[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!


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Obs: Em "Sampa", na casa de Madeleine e Marianne; enquanto minhas "flores" descansam!

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Aquela casa!

Aquela casa é triste! Aquela casa não sabe “sorrir” me disse Madeleine quando esteve em minha casa e hoje ela voltou a falar daquela casa defronte à minha onde moram três pessoas, sendo mãe e seu casal de filhos bem crescidos, porém solteiros como a mãe que optou por uma produção independente, sendo ambos do mesmo pai que nunca esteve presente. São de nobre descendência, de origem germânica, com sobrenomes bonitos, mas são tão tristes e amargos como aquela casa. Se é que me entendem!

A mãe passa dos sessenta anos, disso estou certo, porque era amiga da minha irmã mais velha e a filha dela é mais nova do que eu, porém tem mais de quarenta anos e o rapaz está entre os trinta e cinco e quarenta anos de idade. Nenhum deles teve um namorado (a) que eu pudesse ver, excetuando a mãe que teve no mínimo dois, pois o segundo eu conheci muito bem e nunca vi as “fuças” do primeiro.

Mas falemos da casa e não dos seus personagens bizarros que não permitem que a casa possa “sorrir” para quem passa na rua. As janelas da frente nunca foram totalmente abertas, exceto uma que fica à minha direita que permanece aberta menos de dez centímetros para que os seus moradores possam observar, às escondidas, quem pela rua passa; a janela da esquerda eu nunca vi aberta nestes meus cinquenta anos de existência e certamente vou morrer sem ver o “sorriso” desta casa.

No início eu disse “aquela casa” porque foi assim que a ela se referiu Madeleine, mas agora eu a aproximei de mim porque é como se eu estivesse lá na minha varanda a observar a casa que não sabe “sorrir”. Seus moradores também não sabem sorrir e não cuidam bem dela; nenhuma reforma, nenhuma pintura, sem muros, mas algumas lindas rosas que todos cobiçam e pedem mudas que são negadas para a maioria, exceto se quem pedir for do agrado da família “Adams”, preferencialmente, pessoas “ricas”. Este apelido é por minha conta, pois eles são esquisitos demais e têm hábitos pouco convencionais.

A filha namoradeira age como a mãe, sempre às escuras e seus encontros “pecaminosos” não são aqui, mas na cidade vizinha. O rapaz tem “trejeitos psicóticos” e vive se escondendo atrás da casa e observa quem pela rua passa de soslaio e ele não atende ao telefone residencial de maneira alguma e também tem sua “amante proibida” que é casada e que sua mãe não nutre simpatia alguma por ela; até já andaram se pegando pelos cabelos em praça pública.

Mas o pior de tudo isso é não permitir que a casa deles possa “sorrir”. Que tesouro há escondido no interior desta casa fétida e mal cuidada pelos seus moradores? Por que não abrem a janela para que o ar possa penetrar dentro desta pobre residência? É triste olhar para esta casa triste sem receber dela um “sorriso” amigo. Eu não sabia que as casas sorriam; Madeleine me ensinou isso dizendo que as janelas abertas de uma casa denotam felicidade. Uma casa com janelas fechadas diuturnamente é muito triste. E está dito!




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