[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!



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[PÁGINA VIRADA!]

Página virada e não lida!

Amanheci chateado com algumas coisas que a vida nos presenteia e depois se encarrega de nos roubar. Quantos colegas de infância com os quais eu convivi e que não me desejaram Feliz Natal; eu sempre o fiz e poucos retribuíam e desta vez eu esperei pela oportunidade de, tão somente, retribuir. Decepcionei-me!

Virei a página desta história insalubre de “esperar” pela acolhida alheia e até mesmo “Margot” por quem eu nutria profundo amor, percebi que também fugiu de mim. Se for assim o desejo dela, pois que se faça cumprir os seus desejos; página virada também. Da mesma forma e proporção que “Margot” tem me rejeitado, o oposto acontece em relação à minha doce e meiga Madeleine que em seu sexto mês de gravidez não cessa de me enviar notícias da nossa “Marianne” que em breve estará entre nós. Na segunda semana de janeiro nós iremos nos reencontrar depois de alguns meses.

A vida é mesmo assim, um constante perde e ganha e eu já estou acostumado com a ingratidão alheia e por isso não sofro tanto quando alguém se vai da minha vida sem me dar explicações. Eu não necessito de que você me convença da sua “insensatez e ingratidão”, minha sempre amada “Margot”. Por favor, não se explique por não ter tido sequer a gentileza de me responder aos apelos que lhe faço e aos e-mails que lhe envio. Tudo na vida está fadado ao fim, até mesmo a própria existência humana. Nada mais me fere depois de tantas “indiferenças” sofrida por mim no decorrer da minha existência.

Gozar os bons momentos oferecidos pela vida é a minha obsessão neste momento e já virei a página do livro da vida em diversos capítulos como este onde a personagem principal sempre fora você “Margot”. Madeleine, com seus lindos olhinhos azuis, sempre se colocou à minha espera, mas o verde dos seus olhos quase me fez ser ingrato com ela. Hoje vejo que os azuis dos olhos dela são mais encantadores do que o verde dos seus olhos. Madeleine, a futura mãe de minha pequena “Marianne” é a única que não se esqueceu de me desejar Feliz Natal entre poucos outros do meu círculo de “amizades”!

O meu Natal foi maravilhoso mesmo tendo “sofrido” com o seu descaso. A linda poetisa Ivany Sversuti e o seu esposo passaram o Natal em minha casa na companhia de meu filho e sua família. Vivemos momentos de oração e comemoração bastante alegres neste Natal e em breve estarei me esquecendo de você porque Madeleine espera por mim em São Paulo dia doze próximo.

Eis que viro mais uma página da minha história sem ter lido o contido nela. Não voltarei jamais a esta página e não desejo saber o conteúdo dela; terminarei o livro da vida sem ter a curiosidade de ler esta página virada. Eu amei “Margot”, mas o inverso nunca aconteceu; Madeleine tem me demonstrado maior carinho e afeto, quiçá, maior amor. E está dito!




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