[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!


Porque a ela darei todo o amor que em mim encerra!



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Porque a ela darei todo o amor que em mim encerra!

Uma linda história de amor!

A gente se encontrou numa manhã de sexta-feira, na rodoviária de Assis, após termos planejado por quase um mês este nosso encontro que nos rendeu muita ansiedade de ambas as partes. Foi tudo muito rápido e aconteceu de uma forma que eu jamais imaginei que pudesse acontecer porque era loucura o que nós tínhamos planejado aqui neste universo virtual.

Eu vou chamá-la de “Si”, fazendo uso das letras iniciais do seu primeiro nome, para não expô-la neste conto “surreal” porque foge à normalidade. O que parecia ser algo que cheirava à “promiscuidade” de ambas as partes, tornou-se numa linda história de amor que os leitores ficarão pasmos ao final desta narrativa e não vão acreditar tanto quanto eu; um dos protagonistas desta encantadora história de amor.

Ela portava em suas mãos a “rosa” vermelha e eu a reconheci de imediato ao chegar ao terminal rodoviário de Assis onde ela me esperava amedrontada e ansiosa. Aproximei-me e disse o seu nome, beijei-lhe sua face rosada, fitei os seus lindos olhos azuis, cumprimentei-a dizendo bom dia e me desculpei pelo atraso de quase uma hora. Eu a vi pela primeira vez naquela manhã de sexta por volta das 11h30 e então soube que ela tinha chegado por volta das 10h00 e que tinha viajado a noite toda vinda de um dos Estados do sul para me conhecer e atender ao meu “insano” desejo de conhecê-la. Eu vi seus lindos olhinhos azuis assustados e temerosos. Eu, com 46 anos maduros, e ela completaria no dia seguinte os seus 23 anos verdes naquele outubro memorável para nós.

O cheiro daquela menina mulher jamais sairá das minhas narinas e o modo peculiar da sua fala eu não esquecerei jamais. Eu a tomei pela mão e na outra eu segurei sua pequena e graciosa mala de cor rosa, pequena, leve, bonita e diferente. Fomos até o meu carro no estacionamento e eu lhe perguntei se ela estava assustada e ela confirmou aos soluços que sim. Pedi a ela que ficasse tranquila porque ela estava segura comigo. Ela me confidenciou que fazia a maior loucura da sua vida, mas que somente fazia por não ter outra opção. Ela então me disse que queria dar a si mesma um aniversário feliz e diferente dos demais. Em seguida me disse que completaria 23 anos no dia seguinte e eu logo lhe disse que iríamos comemorar a data e que eu lhe compraria um presente tão logo a gente almoçasse. Ela concordou e fomos almoçar.

Saímos do restaurante chique e fomos direto comprar o presente dela. Lembro-me bem do perfume que ela desejou por indicação minha e acho que eu fui egoísta ao querer sentir no corpo dela o cheiro de Marli. Eu disse a ela que o "Volgere da L’Aqua di Fiori" era excelente e que eu gostava muito daquela colônia. Na verdade eu queria me relembrar de Marli com os seus lindos olhinhos verdes. Mas a “Si” tinha olhos azuis lindos e incomparáveis; ela era única e eu me “congelei” diante da beleza desta menina mulher sulina. Ela aceitou o perfume. Eu tinha uma menina mulher ao meu lado com o cheiro daquela mulher madura e inesquecível que muito me fez feliz.

Em seguida fomos ao mercado e compramos frutas, yogurtes, espumantes, vinhos, frios fatiados e fomos ao Motel à margem da Rodovia Raposo Tavares, sentido Maracaí e ali permanecemos por duas noites maravilhosas. Chegamos ao Motel e ela não se sentiu à vontade para se banhar comigo no início, mas depois fui ganhando a confiança dela e tudo ficou normal, excetuando algo que os meus leitores não vão acreditar. O ato sexual não foi consumado por eu me sentir muito culpado e não pela recusa dela que se dizia pronta para se entregar ao seu primeiro amor. Diante disso eu me assustei e percebi que eu estava diante de uma menina fragilizada, carente, com enormes frustrações e com o desejo imenso de mudar o rumo da sua história. Quem chorou desta vez fui eu ao ouvir sua triste história no final daquela tarde e noite de sexta-feira.

Não consegui tocar num fio de cabelo daquela linda menina mulher e chorei como criança. Ela acariciava o meu rosto e me pedia para eu não me sentir culpado de nada, mas eu me sentia um “canalha” por eu estar “aproveitando” da fragilidade daquela menina mesmo me recusando a possuí-la. O desejo era imenso, mas a razão falou mais alto. Depois de ouvir sua triste história e saber do seu sonho eu lhe prometi ajudar e assim o fiz até o final do ano passado. Lembro-me de todos os nossos encontros no decorrer destes quase quatro anos e muito mais deste nosso último encontro há pouco mais de um mês. Espero ter sido o último, mas ela insiste em me ver antes de se casar. Eu não me permitirei isso. Eu devo respeito e consideração a esta menina que me chama de “paizão”. Perdão; estou chorando!

A “Doutora Si” formou-se Advogada. Ela não fez doutorado, mas eu a chamo de “Doutora” porque sei que a sua carreira será brilhante e ela vai chegar à Magistratura conforme prometeu a si mesma e a mim. Pedi a ela que não me processe por “crime de sedução” quando ela for Juíza de Direito, mesmo porque o ato sexual nunca foi consumado. Ela vai se casar com um rapaz que estudou com ela e que já auxiliava num escritório de Advocacia. Ambos trabalharão juntos. Eu ajudei a minha menina “Si” a realizar o seu sonho e ela insiste em querer se entregar a mim. Não farei isso com a minha “filha”; incesto não, pois eu a tenho como "minha filha".

Uma colega apenas, deste espaço, conhece a nossa linda história de amor. É fato que trocamos carícias, beijos e abraços. Não sei como suportei às fraquezas da carne, mas hoje eu me sinto muito mais homem do que antes porque eu transformei a vida de uma menina; eu a fiz mulher para a vida e ela vai se tornar mulher de verdade nos braços de quem ela ama. A minha “filha” adotiva que eu acolhi um dia antes dela completar 23 anos é órfã de pais. Ela foi adotada e a família que a adotou não tinha condições de oferecer a ela meios para a realização dos seus sonhos. Deus a colocou em minha vida para transformar as nossas vidas. A minha menina vai se casar e eu irei ao casamento dela e continuarei dando a ela o suporte que sua mãe adotiva tem dado, pois o seu “pai adotivo” faleceu o ano passado e ela ainda está muito fragilizada com a perda dele. Ele deu amor e eu lhe dei o menos importante; coisas materiais e ainda com muito controle.

Eu não sei o grau de importância que eu tenho na vida da “Si”, mas sei o quanto ela foi importante para mim. Ela credencia a mim a sua carreira promissora, mas o mérito é somente dela. Jamais vou aceitar o ressarcimento de qualquer centavo que ela disse que irá fazer. Eu repliquei que isso vai me soar como desfeita. Eu não tive filha biológica, mas tenho esta “filha adotiva” que eu soube respeitar e hoje eu até me culpo pelas carícias que trocamos. Hoje eu a beijo como o seu “paizão” e a respeito muito. Impossível falar dela sem verter lágrimas dos meus olhos. Quem quiser me condenar que o faça. Estou de consciência tranquila. Acredito que “Si” também está. Estamos felizes; ela e eu. E está dito!



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