vergonha do sexo masculino!

Jamais amei com tamanha intensidade uma linda mulher que não soube ver em mim virtudes e que me condenou por um ato insano que ela mesma me provocou a fazê-lo. Poderia ter me dito logo no início que não estava de acordo com o meu comportamento, mas preferiu oferecer-me uma corda para que eu me enforcasse. Recusei a corda; quis uma morte menos traumática e nem esta eu consegui levar adiante.

Considero-me morto, embora eu esteja vivo, pois não tenho mais ânimo para escrever belas palavras de amor a ela. Sinto que ela rejeita o meu modo de amá-la e que nunca vai perdoar a minha fraqueza humana como se ela nunca tivesse cometido um erro em sua linda vida de linda mulher de verdes olhos que sempre me fascinaram. Amo você e, talvez, por isso este “imbecil” que lhe ama tenha sido mais forte que o “covarde” que habita em mim e o tenha impedido de cometer o suicídio! E está dito!



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