[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!



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Ressalte-se que era uma linda mulher e que tudo aquilo me soava estranho. Por que comigo? O que ela queria? Seria mesmo um lugar pra se sentar? Ou teria outras intenções?

Até me senti um “gostosão” ao lado de tão nobre figura, mas não entendia a razão de tamanha sorte. Não demorou pra que ela me perguntasse coisas sobre mim e eu respondi o que me convinha responder e sempre com muito receio.

Não demorou pra que ela começasse a me tecer elogios que eu bem sabia que não era a expressão da verdade. Desconfiei ainda mais da linda mulher que já me era muito suspeita. Então resolvi lhe perguntar de onde ela era e o que fazia ali, já que eu não me lembrava de tê-la visto anteriormente.

Ela me disse que estava a passeio em minha cidade, que tinha alguns parentes aqui e que costumava vir passar as festas de fim de ano. Que era garota de programa na capital e que por isso era assim tão “despachada”. Perguntou-me se eu estaria disposto a pagar pelos seus serviços, ao que prontamente disse não. Pediu-me que eu lhe pagasse uma cerveja e a resposta não foi outra.

Eu tinha ido ali pra me distrair e tomar uma cervejinha, mas perdi a vontade e fiquei somente conversando com a “distinta senhora”. Aliás, uma conversa que logo acabou diante das minhas recusas às suas propostas. Ela levantou-se e foi até ao balcão e por lá ficou conversando com outros homens que, imediatamente, satisfizeram o desejo dela pagando-lhe algumas cervejas e alegrando-se ao lado de tão linda mulher.

Livre dela, eu pedi a minha cerveja e fiquei a observar o comportamento dela. Ouvi o mesmo discurso que ela me dirigiu e percebi que pra ela não tinha homem “feio”; todos eram lindos. E mais ainda aqueles que lhe soubessem agradar.

Não permaneci muito ali naquela Lanchonete. No dia seguinte, quando voltei lá, chegou um dos homens que estivera com aquela linda senhora reclamando do desaparecimento do seu cartão de crédito e certa quantia em dinheiro. Vi e ouvi quando ele perguntou ao dono da Lanchonete que lhe recomendou que perguntasse para aquela mulher que ele levou embora ontem. E acrescentou: “Linda Mulher”! Aquela mesma que conversou com você, Duda! Lembra?




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