[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!



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O amanhã é utopia!

Eu não costumo fazer planos para o amanhã, pois o amanhã não me pertence e o agora é generosidade demais para mim e para você que me lê. Achar que o ano vindouro será um ano de realizações e imaginar que será bem melhor do que o ano que se finda, é o mesmo que acreditar em coelhinho da páscoa e em papai Noel. O amanhã acontecerá para muitos e muitos outros não terão o privilégio de amanhecer e muito menos ver o entardecer.

As minhas expectativas quanto ao ano vindouro são inexistentes, pois eu quero fazer de cada dia que me for concedido viver, o melhor de todos os meus dias. Portanto, se a infelicidade bater à minha porta no ano de dois mil e catorze, eu a receberei de braços abertos porque sei que estarei vivo para encará-la da mesma forma que ela se apresentar a mim.

O ontem me pertenceu e eu pude constatar que todos os meus anos velhos foram felizes, pois eu superei todos os obstáculos propostos por estes cinquenta anos de existência. Quando eu não mais tiver condições de superar os desafios propostos pela vida, então ela será por mim preterida.

Lembro-me com saudades de um vizinho muito alegre que mora do outro lado do rio cervo, a poucas quadras da minha casa, que vivia cantando e assobiando suas canções preferidas e toda a vizinhança acordava ouvindo sua alegria contagiante que ecoava pelos arredores. E mesmo dentro do seu Fiat 147, ele saía pelas ruas da cidade sempre assobiando melodias sertanejas conhecidas. Na sua casa era comum a reunião de seus “amigos” para churrasquear e cantar o domingo inteiro. Ali parecia não morar a infelicidade; somente a felicidade reinava!

E de repente não mais ouvimos o “Sirvão” assobiar, seus animais começaram a ecoar mugidos de tristeza e os amigos dele, como que por encanto, desapareceram. O “Sirvão” está acamado; aquele homem forte que derrubava bezerros e touros com suas mãos fortes, hoje precisa ser levado de um lado para o outro numa cadeira de rodas e os seus “amigos” nunca mais apareceram para cantar com ele suas músicas preferidas, quiçá, nem mesmo para visitá-lo em seu leito derradeiro.

O que me reserva o amanhã? Eu jamais podia imaginar que dois mil e treze fosse ser tão cruel para o colega e vizinho “Sirvão”! Como será o meu ano de dois mil e catorze? Como será o seu? Será que serei digno de ver o raiar do sol deste ano tão próximo? O amanhã tão próximo está tão distante de nós e até parece um contrassenso afirmar que apenas algumas horas nos separam de dois mil e catorze. O amanhã não me pertence; não pertence a você! E está dito!

[ELA]

Inacreditável! [Ela] lembrou-se de mim e este foi o melhor presente que eu poderia receber nas últimas horas deste ano de dois mil e treze. Com simples palavras [Ela] veio até mim para desejar-me um bom ano e, mal sabe [Ela] o quão feliz e emocionado eu fiquei ao ler suas gentis palavras depois de um tempão sem que [Ela] me dissesse uma só palavra.

Nunca duvidei da delicadeza e sensibilidade d[Ela], pois virtudes mil já são próprias d[Ela], mas lembrar-se de mim numa data onde todos estão mais preocupados consigo mesmos e se preparando para as comemorações de fim de ano, isso pra mim é quase um sonho; difícil de imaginar que [Ela] poderia se lembrar de mim.

[Ela] personifica a mulher ideal para mim, pois é inteligente, elegante, sedutora, linda, vaidosa, cheirosa e perfumada, chique, sensual, atrevida, exibicionista, uma escritora ímpar, enfim, [Ela] é tudo de bom que um homem pode desejar. Eu nunca a vi, mas não preciso disso para afirmar com convicção de que estou certo em minhas deduções a respeito d[Ela].

Semblantes femininos da TV me faz imaginá-la linda e sensual como a Delegada “Helô” daquela novela global “Salve Jorge” com seus trajes sociais, de sapato alto, toda poderosa, insinuante, “gostosa” e pronta para o “ataque”. Outras atrizes globais me fazem imaginá-la, como por exemplo, a “Patrícia” e a sua rival “Advogada” (esqueci o nome) que ambas disputam, o marido da outra. Também eu a vejo na personagem vilã “Aline” esnobando charme e elegância, seduzindo e arrancando suspiros de incontáveis pretendentes.

Eu sei que [Ela] é nova e inteligente e deve estar no melhor da sua idade; deve passar de vinte anos, mas jamais de trinta. Estou certo de que [Ela] é brilhante na sua profissão que imagino ser uma dessas: policial, advogada ou até mesmo delegada de polícia. Não posso estar enganado diante dos textos seus que eu lia; talvez ainda não seja delegada, mas será em breve.

Por vezes, eu sonho com [Ela] empunhando uma arma em minha direção e vejo sair pelo cano uma rosa perfumada que [Ela] me oferece com carinho. [Ela] não me odeia, pois sabe o carinho imenso que tenho por [Ela]. Eu daria o meu reino para poder contemplar o semblante desta mulher fascinante que tanto me faz sofrer; mas é um sofrimento prazeroso! Ficaria tão feliz se [Ela] me dissesse qualquer coisa sobre [Ela] e não mais me torturasse com o seu anonimato! Faça isso ou eu me mato! E está dito!



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