[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!



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Amor e ódio!

Assim como o bem e o mal, estes dois impostores andam de mãos dadas como já disse Gibran. Há uma linha muito tênue entre bem e mal e amor e ódio; por isso não devemos criar expectativas jamais em relação ao ser humano que são estas dualidades diuturnamente. Quem ontem lhe beijou a face poderá cuspir nela, mal rompe a manhã. Esteja certo de que você não é e nunca será unanimidade e se, porventura, for é melhor desconfiar porque é sabido que "toda unanimidade é burra". E que a voz do povo nunca foi e jamais será a voz de Deus.

Viver é estar constantemente nas mãos destes vilões; bem e mal, amor e ódio. Não podemos ser somente um e não ser o outro. Eu amo e também odeio, muito embora eu deteste fazer uso do verbo odiar porque bem sei que o ódio, a raiva, o rancor são venenos que bebemos e que não causam mal aos nossos desafetos, mas somente a nós mesmos. Odiar alguém ou o mundo é como beber cicuta. E “amar uma mulher é odiar o mundo” (Nietzsche); por isso não me limito a amar tão somente uma e que me rotulem como quiserem.

Ainda ontem, aquela linda menina mulher era só ternura e meiguice. Hoje ela é página virada e a vida continua e isso me faz lembrar os sábios dizeres: “ninguém é insubstituível, pois os cemitérios estão cheios de pessoas que se julgavam insubstituíveis e a vida continua”. Portanto, você é tão importante para mim na mesma proporção que eu sou para você; nem mais e nem menos. Aquela simpática senhora que eu tive com ela um lindo sonho nesta noite derradeira me é importante porque ela sempre se lembra de mim e quando não mais se lembrar de mim, eu a terei na lembrança porque eu a amo muito. Não me importa se ela me “cozinha em fogo baixo”, mas o que mais me importa é o meu nobre sentimento em relação a ela. O meu amor é bastante para nós dois.

É pretensão demais achar que as pessoas nos amam ou que poderão nos amar; eu prefiro amar e não imaginar-me amado. É muito mais feliz quem dá do que aquele que recebe; dar é privilégio de poucos. Só pode dar aquele que possui e se você não possui amor próprio, jamais poderá dar o que não possui. Isso é fato. Se a vida fosse lógica, excetuando a única certeza de todos que é a morte corporal, não haveria tantos desencontros em todos os sentidos. Por isso concito-lhes a tratarem “desigualmente” estes impostores bem e mal, amor e ódio. Faça o bem, afaste-se do mal; ame e não odeie. Todavia, não espere a reciprocidade. E está dito!




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