[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!


Já vi tantos idiotas pagarem um alto preço por banalidades somente para se fazer de entendido em determinado assunto ou para se mostrar como verdadeiro idiota



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Já vi tantos idiotas pagarem um alto preço por banalidades somente para se fazer de entendido em determinado assunto ou para se mostrar como verdadeiro idiota.

Eu me lembro que fui assistir a uma peça teatral encenada por um Professor amigo meu, um monólogo, onde ele passava a maior parte do tempo pintando um quadro que jamais se voltava para o público. Ou seja, todos estavam curiosos pra saber que pintura era aquela; inclusive eu.

A peça era belíssima e o ator narrava fatos da sua vida, suas recordações, seus amores, etc. Foi bastante comovente e muito intelectualizada, pois o ator conhecia artes e música como ninguém. Foi uma peça que muito me impressionou porque aquele quadro que o ator pintava parecia ser muito importante pra ele. A maneira como ele se comportava diante da sua obra de arte e o modo como fazia e refazia os traços com muita perfeição, não havia quem duvidasse de que ali estava a sua grande obra; a mais primorosa.

Entretanto, o quadro que supostamente estava sendo pintado em cena não era a parte mais importante de todo o texto. Mas a curiosidade do público fez com que se tornasse a atração. Num dado momento o ator, o amigo professor “Serginho”, brincou comigo em cena ao falar os variados nomes de vinhos franceses do seu rico cardápio, pois sabia ele que eu sou amante da Língua Francesa e volta e meia me perguntava: “J’ai bien prononcé?” (Falei corretamente?). E eu dizia: “Oui monsieur”.

Ressalte-se que num dado momento eu lhe falei em francês: “Je veux acheter ce portrait à la fin” (Eu quero comprar este quadro). E ele entendeu muito bem porque foi meu aluno de francês. Traduziu ao público o meu interesse pelo quadro quando, de repente, um cidadão se levantou e disse: “eu pago mais”. É meu! E assim ficou decidido: seria dele!

Ao final da peça, lá estava o “burguês-níquel” com o cheque e caneta nas mãos para adquirir a tão cobiçada tela. Lembro-me até hoje que a tela continha rabiscos sem significado algum e o meu amigo recusou a receber o dinheiro ofertado mesmo diante da insistência do “rico metido à besta”. Eu sou curto e grosso! E está dito!




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