[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!


Entre putas, buzina e gasolina!



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Entre putas, buzina e gasolina!

E o que tem a ver uma coisa com as outras? Tudo a ver, como o “slogan” da Rede Globo, pois onde toca uma buzina tem o cheiro de gasolina e uma puta esperando logo ali na esquina. Que legal! Ficou chique este inusitado trocadilho! Não esperava por isso, mas saiu e assim vai ficar, pois cabeça de “cronista” é como bumbum de nenê e a gente nunca sabe o que vai sair e nem quando vai sair uma bela “obra”.

Mas voltemos a falar de buzina; acessório ou equipamento obrigatório de um veículo motorizado? É equipamento obrigatório sem o qual o seu e o meu carro não passa na inspeção veicular para poder transitar em vias públicas ou não. Entretanto, este equipamento é raramente usado por mim e se eu pudesse nem o teria em meu veículo porque eu odeio buzina tanto quanto odeio celular; também odeio conjugar em primeira pessoa do singular do presente do indicativo o verbo “odiar”. É muito forte dizer “eu odeio”, na verdade fica melhor eu afirmar que não me agrada muito o som da buzina seja ele qual for.

Eu sempre digo às pessoas que vão à minha casa (muito poucos vão à minha casa), somente alguns primos, mas sempre peço a eles que não buzinem ao chegar à minha casa, pois irão ficar buzinando o dia inteiro. Eu não sou “puta” e nem “puto” para atender chamado de buzina. Portanto, tire o seu traseiro gordo do bendito banco do seu carro, desça e bata palmas ou chame por mim. Do contrário não será atendido nem por mim e nem por minha esposa. Ela é tão neurótica quanto eu; pobrezinha, aprendeu comigo e eu reconheço que sou péssima influência para ela.

O ditado popular é imperativo ao afirmar que quem gosta de ouvir buzina e sentir o cheiro da gasolina é “puta”. Meu filho gosta de me provocar porque sabe que eu não gosto que ele buzine ao chegar ao portão de casa com o intuito de me chamar; ele fica lá fora buzinando e eu simplesmente não o atendo até que ele desça e venha me chamar. Não importa se outros buzinam ao passar defronte à minha casa, afinal a rua é pública. Todavia, ao me visitar não faça isso porque certamente não será atendido.

Eu me lembro com saudades dos conselhos do Mestre Jordão: “não se buzina ao chamar o outro na porta de sua casa, quem gosta de buzina e gasolina é puta; não se dá carona em dias de chuva, pois a sujeira do barro vai sobrar pra você e sua esposa limpar; em tempo de pinga não se chupa manga e nem bebe leite; o outro é um país desconhecido; espere sempre o pior dos outros, assim sua decepção será menor e você não sofrerá tanto; dinheiro, carro e mulher não se emprestam.” E eu ficaria horas a fio aqui a debulhar o rosário de frases e conselhos do Mestre. Ufa! Basta! E está dito!




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