[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!


O amor é uma estrada de mão única!



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O amor é uma estrada de mão única!

Sabe professor, não é que o amor não exista, mas ele (o amor) só existe - preste atenção - *naquele que ama* e aquele que ama só ama *o Outro dentro de si mesmo*. Por isso o amor é da ordem do imaginário. Idealizamos o outro, emolduramos o outro como *nós queremos que ele seja* - não o que de fato ele é - por isto nos desiludimos, pois o tempo vai mostrando *o real"... e viver da ordem do real é insuportável.../ Até mais poeta e penso que é muito bonito um homem admitir que também chora!”



(Marie Poésie)

Diante de tais palavras acima escritas por quem conhece a mente humana de uma maneira singular e com conhecimento de causa indiscutível, resta-me tão somente debruçar-me diante de tais explicações convincentes e contundentes. É uma verdade de difícil aceitação, mas diante do óbvio seria sandice não se curvar.

É verdade que “o amor só existe naquele que ama” e disso eu já sabia há muito tempo, mas nunca conseguia entender direito esta afirmação um tanto quanto “absurda”. Para compreender isso é preciso reflexão e estar aberto para as verdades que nos incomodam e nos intrigam. Está evidente que “o amor é da ordem do imaginário”, só os amantes não conseguem entender isso porque estão “cegos” diante da idealização do “outro”.

idealizamos o outro, emolduramos o outro como nós queremos que ele seja”; nem tenho como argumentar diante de uma posição lógica e prática como esta. O “outro” jamais será como eu quero e o imagino, por mais que eu o ame com todas as minhas forças. Somente eu posso dizer “eu te amo”, mas jamais esperar que o “outro” seja capaz de me amar na mesma intensidade. Nunca poderei afirmar que o “outro” me ama, pois não sou o senhor dos sentimentos do “outro”; seja ele ou ela.



Viver da ordem do real é insuportável” e eu jamais tinha me atentado pra isso. A realidade não pode ser confundida com as idealizações de um coração apaixonado. A paixão nos leva à loucura, à sandice, à insanidade e pode nos causar traumas irreversíveis quando nos deixamos ficar “cegos” diante de um belo par de olhos verdes fascinantes. Serei mais prudente em relação ao amor, esta via de mão única que eu pensava haver reciprocidade. Não há e não podemos acreditar que o “outro” seja capaz de nos amar, pois não podemos perscrutar os sentimentos mais recônditos que habitam o íntimo do “outro”.

É por isso que eu choro com frequência ao me deparar com a ingratidão dos “outros” em relação aos meus mais puros sentimentos. Eu sei o quanto sou capaz de amar, mas jamais poderei mensurar o amor do “outro” por mim; e este desejo de ser amado e correspondido é que me faz vulnerável diante de coisas simples que a vida me oferece. Eu não vou mais chorar por amor e vou tratar este “impostor” de maneira fria e calculista. Grato, minha nobre poetisa! Você me fez acordar para a vida e valorizar os meus negros olhos que só sabiam verter lágrimas até então em razão de uma “obsessão” doentia pelos verdes dos olhos dela! Basta, aqui jaz um “chorão”! E está dito!




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