[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!



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[SEDUZIR COM PALAVRAS!]

Sábio conselho!

No decorrer destes meus cinquenta anos vividos, eu tive pessoas que me foram muito úteis através dos seus conselhos a mim dirigidos. A começar pelo meu falecido tio Paulo e outros colegas mais velhos que me aconselhavam de maneira bem particular e sempre com muita propriedade. Até hoje eu preciso destes conselhos e, graças a Deus, sempre aparece uma boa pessoa para me orientar nos momentos mais delicados.

Eu me lembro das sábias palavras do meu tio, analfabeto, negro, e que falava alemão fluentemente porque foi “criado” e criado entre os alemães. Ele sempre me advertia para eu “tratar bem todas as pessoas, mas PRINCIPALMENTE aquelas que eu não conhecia”. Eu ainda me lembro do Mestre Jordão, que nem segundo grau tinha, e que me dizia: “beba à vontade e se mate com suas próprias mãos, pois bebida aqui não falta, mas eu não lhe servirei este ‘veneno’ mesmo porque você é da casa e sabe onde ele está”.

Todavia, o mais interessante conselho eu ouvi e não o pus em prática porque não parei para analisar a profundidade daquele ensinamento naquele momento e jamais eu poderia imaginar o quanto me seria útil agora. Eu desprezei o conselho porque nunca me imaginei passar pela mesma situação. É comum a gente achar que as coisas ruins acontecem somente com os outros e não acreditar na possibilidade de acontecerem conosco.

Aconteceu comigo o mesmo que aconteceu com o colega falecido, ex-padre Paulo Leandro. Eu lecionei para a sua esposa, filha do Mestre Jordão, (in memorian), e sempre eu estava em Lins na casa deles e passava dias lá, lecionando francês para a Doutora “Jozimeire” que iria viajar para a Bélgica e precisava saber alguma coisa de francês.

Eu me lembro de que o colega Paulo Leandro me narrou um episódio de um furto na sua residência de onde foram subtraídos vários eletrodomésticos. Ele, porém, não prestou queixa à polícia e comprou tudo novamente. Segundo ele, dias após prenderam um “ladrão” e ele confessou na delegacia que roubara a casa do colega na Vila Junqueira (entre outras) e que a maioria dos objetos que estavam em seu poder era proveniente da casa do colega.

A polícia então ligou para o Paulo Leandro e ele confirmou ter sido vítima de furto, mas que não prestou queixa por não acreditar na possibilidade de recuperar seus pertences e ainda por não desejar mais dissabores por ter que se envolver com polícia e denunciar bandido que não iria ficar preso e depois poderia ameaçá-lo. Melhor então seria proteger melhor a sua casa, pois a ocasião faz o ladrão. Pediu à polícia que se não fosse possível lhe devolver os pertences sem que ele fizesse Boletim de Ocorrência, pois que fossem doados para uma entidade assistencial, pois o mesmo não desejaria registrar a ocorrência.

O policial que o atendeu disse que ele poderia ser processado por não denunciar e atrapalhar o serviço da polícia. Ele, simples e educadamente, disse ao policial que se eles fizessem o trabalho deles com a competência que a sociedade espera dos policiais, nada daquilo teria ocorrido e que ele não desejava dar continuidade à conversa. Pediu licença ao policial e desligou o telefone. Seus pertences não foram devolvidos. E tão somente depois ele me disse que tomou a melhor e mais sensata decisão. Hoje, depois de ter vivido o mesmo drama, eu deveria ter me lembrado deste fato e ter agido da mesma maneira; não agi. Fui duplamente frustrado; a “justiça” não foi feita e a lei não foi aplicada e eu fiquei com cara de “Mané”. Agora aprendi a lição, ou seja, proteja você mesmo o seu patrimônio porque as polícias não estão nem aí pra você. As polícias e os demais “homens da lei” gostam de fazer sensacionalismo diante da desgraça alheia, mas não têm o mínimo interesse em ajudá-lo; isso é fato. E está dito!



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