[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!



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AMADO RECANTISTA

RECEBA DA SUA AMIGA, DESEJOS DE

BEIJOS RESPEITOSOS

AMOR FRATERNO

RIOS DE ÁGUA CRISTALINA

BENÇÃOS DIVINAS

ORVALHO DA MANHÃ

SAÚDE

AMIZADES! 

II

Grato por tuas felicitações

Por este meu meio século de existência;

O dia presenteou-me radiante de brilho

E os meus negros olhos os teus refletiram;

Sim, Deus me sorriu e todos à minha volta viram!

Sou criatura divina amada incondicionalmente

E por isso eu ganhei cinquenta anos de presente;

Sou homem, pai, marido, avô e boa gente!

Recebo com gratidão

Tudo o que tu me desejas de coração;

Teus respeitosos beijos,

Teu amor fraterno,

Bênçãos a mim dirigidas,

O orvalho da manhã,

Saúde e tua amizade; meu talismã!

Nós: Gicélia & Eu!

Três preciosos abraços!

Ao completar meus lindos cinquenta anos de vida eu tive como melhor e maior presente três preciosos e afetuosos abraços que me deixaram extremamente feliz. O primeiro deles nem parecia ter sido em sonho de tão real que eu o senti, pois sonhei com minha mãe na madrugada de cinco de setembro, dia do meu aniversário, e ela que já virou "estrela" desde dois mil e seis fez questão de me dar o primeiro abraço carinhoso de mãe.

Sonhei que chegava defronte às minhas casas, recém-reformadas e uma ao lado da outra, e ao passar defronte de uma delas avistei minha falecida mãe à janela toda sorridente e eu lhe perguntei se ela tinha gostado da reforma feita. Ela sorriu acenando que sim e veio ao meu encontro até o portão da casa ao lado da que eu moro e me abraçou fortemente. Eu pude sentir o cheiro dela e tive a sensação de realidade daquele abraço materno tão carinhoso, e um lindo cachorrinho brincava mordendo a barra da minha calça; desviando assim o meu olhar dos olhos da minha querida “estrela”.

De imediato eu acordei e dos meus olhos verteram lágrimas de saudades. Eram quase cinco horas da madrugada, pois eu me levantei ainda “assustado” fui ao banheiro do meu quarto e em seguida me dirigi à cozinha e no relógio que foi presente do meu sogro, que também já virou “estrela”, eu pude ver as horas.

Não mais dormi e fui terminar uns trabalhos no meu modesto escritório e biblioteca. Por volta das seis e meia da manhã eu recebi o segundo e caloroso abraço da minha esposa me felicitando pelo meu aniversário. Ela fez o café e eu o tomei e retornei ao computador, quando por volta das sete e meia (ou um pouquinho mais), o telefone tocou e minha esposa atendeu dizendo ser para mim. Peguei o telefone ao meu lado e atendi àquela voz suave e melodiosa dizendo-me: “Joyeux anniversaire, mon amour! Mes compliments!” Era Madeleine!

Eu nem podia imaginar de onde ela estava falando, quando ela continuou em língua francesa me dizendo: “ouvre la porte et viens jusqu’à moi, car je suis lá”. Ainda de calção e camiseta, sem mesmo ter feito minha higiene pessoal matinal, saí e fiquei surpreso ao ver minha linda francesinha Madeleine no portão de minha casa à minha espera. Ganhei o meu terceiro abraço da minha “menina mulher amante”, futura mãe de minha filha, e pude ver seu ventre e sentir que dentro dele ela carrega o fruto do nosso amor. Em seguida retirou de seu luxuoso carro uma caixa onde estava muito bem acondicionado um lindo e delicioso bolo que ela me trouxe de São Paulo.

Madeleine: “je suis fou d’elle”! Sou louco por ela! E ela ainda mais louca por sair tão cedo de São Paulo para passar três memoráveis dias ao meu lado, mesmo estando eu compromissado com a igreja nestes dias num Curso de Evangelização. Ela soube entender e nos sobrou muito tempo, apesar disso. Ontem de manhã ela retornou à sua casa e dos meus olhos verteram lágrimas ao vê-la partir tão cedo, grávida e sozinha. Chorei! E está dito!

Quem compra ‘fiado’ é roubado”!



Quando ouvi esta afirmação por um colega (senhor), a quem eu tinha respeito por sua sabedoria, fiquei abismado e como a maioria dos hipócritas eu disse a célebre frase: “o colega não pode generalizar, pois nem todos os comerciantes são desonestos”; como não me agrada dizer e ouvir esta “bendita frase”. Por quê? Porque nem sempre ela se adapta ao contexto e é isso que me provou o colega que m’a disse! Calma; explico-lhes sob a luz da explicação deste colega.

Ele me confidenciou que por vários anos comprava num mercado as suas compras do mês e ali deixava mais de quarenta por cento do seu salário e, às vezes, chegava aos cinquenta por cento. Era a sua maior despesa entre outras por ser a sua família numerosa; ele disse que não ganhava tão mal para os padrões da época e que toda vez que ia ao mercado deixava sua simples esposa fazendo as compras e ficava a conversar com o dono do estabelecimento que lhe tratava de maneira gentil e lhe oferecia até cafezinho em seu escritório particular. O tratamento era “vip”! Ele jamais poderia desconfiar daquele comerciante até o dia que ouviu de outro colega a célebre frase em epígrafe!

Resolveu conferir e pediu à esposa que quando a compra chegasse que ela não guardasse nada e deixasse no chão da cozinha para que ele pudesse conferir os itens conforme a lista discriminada da compra. E assim foi feito, isso após logos anos de confiança no comerciante; a simplicidade de sua esposa era tanta que ela nunca quis conferir a compra. Todavia o amigo assim o fez.

A esposa fez o que o marido determinou e ele de posse da lista começou a ler o que havia comprado e pediu para que a esposa fosse colocando ao lado; ele era mais inteligente e a esposa semialfabetizada. Começou: 03 pacotes de açúcar, (somente dois encontrados), quatro pacotes de arroz Tio João (somente três encontrados), dez sabonetes (somente oito encontrados) e no restante da lista nada mais foi encontrado em desacordo; graças a Deus! A mulher disse que não iria reclamar e o marido disse que iria, mas retrocedeu. Ele era tão bem tratado e ia causar embaraços; melhor deixar passar do que causar intrigas e mesmo assim ter que pagar e se indispor com o “amigo” comerciante de longas datas.

Somente utilizou de um artifício e disse à sua esposa que demoraria dois meses para pagar aquela conta. As anteriores ele sempre pagou em dia de maneira sagrada, mesmo tendo sido roubado. Disse então à esposa que a partir daquele dia jamais compraria fiado e que passariam apertado, mas que iria juntar alguns trocados e comprar somente à vista e em pequena quantidade sempre que necessário porque era mais fácil controlar e jamais encher dois carrinhos como sempre faziam.

Passados os dois meses, ele voltou ao mercado e pagou a dívida em atraso pela primeira vez e achou justo por ter sido “roubado”; pagou os juros, assim pensou. E o comerciante lhe perguntou se ele havia mudado de mercado ao que afirmou que aquela compra era a quantia exata que ele precisava e não necessitou retornar como de costume na última semana do mês. A partir de então eu resolvi conferir minhas compras e não foi diferente. Todavia, “não podemos generalizar”; frase hipócrita! Por isso determinei à minha esposa que não compre mais fiado. Também fui vítima deste procedimento repudiável e isso me revoltou sobremaneira. Farei como o colega fez; daqui dois meses voltarei para pagar e jamais comprarei fiado a partir de agora; não preciso disso. E está dito!

Vai por mim!

Senti que eu precisava de ajuda para solucionar um grave problema com uma das minhas “flores” e tive que consultar um MESTRE em jardinagem que me aconselhou o que segue. A princípio eu duvidei e hesitei, mas não tendo alternativa, restou-me ouvir atentamente seus conselhos gratuitos e aguardar o retorno das atitudes que me foram aconselhadas por ele a tomar em relação a esta “flor rebelde” que não exala o perfume por mim tão desejado.

Ele pediu-me que não a regasse como as demais e que passasse por ela sem notar; que me distanciasse o máximo dela e não esperasse nada dela. Isole-a! Sintetizando foi o que o MESTRE me orientou e assim eu farei. E é claro que vou conseguir visitar todas as minhas flores, sem desviar o olhar para o canteiro único e exclusivo que dediquei a esta “flor morena”. Ele me garantiu que ela vai sentir sede e ao se sentir solitária vai exalar seu perfume para que eu a perceba entre as demais e aí então eu terei que ser duro e implacável com ela.

Aconselhou-me ainda a não adubá-la como as demais flores e então ela se sentirá “enciumada” (como se planta fosse gente). E assim começarei a fazer desde então e espero ver o resultado que almejo. Entretanto disse-me o MESTRE: “você poderá se decepcionar, mas vale a pena arriscar porque também você poderá se alegrar com a reação desta flor morena”! Decidido; cumprirei todas as orientações à risca!

Flor rebelde e insensata, você irá sentir sobre ti a ira deste jardineiro fiel que lhe dedicou carinho especial desde o momento em que lhe plantou no melhor canteiro do seu jardim. Você não faz morada somente ali, mas também no coração deste que sofre com o seu descaso e não lhe oferece o seu perfume como as outras oferecem todas as manhãs.

Flor morena, eu não quero acreditar que sua “alma” seja tão pequena a ponto de não se sentir amada por este fiel jardineiro e negar-lhe o que mais o alegra; seu perfume! Hoje à tarde eu lhe procurei e amanhã o cravo vizinho vai lhe contar, mas você já tinha “partido” e isso me desencantou sobremaneira. Falei ao MESTRE que não lhe encontrei onde devia estar; eu queria ouvir sua voz “flor morena” e não lhe encontrei no local onde você devia estar. Você foi embora mais cedo e eu tive medo quando o cravo atendeu-me dizendo que você não mais se encontrava. Chorei! Não senti seu perfume, não ouvi sua voz e nem pude regar com os meus prantos os seus pés que são tão lindos quanto os seus “verdes olhos que me fascinam”. Você não é simplesmente uma planta; é antes de tudo, minha “flor morena”, “minha flor mulher”, meu encanto e paixão! E está dito!



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