[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!



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Tu te defines!

Sempre soube que tu me desejas;

É muito natural, real, plausível!

Se tu tens consciência de que me quer,

Então assuma teu papel de amante mulher!

Tu cantas nos teus versos a tua carência,

Por saber da minha tão nobre existência;

Tu não sabes esconder as tuas emoções,

Pois sabes que o teu coração desconhece as razões

Pelas quais eu me tornei teu mais delicioso tormento!

Tu não mais caminhares sem a minha companhia;

Tu sentirás sempre a minha falta, hoje e doravante

Até o dia que tu me quiseres como teu fiel amante!

Metamorfosear é imperativo!

E a cada dia vivido eu não sou mais o mesmo porque eu me sinto muito mais “rico” do que o dia anterior. Eu aprendo e me enriqueço com os meus fracassos e perdas muito mais do que com os meus acertos e sucessos poucos. A vida é mesmo uma grande escola e só não aprende a bem viver quem não presta atenção aos seus ensinamentos diuturnos.

Recordar os fatos tristes que a vida nos presenteou é mesmo sofrer duas vezes e somente agora, no auge dos meus anos maduros, foi que eu pude compreender a razão de todas aquelas vicissitudes vividas por mim nos meus lindos anos verdes. Era preciso que eu passasse por tudo que passei; era preciso encarar os desertos da minha vida para ter a glória e a honra de ser merecedor da Terra Prometida na qual estou habitando hoje e onde, verdadeiramente, “jorram o leite e o mel”.

A vida é maravilhosa quando temos o discernimento para constatar que as coisas não acontecem por acaso nas nossas vidas e que todos nós temos algo de bom para saborearmos ao longo das nossas vidas. A vida é dualidade constante e da mesma forma que nos dá, ela também nos tira; temos bons e maus momentos enquanto vivemos, mas podemos transformar maus momentos em ocasiões de libertação e aprendizado. Nada nos acontece sem razões e motivos aparentes que não sejamos capazes de, futuramente, entendermos. No momento em que a “desgraça” recai sobre nós, somos incapazes de assimilá-la com bons olhos e aceitá-la como um “castigo imerecido”. Maldizer da própria sorte (ou azar) é muito mais fácil e cômodo, mas quem sabe tirar proveito das desgraças e transformá-las em alegrias é muito mais que simplesmente um sábio.

Parece contraditório o que eu afirmo neste instante, mas se eu não fosse um homem que tivesse vivido tantas “desgraças” na infância e juventude, se eu não tivesse sido tão injustiçado pela vida e pelas pessoas más que me prejudicaram, se eu não tivesse passado fome e frio, se eu não tivesse conhecido e convivido com a miséria, se eu não tivesse visto a cara da morte sorrindo para mim com a sua boca desdentada, eu hoje não seria quem sou e não estaria vivendo o lado bom da vida. Graças às pedras atiradas sobre mim que o meu “lombo” se tornou mais resistente e com elas eu construí meu castelo sobre a rocha firme. Não sei por quanto tempo ainda me será permitido viver, mas estou certo de que se não fossem as atitudes insanas das pessoas que desejaram o meu fracasso eu não estaria a escrever com júbilo estas linhas tão preciosas.

Não permita que nada lhe faça infeliz, meu caro leitor, pois há mesmo males que vêm para o bem! Falei e pronto!




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