[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!



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Eu, cachorro?

Isso aconteceu comigo numa bela manhã de domingo, após a missa, quando eu resolvi caminhar até o cemitério da cidade para uma visita aos túmulos dos meus parentes. E para quem não sabe, a atração turística da minha Maracaí são os cemitérios; não que tenhamos “cemitérios”, mas a cidade é, lamentavelmente, um cemitério. Logo, aqui não faltam “defuntos vivos e mortos”; se é que os meus leitores me entendem. Maracaí é a Cidade do “MENINO DA TÁBUA”!

Mas deixemos que os mortos enterrem os mortos e sigamos com a nossa crônica que nada tem a ver com “defuntos vivos ou mortos”. Eu caminhava rumo ao cemitério e passando defronte a casa de uma prima minha subia uma linda senhora, de shortinho bem curto, cabelo loiro esvoaçante, muito atraente, provocante e provocativa que eu não tive como não percebê-la. Não dá para não notar uma beldade passando ao meu lado. Todavia, eu sempre fui muito respeitador com as mulheres e não deixo de olhar o belo, mas sempre de maneira sutil e inteligente. Lanço o meu imperceptível “olhar 43”, tipo assim de soslaio. A mulher tem que ser muito esperta para “sacar” que eu estou a lhe admirar. Jamais dirigi um “gracejo” inoportuno para uma mulher. Acho isso de muito mau gosto e coisa de “gentinha”, de homem imbecil. Um olhar diz tudo; muito mais que mil palavras.

E ao me aproximar desta linda e jovem senhora, a menos de quatro metros de mim, ela disse: “vem Duda”. Eu fiquei sem entender o chamado e me limitei a dizer “bom dia”. Ela repetiu: “vem Duda”. E eu sem entender o motivo do chamado e, já diante da casa da minha prima, voltei a cumprimentar a linda jovem senhora dizendo “bom dia” e com ar “sem graça”, pois eu não me lembrava de onde eu a conhecia. Na verdade eu nunca tinha visto tal senhora.

Foi algo gostoso e constrangedor quando eu percebi que debaixo do carro da minha prima, que estava estacionado, saía um lindo cachorrinho “poodle” de cor acinzentada que era o “Duda” pelo qual a linda e jovem senhora loira chamava com insistência. Foi muito cômico! Eu ainda perguntei para a minha prima, que estava no portão, quem era aquela senhora que me chamava insistentemente. E de imediato eu me pus a rir ao ver o cachorrinho saindo debaixo do carro. Não me contive e disse para a linda e jovem senhora loira: “não tinha outro nome para colocar no seu lindo cachorrinho?”. Duda é o meu apelido de infância! Ela sorriu; e virou a esquina próxima rindo muito do ocorrido. Eu, cachorro? Poupe-me! E está dito!



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