[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!


Desde que eu te plantei no solo sagrado



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Desde que eu te plantei no solo sagrado;

Tu jamais serás uma flor preterida,

Porque tu és a “flor morena” que muito tenho amado!

  


 

 

 



Viajar é preciso!

Estou de malas prontas para ir ao encontro das minhas “Flores de Lyon” que me esperam em São Paulo, se possível, para o almoço. Quinhentos quilômetros nos separam, mas o prazer desta viagem é inenarrável e a ansiedade nunca foi tão grande porque uma surpresa maravilhosa espera por mim; será menina ou menino?

Eu disse que seria uma linda francesinha, mas Madeleine demonstrou sua preferência por um menino e ainda ontem me ligou feliz e sorridente dizendo saber antes de mim o sexo do nosso bebê. Torturou-me sem piedade e se recusou a me dizer ao telefone, prometendo falar-me pessoalmente e me mostrar o vídeo do ultrassom em sua casa na presença dos seus pais e somente dia quinze quando ela completará seus trinta aninhos verdes.

Excêntrica, nacionalista e vaidosa como todos os franceses, ela quer viajar em meados de março de dois mil e catorze para a cidade natal dela na França onde pretende ter o nosso bebê (menino ou menina?). Concordei com a opção dela, já que quem carrega no ventre a criança é ela e os desejos de Madeleine serão sempre “ordens” para mim que a quero muito bem. Ela é uma linda “lyonnaise” e não abre mão de que a nossa criança nasça em Lyon, exatamente no local onde ela nasceu. Parece-me que a maternidade francesa em Lyon pertence a seus familiares próximos. É uma geração de médicos, principalmente de Ginecologistas e Pediatras como ela; excetuando seus pais que são Diplomatas, digo, assessores da Diplomacia Francesa a serviço da França em vários países e não somente no Brasil! Eles acabaram de chegar da Jordânia!

Atender os caprichos de Madeleine é um prazer imenso, pois ela é encantadora e nem dá para descrevê-la em tão poucas linhas de uma crônica tão simples como esta. A ansiedade me consome e as horas demoram a passar, pois pretendo sair de viagem antes das seis ou sete da manhã para chegar no horário prometido. Distanciarei deste recanto e vou buscar o acalanto nos braços de Madeleine e sentir seu ventre que se avoluma cada dia mais. É a mulher grávida mais linda que eu já vi com seus olhinhos azuis lindos e sedutores.

Serão sete dias ao lado dela (sept jours d’amour), que eu quero viver intensamente, proporcionando a ela o contentamento que dela receberei. Somos dois amantes incomparáveis, pois nunca vivi uma situação tão inimaginável numa época que estou amadurecido o suficiente para novamente ser pai de uma criança com uma jovem bem mais jovem do que eu; apenas trinta aninhos ela completará no domingo, dia quinze de setembro e eu acabei de completar cinquenta anos dia cinco passado. O meu presente eu já comprei e espero que ela goste, embora ela tenha dezenas deles, mas nenhum igual ao que lhe darei. Todavia, o meu maior presente é estar presente ao lado da minha amada francesinha Madeleine. E está dito!




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