[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!


Minhas “previsões” para 2014!



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Minhas “previsões” para 2014!

Já que muita gente besta se aventura na arte da adivinhação, por que eu não posso dar os meus palpites para o ano de dois mil e catorze? Certamente vou dizer asneiras, mas são coisas que eu sempre ouvi desde a minha mais tenra idade das pessoas mais velhas com as quais eu convivi; portanto, vou ratificar o óbvio “absurdo”, mas com uma pontinha de credibilidade.

São crendices das quais eu não comungo, mas que acho curiosas e parecem ter sentido. Minha falecida mãe costumava dizer que quando entra o ano e que as crianças vêm pedir “bom ano” na porta de nossas casas, convém que seja um menino o primeiro a pedir porque, segundo ela, isso traz sorte para o ano todo, mas se for menina a primeira criança a pedir “bom ano” aí então não será um bom ano para o morador da casa.

Desde o início de novembro eu costumo juntar moedinhas de um real para distribuir para as crianças que batem à minha porta pedindo o “bom ano”, exatamente como eu fazia na minha infância. Hoje são bem menos crianças a pedir e parece que esta tradição está se acabando; é uma pena, pois é prazeroso presentear as crianças no primeiro dia do ano, embora muitas pessoas tratem mal as pobres crianças. Talvez em razão disso, tem diminuído o número delas ano após ano!

De acordo com o que dizia meu finado sogro, quando é grande o número de cigarras a cantar no mês de dezembro é prenúncio de fartura no ano seguinte, mas se elas não aparecem é sinal de muita miséria. Este fim de ano, aqui em minha cidade, eu não ouvi o cantar delas. Choveu muito pouco e as plantações de milho e soja estão se perdendo no campo em razão da estiagem.

Eu costumo observar no mês de agosto os ipês floridos na mata que fica no alto da cidade, de onde observo através da minha janela do quarto, e quando eles nos presenteiam com suas multicoloridas flores é sinal de abundância e fartura no ano seguinte. Este ano eles não floriram; apenas um deles deu o ar da graça com pouquíssimas flores amarelas e os demais ipês não floriram como no ano de dois mil e doze. Logo, eu imagino que o ano que vai se iniciar não será dos melhores.

São apenas observações sem nexo, mas é curioso ver como a natureza se manifesta e ouvir estas histórias bizarras e, quiçá, sem fundamentos lógicos. Dizia ainda a mãe de um coleguinha que se chover na parte da manhã do dia primeiro, isso é indicador da morte de muitos jovens e se cair chuva após o meio dia os velhos devem pôr a "barba de molho" e as velhas também devem ficar atentas! E se chover o dia todo, aí não tem pra ninguém; “a foice impiedosa” da morte não poupará nem jovens e nem velhos! Verdade ou mentira? Sei lá! E está dito!




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