[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!



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[RETALHOS DE MIM]

Quando dividir é multiplicar!

Incrível quando eu ouvi este absurdo em epígrafe e imaginei que quem me dizia estava delirando, pois jamais podia imaginar a precisão e propriedade com que esta pessoa discorria sobre esta matemática “maluca” da qual eu nunca tinha ouvido falar.

Refleti e não consegui vislumbrar multiplicação na ação de dividir, pois se divido com alguém uma laranja dando-lhe a metade dela, logo ficarei somente com a outra metade. Isso é lógico! A matemática é uma disciplina exata e não dá pra ficar poetizando com as Ciências Exatas; a regra é clara.

Mas o “louco” que proferia tais palavras não falava de números. Ele falava de ideias e, mais ainda, falava sobre o AMOR. E mesmo assim eu não conseguia vislumbrar multiplicação do AMOR quando o dividimos. E assim eu raciocinei para contradizê-lo, afirmando que quando eu decidi a morar com minha esposa, eu a amava cem por cento e depois que nosso único filho nasceu eu precisei dividir meu AMOR com ambos e se tivesse mais filhos eu teria que dividir ainda mais.

Ou seja, continuava amando minha esposa, mas amar o meu filho era imperativo; portanto cinquenta por cento do meu AMOR agora era do meu menino e a outra metade para minha esposa. Como se o AMOR fosse algo divisível como uma melancia.

Então fui sabiamente advertido pelo “louco” em questão dizendo-me que o amor se multiplica quanto mais o dividimos; nada se subtrai quando se ama. Amar é matemática pura para os puros, os mansos e humildes de coração! Quando amamos verdadeira e incondicionalmente é como se semeássemos uma única semente de mostarda ou uma semente de milho em solo fértil que vai crescer e nos dar espigas e sementes em abundância para que possamos voltar a semear em maior quantidade; a mandioca também funciona assim e pode muito bem representar o AMOR porque nos dá o alimento e da sua rama podemos obter vários pedaços que se plantados nos darão muitos outros pés de mandioca.

O AMOR não pode ser confundido com uma soma e menos ainda como uma subtração; somar é pouco e subtrair é inconcebível. Daí então foi que eu percebi que quanto mais eu amo, mais eu sinto a necessidade de amar. É por isso que muitos não me entendem quando eu me refiro às “minhas flores”. Eu necessito estar sempre semeando uma nova “flor” no meu canteiro do AMOR! Quem tiver Sabedoria para entender-me que o faça. E o “louco” que me ensinou esta lição chama-se “AMOR”. Eu amo amar! E está dito!




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