[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!



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O celular delator!

Ontem, dia 10 de janeiro de 2014, por volta das vinte horas e quinze minutos chegou a minha casa um colega em prantos me contando a seguinte história real e tragicômica que aconteceu com ele. Ouvi atentamente o seu relato que segue abaixo:

Professor, disse-me ele, a poucos instantes eu recebi um telefonema da minha única irmã de Osasco / SP me perguntando se eu iria visitá-la domingo próximo conforme eu havia combinado há meses com ela. Ocorre que nesta manhã eu fui ao médico e como estou passando por um sério problema de saúde, o médico marcou retorno urgente para a próxima segunda, às dezesseis horas, e assim sendo não poderei viajar até Osasco como havia combinado. Eu disse à minha irmã que viajaria no próximo domingo, dia dezenove de janeiro.

O pior da história passo a lhe contar agora, pois minha irmã me disse ter emprestado o celular de um colega e que por isso não podia falar muito tempo comigo e então eu perguntei do celular dela e ela me disse que não tinha créditos. De imediato pedi a ela que desligasse o celular do colega porque eu ligaria do meu telefone fixo no celular dela e a gente conversava melhor sem dar prejuízos ao seu colega. E assim foi feito.

Entretanto, ela depositou o celular sobre a mesa sem desligá-lo (eu imagino isso), e eu passei a ouvir o que ela conversava com o colega dela enquanto eu buscava na agenda o número do seu celular que eu ainda não sei de memória. Por mais de dez minutos eles (minha irmã e seu colega) riam e falavam mal de mim de maneira descarada sem imaginar que eu estava ouvindo tudo. Chamei minha esposa e dividimos a escuta por cerca de dez minutos até que o celular desligou sozinho nem sei por que razão; deve ter acabado os créditos de verdade naquele momento.

De imediato liguei pra minha “adorável” irmã e disse a ela que eu e minha esposa tínhamos ouvido toda a conversa dela com o seu colega (no áudio viva voz) e que estávamos decepcionados com o que foi dito por ambos a nosso respeito e também por não ter poupado até uma prima nossa que está em viagem ao litoral sul paulista.

Fui rápido ao telefone e lhe disse o quanto eu estava decepcionado com o seu comportamento desprezível e ela então não teve como argumentar comigo e começou a “culpar” o seu colega pela falha lamentável. Eu ouvi perfeitamente o que pensa minha irmã a meu respeito e fiquei horrorizado e temeroso em relação a ela e o seu colega que sempre foram muito bem tratados em minha casa por mim, minha esposa e meus filhos. Muito pior foi o que ela falou de nossa prima que tem enorme carinho e apreço por ela e que lhe considera como uma irmã.

Mal sabiam eles que o celular permanecia ligado e que eles estavam cometendo a maior falsidade da vida deles, eu estou precisando de um ombro amigo para chorar; minha irmã é perversa e cruel e eu não quero nunca mais falar com ela, finalizou.

Poupo o meu leitor dos detalhes que me foram confiados pelo infeliz colega. Deus o alertou da maneira mais dolorosa sobre os ardis de sua irmã contra o pobre coitado; passava da meia noite quando ele, aos prantos, deixou a minha casa. Maldita seja sua irmã se o fato por ele narrado for verdadeiro. E eu acredito ser! E está dito!




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