[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!



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Eu, “mulher”!

É preciso que eu esclareça que sou homem! E muito homem! Ocorre que tenho feito o trabalho doméstico nestes últimos 04 dias em razão da impossibilidade da minha mulher realizar tais serviços. Ela foi submetida a uma cirurgia no último dia 31 de março e o médico recomendou no mínimo 40 dias sem se esforçar, ou seja, de repouso absoluto. Não foi uma cirurgia simples. Pobrezinha!

É bem verdade que sei cozinhar, lavar, arrumar a casa, etc. Mas fazer isso todos os dias é um tédio. Odeio passar e já avisei o meu filho que se ele quiser roupa passada, que ele passe. Eu passo as minhas roupas na hora de lavar. Aprendi com um colega com o qual dividi uma moradia há alguns anos atrás lá na região de Campinas. A fórmula é não torcer a roupa e passá-la com a própria água; é simples. Após lavar a roupa, mergulhe-a em muita água limpa e retire levando-a diretamente ao varal. Detalhe: vai demorar mais para secar e se for tempo chuvoso, aí você está “ferrado”.

Confesso que gosto de cozinhar e nada tenho contra lavar a louça ou mesmo a roupa, mas limpar a casa e passar roupa não dá. Fiz isso por mais de três anos quando morei sozinho, mas foi a contragosto, não aprendi e nem quero.

Ontem foi domingo de Páscoa e algumas amigas da minha mulher vieram visitá-la em casa no momento em que eu assava um frango. O cheiro esvoaçou pela cozinha e demais cômodos e não houve quem não sentisse o agradável aroma. Eu fiquei todo “orgulhoso” ao ouvir os elogios das amigas da minha mulher e ela toda feliz ao afirmar que tinha (tem) um “marido de ouro.”

A parte dos elogios foi agradável, todavia a um custo danado porque o trabalho doméstico é cruel. A gente acaba de arrumar a cozinha e em poucos minutos a pia está cheia de novo; olha que somos três adultos em casa. Ai, meu Deus! E de pensar que ainda faltam mais 36 dias!

Parabéns para todas as mulheres que servem o lar e para as domésticas que limpam as suas casas e a dos outros. Não é fácil a rotina do lar. E agora, com licença, pois tenho muita roupa pra lavar. E não me confundam, pois eu sou HOMEM. E está dito!

Os outros são os outros e só”



Eu abomino o orgulho e a ingratidão, porém sou levado a pensar assim: “os outros são os outros e só” (Marina). Não costumo esperar nada de bom do ser humano, muito embora eu não faça mal a ninguém de maneira voluntária. Se, às vezes, acham-me ingrato e orgulhoso, na verdade é uma estratégia de defesa, pois não o sou.

Somente para exemplificar, aqui no recanto eu fiz amizades sinceras que muito têm contribuído para o meu enriquecimento pessoal e cultural. Eu poderia citar nomes, mas não o farei porque estes amigos sabem o quanto eu lhes sou grato por serem verdadeiramente camaradas. Tenho um amigo poeta e escritor no Mato Grosso do Sul, algumas poetisas paranaenses, outras mineiras, catarinenses e etc. com os quais me relaciono bem e sei que temos muito em comum no que tange à cordialidade e respeito.

Todavia, tenho alguns desafetos não só aqui, mas na cidade onde moro e alhures, como todos nós temos. As diferenças também nos enriquecem e por isso eu sou muito grato aos que me “alfinetam” diuturnamente fazendo com que eu veja a vida sob outra óptica. Se não fossem os meus “inimigos”, declarados ou não, eu não teria crescido tanto.

Hoje eu sei o quanto é difícil se relacionar com o ser humano e por isso eu não tenho me deixado levar pela “intransigência” alheia, pelos erros que me apontam e pelas pedras que me atiram. A cada dia eu estou mais certo do que sou e de quem eu sou. A intolerância alheia não me afeta como outrora porque eu aprendi que, de fato, “os outros são os outros e só”.

Por mais que queiramos, a dor do amigo é só dele, assim como a minha dor só a mim pertence. Eu não posso ser o outro e nem o outro pode ser eu mesmo. Daí, estou “me lixando” pro que pensam e falam de mim. O outro será sempre um “país desconhecido” que eu nunca vou ter a pretensão de querer conhecer ou habitar. O outro não me fere mais, não me atinge com palavras, não representa nada pra mim, exceto quando me surpreende com o bem.

Aprendi a excluir da minha vida aqueles que não me acrescentam nada e que estão somente mal intencionados em relação à nossa amizade. Prefiro os amigos leais que cultivam uma amizade sadia e desinteressada, sem se sentirem donos da minha vida. O respeito recíproco e a não invasão da privacidade alheia é sinal de inteligência. Se quiser minha amizade, assim terá que ser. Do contrário, poupe-me! E está dito!




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